
Luísa Gonzalez tomou posse no dia 19 de Outubro como Lider da Bancada do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Portimão.

O dia seguinte
Terminou, finalmente, a que foi, talvez, a maior maratona de eleições da história da democracia portuguesa. Nos últimos seis meses, o tema principal de toda a comunicação andou sempre à volta das eleições.
Notava-se, claramente, que o cidadão comum já estava farto de ver tratado o mesmo tema, todos os dias, nos telejornais, na comunicação social escrita e na rua. Na maioria dos casos, as opções já estavam tomadas há muito tempo e, pouca coisa havia a alterar.
Veio, mais uma vez, provar-se que as três eleições que se realizaram desde Junho não tiveram nada a ver, umas com as outras. Que o diga o Bloco de Esquerda cujos excelentes resultados nas duas primeiras eleições não tiveram qualquer continuidade nas autárquicas. A evolução verificada não satisfaz as expectativas dos muitos simpatizantes e aderentes desta força política.
Alguns adversários/inimigos do Bloco apressaram-se, de imediato, a proclamar o seu funeral político. Expressões como “foram os grandes derrotados”; “o que está na moda, depressa sai da moda” ou “deliciosa derrota” fazem parte do foguetório que tem vindo a ser atirado por essas personagens.
De qualquer maneira, o resultado das eleições autárquicas de 11 de Outubro deve conduzir-nos a uma reflexão ponderada para compreendermos o que, de facto, aconteceu e não fazermos a vontade aos nossos adversários, embarcando num derrotismo sem sentido. Não há qualquer razão para passarmos do oitenta para o oito. Sem qualquer ordem de prioridade, consideremos, assim, os seguintes pontos:
Desde que nasceu, o Bloco tem vindo sempre a progredir eleitoralmente. Os seus aderentes e simpatizantes habituaram-se a um permanente sucesso mas não nos devemos esquecer que, na política como na vida, nem sempre tudo corre conforme os nossos desejos. Não há que desanimar e continuar a ir à luta porque, quem vai à luta, tanto pode ganhar como perder mas quem não vai, perde sempre. Quando rejubilam com um fracasso do BE e quando lhe desferem ferozes ataques, são os seus próprios adversários que reconhecem a sua força.
Luís Moleiro Santos, aderente do BE
Nota: opinião exclusiva do autor. A análise dos resultados será transmitida brevemente.
Publicada por Miguel Madeira em VentoSueste




Câmara Municipal
| Lista | Resultados | Mandatos | |
|---|---|---|---|
PS | 51,98% 12.037 votos | 24 | |
PPD/PSD | 25,17% 5.827 votos | 9 | |
B.E. | 8,03% 1.860 votos | 2 | |
PCP-PEV | 6,51% 1.508 votos | 1 | |
CDS-PP | 5,19% 1.201 votos | 1 | |
EM BRANCO | 2.08% 481 votos | ||
NULOS | 1.04% 241 votos | ||

Há anos, num programa recreativo da RTP chamado Passeio dos Alegres, o poeta Rui Belo pronunciou esta frase linda e significativa: “só se atiram pedras às árvores frutíferas”.
O Bloco de Esquerda é uma árvore frutífera como facilmente se depreende pelas propostas que apresenta e pela aceitação que elas estão a ter no eleitorado. Não é por acaso que o PS elegeu o BE como inimigo principal.
É uma honra para o Bloco estar a ser alvo de um ataque cerrado do poder instituído, não só a nível nacional como a nível local. É sinal que o BE é a força que mais frente faz às políticas anti-sociais que colocam em último lugar os interesses e o bem-estar das populações.
A política do vale tudo na campanha para as eleições autárquicas mostra o desespero em que a direita e o PS se encontram perante a possibilidade de perderem as suas maiorias absolutas.
Há exemplos que só dão para rir:
Um autarca do PS do norte do país oferece “salpicões” e sapatos aos eleitores, um outro promete dentista gratuito para quem precisar, quando o seu partido recusou que o atendimento para a saúde oral fosse integrado no Serviço Nacional de Saúde.
Valentim Loureiro distribuiu bilhetes para o Tony Carreira.
Toda esta gente pretende, da forma mais descarada comprar os votos dos eleitores.
Em Portimão, onde existe uma mistura de PS com Câmara, não se percebendo bem onde acaba um e começa outro, também se procede a uma tentativa de compra da consciência dos eleitores mais desprevenidos. Tem chegado ao nosso conhecimento a realização de festas e jantares onde, quem comparece pode comer e beber completamente à borla. Mas, o pior é que tudo isto é pago com o dinheiro dos munícipes e não com verbas do PS. Vale tudo. A falta de ética na política parece já não ter limites para a manutenção do poder.
Por outro lado, veja-se o que aconteceu no próprio dia em que esta gravação foi feita: caiu na cidade uma forte chuvada e imensos locais ficaram intransitáveis. É uma situação que se arrasta há anos, há vários mandatos e que tem a ver com a vida das pessoas. Por que razão ainda não foi resolvida?
Não se prestam contas às populações nem se discutem propostas para o futuro. Quem tem obra feita não necessita de manigâncias nem de se fechar sistematicamente ao debate com todas as outras forças partidárias que representam uma parte significativa da vontade da população do concelho ainda que, temporariamente, em minoria.
Chegou o momento de alterar esta situação, elegendo, vereadores do BE para a Câmara Municipal e representantes do mesmo partido na Assembleia Municipal e em todas as Assembleias de Freguesia.
O voto no BE é um voto com garantia.
Vote BLOCO DE ESQUERDA
