Mostrar mensagens com a etiqueta autarquicas 2009. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta autarquicas 2009. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Tomada de posse


Luísa Gonzalez tomou posse no dia 19 de Outubro como Lider da Bancada do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Portimão.

sábado, 17 de outubro de 2009

OPINIÃO (VI)


O dia seguinte

Terminou, finalmente, a que foi, talvez, a maior maratona de eleições da história da democracia portuguesa. Nos últimos seis meses, o tema principal de toda a comunicação andou sempre à volta das eleições.

Notava-se, claramente, que o cidadão comum já estava farto de ver tratado o mesmo tema, todos os dias, nos telejornais, na comunicação social escrita e na rua. Na maioria dos casos, as opções já estavam tomadas há muito tempo e, pouca coisa havia a alterar.

Veio, mais uma vez, provar-se que as três eleições que se realizaram desde Junho não tiveram nada a ver, umas com as outras. Que o diga o Bloco de Esquerda cujos excelentes resultados nas duas primeiras eleições não tiveram qualquer continuidade nas autárquicas. A evolução verificada não satisfaz as expectativas dos muitos simpatizantes e aderentes desta força política.

Alguns adversários/inimigos do Bloco apressaram-se, de imediato, a proclamar o seu funeral político. Expressões como “foram os grandes derrotados”; “o que está na moda, depressa sai da moda” ou “deliciosa derrota” fazem parte do foguetório que tem vindo a ser atirado por essas personagens.

De qualquer maneira, o resultado das eleições autárquicas de 11 de Outubro deve conduzir-nos a uma reflexão ponderada para compreendermos o que, de facto, aconteceu e não fazermos a vontade aos nossos adversários, embarcando num derrotismo sem sentido. Não há qualquer razão para passarmos do oitenta para o oito. Sem qualquer ordem de prioridade, consideremos, assim, os seguintes pontos:

  1. O Bloco de Esquerda é uma força jovem, com excelentes quadros a nível central mas, ainda, algo imatura perante o eleitorado, a nível local. Foi uma luta muito desigual perante forças partidárias muito implantadas no terreno. Há uma tendência para se votar em quem já se conhece, mesmo que com algumas reservas.
  2. Verificou-se uma polarização do “voto útil”, numa tendência para o mal menor.
  3. Há uma visão presidencialista das autarquias. Tende a votar-se na figura do presidente em exercício.
  4. Muita da obra feita nos últimos anos pelos candidatos bloquistas quase não chega ao conhecimento dos eleitores, em muitos casos, por via do controlo da informação. O que se passou em Portimão é um bom exemplo. O PS local portou-se como que dono e senhor dos ecrãs gigantes, instalados em todo o concelho, para além do que se passa com a comunicação social escrita…
  5. Não podemos esquecer que teve lugar uma significativa expansão territorial das candidaturas do Bloco de Esquerda e um aumento do número de candidatos e candidatas nestas autárquicas. Contudo, ainda há muito para fazer neste aspecto. Estamos, por assim dizer, só a começar.
  6. Houve um crescimento do número de votos no BE acompanhado de um aumento, ainda que, ligeiro do número de novos autarcas eleitos, relativamente a 2005.

Desde que nasceu, o Bloco tem vindo sempre a progredir eleitoralmente. Os seus aderentes e simpatizantes habituaram-se a um permanente sucesso mas não nos devemos esquecer que, na política como na vida, nem sempre tudo corre conforme os nossos desejos. Não há que desanimar e continuar a ir à luta porque, quem vai à luta, tanto pode ganhar como perder mas quem não vai, perde sempre. Quando rejubilam com um fracasso do BE e quando lhe desferem ferozes ataques, são os seus próprios adversários que reconhecem a sua força.

Luís Moleiro Santos, aderente do BE


Nota: opinião exclusiva do autor. A análise dos resultados será transmitida brevemente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A derrota do Bloco de Esquerda


A derrota do Bloco de Esquerda nas eleições autárquicas comprova o que os críticos internos (nomeadamentes as moções "B" e "C" nas 2 últimas convenções) dizem há anos: que o partido tem centrado a sua actuação no grupo parlamentar e não se tem preocupado em construir uma base de militantes.

Assim, nas eleições autárquicas, em que interessa ter pessoal no terreno e não apenas popularidade genérica derivada de algumas figuras que aparecem na televisão, os resultados vão abaixo.

No fundo, o BE está a funcionar como um CDS-de-esquerda: um partido de quadros, de personalidades com algum prestigio dentro dos seus nichos respectivos, mas com poucos militantes e com o apoio eleitoral muito dependente do carisma do líder.

Mesmo as candidaturas para Lisboa e Porto condizem com este padrão: não haveria mais ninguém para ser candidato além dos deputados Luis Fazenda e João Teixeira Lopes? Note-se que não estou a dizer que outros candidatos teriam tido melhores resultados - provavelmente teriam tido ainda piores. Mas imagine-se que o partido tinha candidatado um militante das estruturas locais - mesmo que (devido ao desconhecimento) ele tivesse agora poucos votos, daqui a quatro anos ele já seria conhecido, logo já poderia ser um potencial bom candidato.

Finalmente, tudo isto não deixa de ser um triste e irónica evolução: afinal, há uns anos atrás, a UDP e o PSR andavam a defender o "poder popular de base" contra a "democracia parlamentar"; agora o BE tem muitos parlamentares, mas as bases estão fraquinhas...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Candidatos eleitos pelo BloKo de Esquerda - Portimão


Candidatos Eleitos

Assembleia Municipal




Luísa Gonzalez


Fernando Gregório

Junta de Freguesia de Portimão



Simeão Quedas

Junta de Freguesia da Mexilhoeira Grande



Helder Gonzalez

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Portimão - Autarquicas 2009

Câmara Municipal

ListaResultadosMandatos

PS
55,49%
12.849 votos
Mandatos
5
PPD/PSD
25,13%
5.818 votos
Mandatos
2
B.E.
6,31%
1.460 votos
PCP-PEV
5,93%
1.372 votos
CDS-PP
4,31%
999 votos
EM BRANCO
1.93%
447 votos

0.91%
210 voto

Assembleia Municipal

ListaResultadosMandatos
PS
51,25%
11.868 votos
Mandatos
12
PPD/PSD
24,9%
5.766 votos
Mandatos
5
B.E.
8,56%
1.983 votos
Mandatos
2
PCP-PEV
6,81%
1.576 votos
Mandatos
1
CDS-PP
5,37%
1.244 votos
Mandatos
1
EM BRANCO
2.12%
491 votos
NULOS
0.98%
227 votos

Assembleia de Freguesia

Votantes
54,16%
Mandatos por atribuir:  0 0 Mandato(s) por atribuir
Votantes: 23.155
Inscritos: 42.751
ListaResultadosMandatos
PS
51,98%
12.037 votos
Mandatos
24
PPD/PSD
25,17%
5.827 votos
Mandatos
9
B.E.
8,03%
1.860 votos
Mandatos
2
PCP-PEV
6,51%
1.508 votos
Mandatos
1
CDS-PP
5,19%
1.201 votos
Mandatos
1
EM BRANCO
2.08%
481 votos
NULOS
1.04%
241 votos

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

COMPRAR VOTOS



 

Há anos, num programa recreativo da RTP chamado Passeio dos Alegres, o poeta Rui Belo pronunciou esta frase linda e significativa: “só se atiram pedras às árvores frutíferas”.

O Bloco de Esquerda é uma árvore frutífera como facilmente se depreende pelas propostas que apresenta e pela aceitação que elas estão a ter no eleitorado. Não é por acaso que o PS elegeu o BE como inimigo principal.

É uma honra para o Bloco estar a ser alvo de um ataque cerrado do poder instituído, não só a nível nacional como a nível local. É sinal que o BE é a força que mais frente faz às políticas anti-sociais que colocam em último lugar os interesses e o bem-estar das populações.

A política do vale tudo na campanha para as eleições autárquicas mostra o desespero em que a direita e o PS se encontram perante a possibilidade de perderem as suas maiorias absolutas.

Há exemplos que só dão para rir:

Um autarca do PS do norte do país oferece “salpicões” e sapatos aos eleitores, um outro promete dentista gratuito para quem precisar, quando o seu partido recusou que o atendimento para a saúde oral fosse integrado no Serviço Nacional de Saúde.

Valentim Loureiro distribuiu bilhetes para o Tony Carreira.

Toda esta gente pretende, da forma mais descarada comprar os votos dos eleitores.

Em Portimão, onde existe uma mistura de PS com Câmara, não se percebendo bem onde acaba um e começa outro, também se procede a uma tentativa de compra da consciência dos eleitores mais desprevenidos. Tem chegado ao nosso conhecimento a realização de festas e jantares onde, quem comparece pode comer e beber completamente à borla. Mas, o pior é que tudo isto é pago com o dinheiro dos munícipes e não com verbas do PS. Vale tudo. A falta de ética na política parece já não ter limites para a manutenção do poder.

Por outro lado, veja-se o que aconteceu no próprio dia em que esta gravação foi feita: caiu na cidade uma forte chuvada e imensos locais ficaram intransitáveis. É uma situação que se arrasta há anos, há vários mandatos e que tem a ver com a vida das pessoas. Por que razão ainda não foi resolvida?

Não se prestam contas às populações nem se discutem propostas para o futuro. Quem tem obra feita não necessita de manigâncias nem de se fechar sistematicamente ao debate com todas as outras forças partidárias que representam uma parte significativa da vontade da população do concelho ainda que, temporariamente, em minoria.

Chegou o momento de alterar esta situação, elegendo, vereadores do BE para a Câmara Municipal e representantes do mesmo partido na Assembleia Municipal e em todas as Assembleias de Freguesia. 

 

O voto no BE é um voto com garantia.

Vote BLOCO DE ESQUERDA

Francisco Louçã no Jantar do Bloco de Esquerda - Portimão










O líder do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, anunciou quinta-feira, em Portimão, que o partido vai bater-se por medidas sociais de “emergência”que respondam às necessidades e prioridades do país, assim que o Parlamento retome o seu funcionamento.

No discurso durante o jantar promovido pela candidatura do BE de Portimão, que reuniu mais de 600 pessoas, Francisco Louçã garantiu que o partido irá apresentar propostas “de emergência” para fazer face às dificuldades da população mais desfavorecida.

Segundo Francisco Louçã, o BE “bater-se-à” pelo aumento das pensões dos mais pobres, a correcção do Estatuto da Carreira Docente, o fim de um processo de “perseguição” na avaliação dos professores e alterações ao Código do Trabalho.

“Faremos a proposta de um aumento de emergência para as pensões dos mais pobres”, disse o líder bloquista, defendendo que todas as pensões abaixo de 300 euros deveriam ser aumentadas em 50 euros.

Para Louçã, se o imposto sobre as grandes fortunas fosse aplicado, “só dez das maiores fortunas portuguesas, pagariam o suficiente para essas pessoas poderem ter acesso ao princípio elementar de decência, que é ter uma pensão que permita viver”.

“A correcção do estatuto da carreira docente, que separa os professores em duas categorias, e que levou as escolas a prejudicar a sua função educativa, será também uma das propostas”, assegurou o líder do BE.

Ainda no sector da Educação, Louçã anunciou que o BE proporá a todos os partidos sem excepção, o fim de um processo “de perseguição na avaliação”.

“Queremos uma avaliação que seja coerente com os objectivos e prioridades das escolas. Espero que haja uma grande maioria no Parlamento para trazer paz à educação, qualidade às escolas e respeito aos professores”, destacou.

Ao considerar que existe hoje “um desastre social” com 600 mil desempregados, o líder do BE, revelou que “será apresentada uma sobre o Código do Trabalho, medida que considera “essencial e indispensável para dar aos desempregados, aquele mínimo de apoio que correspondam ao que eles deram ao país”.

“Quero dizer a José Sócrates que o subsídio de desemprego não é uma esmola para os trabalhadores, mas sim um direito de quem trabalhou e está à procura de emprego. É uma medida de urgência que o Parlamento tem de tomar em nome da democracia economia e da responsabilidade social”, observou.

Durante o seu discurso, Francisco Louçã acusou ainda o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, de “mudar depressa” de opinião, ao admitir que o Governo poderia deixar cair alguns pontos do seu programa eleitoral.

“Vejam só como ele muda depressa de opinião. Já depois das eleições, Augusto Santos Silva disse que o programa do Governo ia ser exactamente o mesmo que o PS apresentou às eleições, com ou sem maioria absoluta”, recordou Francisco Louçã.

“Quando o ministro dos Assuntos Parlamentares, um porta-voz dos mais agressivos dos tempos da maioria absoluta, vem dizer que o novo Governo Sócrates podia deixar cair alguns dos pontos do seu programa, não podemos ter confiança no futuro”, observou.

“Nós já sabemos o que quer dizer esta ideia de deixar cair pontos de programa. Foi com maioria absoluta que o PS deixou cair tantos pontos do programa, como o não aumento dos impostos, o combate à evasão e corrupção fiscal e o levantamento do segredo bancário”, concluiu.

Para Francisco Louçã, o BE tem de ser uma esquerda alternativa para trazer justiça na vida social, e “é hoje uma referência na política nacional, uma força nova que está a crescer”.