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domingo, 16 de maio de 2010

Deputada Cecília Honório defende "maior investimento" para diversificação do turismo do Algarve





hugo rodrigues Ver Fotos »
Cecília Honório, deputada do Bloco de Esquerda pelo Algarve
A deputada do Bloco de Esquerda (BE) Cecília Honório defendeu este sábado “um maior investimento” na diversificação do turismo no Algarve, e criticou o Governo pela falta de políticas para o setor na região.

“É preciso aproveitar as capacidades do Algarve, e investir na diversificação do turismo, salvaguardando ao mesmo tempo os recursos ambientais da região”, defendeu Cecília Honório, à margem do fórum “Preservar a biodiversidade em Lagos e Portimão”, que decorreu na biblioteca de Lagos (Algarve).

A iniciativa do BE, que decorreu ao longo de todo o dia, integrou no programa visitas à ria de Alvor e Sapal e Paúl de Lagos, culminando com um debate, em que participaram cerca de 50 pessoas.

Para Cecília Honório, o modelo de turismo implantado na região “está esgotado e, prova disso, é a falta de procura, com acentuado decréscimo no número de dormidas na região”.

A deputada eleita pelo círculo de Faro considera que a “culpa pela estagnação do setor deve-se à inexistência de políticas do Governo ao longo dos últimos anos”.

“O Governo não tem qualquer modelo e tem olhado apenas para o turismo de construção desenfreada”, disse a deputada, manifestando-se “otimista, mas apreensiva” quanto ao futuro da população algarvia.

“O que será desta população, quando os responsáveis governamentais não apresentam modelos diversificados para o turismo, esquecendo-se dos recursos do Algarve”, questionou Cecília Honório.

A deputada do BE apontou ainda a “falta de transparência” dos Projetos de Potencial Interesse Nacional (PIN), que “apenas beneficiam os grandes grupos”, acusando o Governo de “os negociar nos corredores e à mesa durante os almoços”.

Cecília Honório lamentou também que os grupos parlamentares do PS e do PSD “não tenham aproveitado algumas propostas apresentadas pelo BE, para dinamizar o turismo”.

“Existem várias alternativas, desde investimentos na criação de indústria para equilibrar as produções tradicionais, ao turismo de natureza e cultural”, concluiu a parlamentar do BE.

domingo, 18 de abril de 2010

Bloco de Esquerda requer relatório da ACT sobre as visitas inspectivas realizadas ao sector da construção civil no Algarve

A deputada Cecília Honório, eleita pelo distrito de Faro, e a deputada Mariana Aiveca, da Comissão Parlamentar de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública, requereram hoje ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social o relatório da inspecção realizada pela Autoridade das Condições do Trabalho (ACT) ao sector da construção civil na região do Algarve.
Numa acção inspectiva realizada a estaleiros e empresas de construção civil, a ACT identificou 46 trabalhadores do sector, tendo assinalado 23 casos de risco, designadamente 21 casos de risco de queda em altura, um de utilização perigosa de equipamentos e um caso de risco eléctrico.
De acordo com as notícias vindas a público, o principal problema é a falta de segurança em obra, a que acrescem falhas ao nível da saúde no trabalho, irregularidades referentes à utilização de trabalhadores imigrantes em situação ilegal, ausência de comunicação prévia de estaleiro e de afixação de comunicação em obra.
Atendendo aos resultados divulgados, as deputadas do Bloco de Esquerda querem que o Governo esclareça quais as medidas que pretende desenvolver para a correcção das irregularidades detectadas pela Autoridade para as Condições do Trabalho e que procedimento irá instaurar junto das empresas prevaricadoras.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O novo governo dos velhos problemas


Multiplicam-se os comentários sobre a estatura e o tempo de vida do novo governo do PS desde os que sublinham o seu "músculo político" aos que anotam o seu "medo de cair". Se o novo governo é maquilhagem ou plástica - quando os velhos governantes estão tão bem colocados no tabuleiro - as políticas o dirão, sustentadas na tradução do programa eleitoral em programa de governo.

É por isso que, mesmo sabendo o que os compromissos eleitorais têm valido para o PS, vale a pena voltar ao programa sufragado a 27 de Setembro.

Mentiras e propaganda à parte - o governo da maioria absoluta saiu "vencedor" da crise da segurança social e completamente limpo de responsabilidades dos efeitos da crise no país - o compromisso eleitoral do PS aponta prioridades: relançamento da economia e promoção do emprego, redução da dependência energética e do endividamento externo, desenvolvimento das políticas sociais, qualificação dos serviços públicos e redução das desigualdades1. E é por elas que prestam contas, e elas exigem sinais claros que o fumo do programa eleitoral não dá.

1. O emprego. O PS comprometeu-se com o Pacto para o Emprego, na senda do Pacto Global para o emprego da O.I.T. E o Pacto da O.I.T aponta caminhos: investimentos em infra-estruturas públicas, medidas para manter o emprego e, particularmente, para reforçar o sistema de protecção social aos mais vulneráveis. Medidas sustentadas num relatório que constata que a crise do emprego durará seis a oito anos e que a economia mundial precisa de criar 45 milhões de empregos nos próximos 5 anos para manter os níveis de emprego anteriores à crise.

Ora o Pacto para o Emprego do programa eleitoral do PS assenta num conjunto de objectivos sem medidas, mormente para os e as jovens que entram no mercado de trabalho, para além de paupérrimos indicadores: 8.500 potenciais novos empregos para jovens (entre quadros em economia social, empresas exportadoras, estágios na administração pública e turismo) não é pacto que se veja para responder ao desemprego dos e das mais jovens e à vergonha de um país onde os licenciados sem trabalho são o dobro da média da OCDE.

Nem uma palavra no programa do PS sobre a necessidade de mudar as leis do trabalho que vulnerabilizam e precarizam, tanto mais preocupante quando o seu responsável, Vieira da Silva, assume agora a pasta da economia. Nem uma palavra, ainda, sobre alteração às regras do subsídio de desemprego e sobre a necessidade absoluta de garantir protecção às mais de 200.000 pessoas que estão fora de qualquer prestação social em caso de desemprego.

E são estes os compromissos que urgem, e é com eles que verificará se o novo governo é mais ou menos cosmética.

2) O Ensino. A condição prévia ao debate sério sobre a escola pública sinalizaria, em primeiro lugar, o respeito pelos profissionais que a sustentam. O que as escolas precisavam era de uma Ministra que lhes dissesse: era uma vez uma avaliação de desempenho incompetente e de uma divisão inútil e arbitrária entre professores de primeira e de segunda. A verdade é que o programa eleitoral não recua nestas matérias: "acompanhar e avaliar a aplicação do Estatuto da Carreira Docente", "acompanhar e monitorizar" a aplicação do segundo ciclo de avaliação de desempenho cheira a mais do mesmo.

Só depois o debate sobre as políticas educativas ganharia a seriedade que bem precisa, nomeadamente no que toca ao caminho assumido no programa do PS de estender a escolaridade obrigatória para 12 anos à custa das vias profissionalizantes, e quando a escolas navegam hoje na indefinição de critérios e estratégia desta reforma surda, ou sobre a precarização insuportável dos profissionais que sustentam a escola a "tempo inteiro".

E sobre o evocado "contrato de confiança com o Ensino Superior", o que faz falta, como patamar mínimo da "confiança", é saber se o governo assume a urgência de uma acção social digna, como defendemos e à revelia da surdez do governo, e de um modelo de financiamento plurianual que alivie a penúria das instituições; é saber se, ao invés das formulações fluidas do seu programa, o governo minoritário do PS vai continuar a pactuar, ou não, com a vergonha das propinas do segundo ciclo, escavando a intolerável desigualdade entre os que podem e os que as não podem pagar.

O governo minoritário do PS tem de escolher entre a cosmética e o compromisso com os mais graves problemas das pessoas. Nós estaremos, como sempre, do lado do compromisso.

Cecília Honório

1 cf. Programa de Governo do Partido Socialista, p. 11.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fotos do Comício Festa do Bloco de Esquerda - Faro





segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Apresentação do Manifesto Eleitoral do Algarve.

 
Apresentação do Manifesto Eleitoral do Algarve.
Com a presença da candidata pelo Algarve, Cecília Honório,
e Fernando Rosas deputado do BE.
Quarta Feira dia 9 de Setembro pelas 21 horas
Local: Junta Junta de Freguesia de Portimão

sábado, 5 de setembro de 2009

Imagens da apresentação do Manifesto Eleitoral do Algarve com a presença da candidata Cecília Honório

Um compromisso pela igualdade para responder à crise e ao atraso

Este é o compromisso do Bloco de Esquerda para a construção de uma região solidária, com respostas sociais ajustadas ás necessidades, mais emprego, melhor ensino, melhor saúde, mais justiça na economia.
É, um compromisso para
combater as desigualdades, muitas vezes escondidas pelas imagens da beleza natural da região,e dos seus incontornáveis equipamentos de turísticos. É, pois, um compromisso contra a dívida interna: o desemprego e a precariedade, a desqualificação dos serviços públicos, a falta de apoios para os que trabalham toda a vida, a falya de oportunidades para os que são jovens.
A política de Sócrates assentou no lema: o Estado faz as leis para desfazer as suas leis. Foi assim com os PIN, que podem saquear o património ambiental,saltando sobre a burocracia em nome do "interesse nacional". E com eles o Estado desencravou projectos chumbados pelo próprio Estado,invadindo o litoral,áreas protegidas e Rede natura. Mas mesmo quando a burocracia ainda impende sobre o sque ao litoral algarvio, os poderes do bloco central continuam a tudo permitir através de Planos de Pormenor que podem mudar a classificação dos solos.
Porque o poder sobre o território e os recursos naturais é uma forma de poder sobre as pessoas, o BE opõe-se á pol
ítica de ser o governo central a decidir as questões importantes para a região sem que os cidadãos e cidadãs do Algarve tenham a palavra.
Numa região onde o caminho tem sido o da hipoteca do futuro à especulação imobiliária, os sucessivos governos do PS e PSD são responsáveis pela política de padrinhos e afilhados, com a concessã
o de empregos, "tachos", em epresas públicas e municipais, conduzindo ao despesismo e ao esbanjamento dos dinheiros públicos.
O Bloco bater-se-á com todas as
suas forças contra a corrupção e o compadrio, que só favorecem os poderosos, minando a democracia e destruindo os recursos naturais do Algarve.
O Bloco de Esquerda é a responsabilidade da alternativa com responsabilidade. A alternativa urge para a Região do Algarve, e o Bloco de Esquerda apresenta a agenda de mudança.





Luís Fazenda: Pequeno excerto do seu discurso na apresentação do Manifesto Eleitoral do Algarve