segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

CENTRO DE EXPERIMENTAÇÃO AGRÁRIA DE TAVIRA (OU PARTE DELE) DESTRUÍDO POR CAUSA DE UMA ESTRADA?...









Na sua qualidade de deputado, João Vasconcelos visitou hoje o Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT) e reuniu com os responsáveis da Direção Regional de Agricultura do Algarve (DRAP).
CEAT reúne centenas de variedade de árvores de fruto e a maior coleção de citrinos, a qual irá ser destruída por uma estrada da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal devido à eliminação de uma passagem de nível na cidade.
Mas não há alternativas? Extraordinário!
O Grupo Parlamentar do Bloco vai questionar o Governo.

FRASE DO DIA (1301)


Reconhecer um Presidente [Juan Guiadó] que, para além de não ter sido eleito, não tem qualquer poder real ou espera vir a tê-lo no curto ou médio prazo, foi um ato irresponsável ditado por interesses estranhos ao nosso país.

ENFERMEIROS DO ALGARVE EM GREVE




As administrações do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve, EPE e da ARS Algarve, IP enganaram os enfermeiros, ao terem assumido compromissos escritos antes das eleições, mas não os concretizaram após as mesmas.
- Estão a prejudicar centenas nas suas progressões salariais;
- Há enfermeiros com 18 anos de profissão com o mesmo vencimento que um recém cursado.
Os enfermeiros garantem cuidados 24/24 horas em condições adversas e apesar das carências conhecidas. Não merecem ser tratados desta forma.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

ZECA AFONSO FALECEU FAZ HOJE 33 ANOS


A 23 de Fevereiro de 1987, às 3:00h, morre no Hospital de Setúbal, José Afonso. Nunca o esqueceremos.

ESGOTO A CÉU ABERTO NA PRAIA DO VAU



Ontem, por volta das 8h, corria a céu aberto na Praia do Vau, um esgoto de onde exalava um cheiro nauseabundo. O cidadão comum não entende uma situação destas numa das melhores praias do concelho de Portimão. 

PORTUGAL NÃO SERÁ UM PAÍS RACISTA MAS EXISTE RACISMO


O testemunho de Beatriz Dias Gomes, deputada do Bloco de Esquerda, "Expresso"

MAIS CITAÇÕES (70)


A quezília sobre a ida de Centeno para o Banco de Portugal é uma encenação curiosa.
(…)
Os friedmanistas argumentaram que a independência dos bancos centrais era a forma de combater a inflação, entregando aos tecnocratas o controlo que era retirado aos políticos. A justificação era abertamente antidemocrática.
(…)
[Segundo os sucessores de Milton Friedman], a política monetária só poderia alterar preços, ou seja, estimular a inflação, e não respondia a uma recessão.
(…)
O próprio banco devia promover a desregulamentação para favorecer o mercado.
(…)
O banco central independente é a contraparte ideal para um sistema financeiro desregulado, como aliás se verificou nas histórias recentes dos EUA e da Europa.
(…)
O resultado foram 30 anos de desastres e banditismo financeiro conduzindo à crise financeira e recessão de 2008-9. E, quando foi preciso salvar o euro, foi a política monetária expansionista que foi usada, contrariando o dogma.
(…)
A independência é um embuste e, por mim, prefiro a responsabilidade democrática, que seja um poder eleito a responder pelo banco central do que um tecnocrata.
(…)
Não sei se [Centeno] não quer formar um governo-sombra na Rua do Ouro, em nome de tal independência do banco.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

As nossas sociedades dependem de tabus, limites e vergonha para operarem.
(…)
Portugal é um país com mais racismo do que gostamos de reconhecer o que aliás é sugerido pelos inquéritos europeus e comprovado quotidianamente.
(…)
A questão está aí: a vergonha de se ser racista está a dissipar-se – como a vergonha em relação a muitas outras posições moralmente inaceitáveis.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

Marega acordou uma parte silenciosa do país.
(…)
Dez comentários a dizer que vão deixar de votar nele [André Ventura] e assuata-se, umas críticasna imprensa e muda o programa.
(…)
O gesto de Marega não calará um único grunho. mas o nosso silêncio passou a não ter desculpa.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

Se deixamos de acreditar nos juízes, passamos a acreditar em nada.
(…)
Ficamos a saber que há sorteios automáticos [de juízes] que afinal são manuais que afinal não são sorteios.
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

[No mundo do futebol] há leis mas mal se aplicam, como se começa a perceber pelo que sucedeu em Guimarães no passado fim de semana.
Editorial, “Expresso” (sem link)

Não é a eutanásia que mata velhinhos, mas a falta de dignidade, a falta de tempo, a falta de amor.
(…)
[A eutanásia é] para pessoas conscientes da sua dor, da sua vida e da sua morte, que querem ter o direito a morrer com dignidade.
(…)
Se queremos vida, é preciso apostar em mais direitos para os trabalhadores, para que possam ser cuidadores sem medos de perderem o emprego caso tenham de tirar dias para acompanhar os filhos ou os pais.
(…)
É preciso apostar em mais qualidade de vida para que tenhamos direito a uma morte digna.
Bárbara Wong, “Público” (sem link)

Passos voltou em força. Acompanharam-no todos os pesos pesados dos seus quatro anos de empobrecimento dos portugueses.
(…)
O modo como os desenvolvimentos políticos acontecem vai trazendo para cima da mesa um deslizar do PS para o centro, onde Rui Rio proclama que é o seu lugar.
(…)
Passos parece ter decidido convidar o diabo para infernizar a vida de Rui Rio.
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

É difícil encontrar tema tão debatido neste país [como o da despenalização da eutanásia].
(…)
Se [Marcelo] vetar, será apenas pelas suas convicções pessoais, pois todos os estudos de opinião realizados nos últimos anos mostram, de forma inequívoca, que a sociedade portuguesa deseja a despenalização da morte assistida.
Bruno Maia, “Público” (sem link)

O mito da «existência residual» [do racismo] vem do pré-Abril e de um Portugal «multirracial», desenhado do Minho a Timor, que escondia graves antagonismos de natureza étnica, tal como a lógica corporativa o fazia em relação às classes sociais.
(…)
Já o mito de uma relação de «cordialidade» dos portugueses brancos e negros tomou inúmeras vezes a dimensão de paternalismo que jamais deixou de ser uma outra forma de racismo.
(…)
Portugal não é um «país racista». Mas é um país onde inegavelmente existe racismo e se movimentam muitos racistas.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

"QUANDO SOBRA O DESCARAMENTO"


Francisco Louçã, "Expresso" Economia

É PRECISO ACABAR COM A IMPUNIDADE DA ELITE FINANCEIRA




Oito banqueiros devem ao Estado um total de quase 17 milhões de euros só em multas…
Mas a culpa acaba quase sempre por morrer solteira: com recursos sucessivos aos Tribunais e alegações de ausência de bens os pagamentos vão sendo arrastados até prescreverem.
Entre 2008 e 2018 foram injetados mais de 18 mil milhões de euros para salvar bancos. O que poderíamos fazer com esse dinheiro? Quantos hospitais? Quantas escolas?
De todos estes banqueiros corruptos apenas três foram condenados e só um está preso. É preciso acabar com a impunidade da elite financeira. cursos sucessivos aos tribunais e alegações de ausência de bens, os pagamentos vão sendo arrastados até prescreverem.

CITAÇÕES


Os atentados terroristas de extrema-direita começam a dar sinais na Alemanha e com consequências trágicas.
(…)
A chegada a cargos institucionais por parte do partido de extrema-direita AfD não se traduziu numa perda de força, mas antes numa normalização que é perigosa.
(…)
A eleição [na Turíngia] de um governador de extrema-direita com o apoio do partido de Angela Merkel, CDU. O escândalo levou à demissão da Presidente da CDU alemã, mas o precedente criou-se.

A aprovação, na generalidade, dos cinco projetos de lei que despenalizam a eutanásia, foi um passo de enorme importância na ampliação do respeito e da tolerância para com as diferentes mundivisões e formas de encarar a vida e a morte.
(…)
Há vitórias que se saúdam, mas não precisam da exibição contra os derrotados.
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Com esta lei [da despenalização da morte assistida], na realidade, ganham todas as pessoas, das várias opiniões.
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Como já foi assinalado, o debate de ontem [quinta-feira] foi, salvo pouquíssimas exceções, marcado pelos argumentos mais do que pela berraria.
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Os estudos indicam haver uma claríssima maioria favorável a uma lei que respeite as diferentes convicções das pessoas acerca do modo como querem morrer quando confrontadas com uma situação irreversível e de grande sofrimento.
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Portugal teve ontem [quinta-feira] um ganho importante de liberdade, porque de respeito pela escolha de cada um e de cada uma.

Um jogador de futebol faz-nos debater, sem aspas, o racismo em Portugal.
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Foi um cidadão sem complexos de colonialismo português, maliano de naturalidade francesa, a fazer o que ainda não tinha sido feito num campo de futebol em Portugal.
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Algo está muito errado quando vemos um deputado eleito a garantir que se está "nas tintas para a Constituição", negando a existência de racismo porque os hipócritas "não passarão".

Uma economia que aumenta o peso de setores de baixo valor acrescentado e mantém o vício dos baixos salários bloqueia o desenvolvimento.
(…)
O Governo e, em particular, o primeiro-ministro têm reconhecido expressões da persistência desse clima económico e social depressivo e ameaçador, mas não afrontam as suas causas.
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Compromissos que pareciam estratégicos, como por exemplo a Lei de Bases da Saúde, passam paradoxalmente a meras declarações de princípio, quando o primeiro ato significativo na área é pôr em marcha uma nova parceria público-privada.
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O Governo devia empenhar-se em valorizar o trabalho, por exemplo, impedindo a caducidade dos contratos coletivos, dinamizando a negociação e combatendo a precariedade.

Apesar das consequências negativas que terão na qualidade de vida dos cidadãos de Lisboa, [as obras de expansão do aeroporto Humberto Delgado], não foram objeto de licenciamento nem da obrigatória avaliação de impacto ambiental (AIA).
(…)
Enquanto autarca [António Costa] reconheceu que os lisboetas têm direito ao descanso noturno, ao respeito pelas leis do ruído, à habitação, à saúde e à segurança.
(…)
O que sobra é a realpolitik que afasta os cidadãos, esvaziada da sua dimensão ambiental e negligente em relação aos compromissos internacionais a que o país aderiu, designadamente o Acordo de Paris e as suas metas de descarbonização da economia.
(…)
Ao “plantar” um aeroporto no Montijo – barato para quem o pretende construir e explorar –, a ANA/Vinci e o Governo estão obviamente a sacrificar o interesse público.
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O próprio ministro das Infraestruturas já reconheceu que a privatização da ANA se converteu num ruinoso negócio para o país, mas persiste-se no erro.
Pedro Soares, “Público” (sem link)

Onde eu penso que são mais graves os fenómenos de racismo é naquilo que se pode chamar conflitos de proximidade.
(…)
O racismo não caracteriza a vida de Guimarães, mas a violência no futebol caracteriza.
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Se há questão no que aconteceu, é mostrar o futebol como um dos reservatórios de violência na sociedade portuguesa e, sendo assim, naturalmente contendo o racismo na panóplia dessa violência latente.
Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

Defender um sistema de saúde universal para todos é uma das ideias de campanha que mais ataques tem valido ao senador Bernie Sanders, a quem Donald Trump volta e meia acusa de ser socialista.
(…)
Desde que Cuba decidiu acabar com o programa Mais Médicos do Brasil em Novembro de 2018, depois das muitas críticas de Jair Bolsonaro na campanha presidencial, que as cidades brasileiras perderam um quinto dos seus médicos de família.
(…)
Bolsonaro, que chegou a acusar os profissionais cubanos de estarem no país para “formar núcleos de guerrilha”, prepara-se agora para contratar os 1800 médicos cubanos que ficaram no Brasil quando o programa de cooperação foi interrompido.
António Rodrigues, “Público” (sem link)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA EXISTE E NÃO VAI ACALMAR



De cada vez que, a nível internacional, tem lugar uma reunião cuja finalidade é o desenvolvimento concertado de ações em prol da emergência climática, ficamos com uma ideia cada vez mais firme de que nada de importante de lá sai senão a certeza de que as alterações do clima se irão agravar em crescendo. Os grandes interesses representados pelas principais potências impedem que qualquer medida efetivamente importante seja tomada e, principalmente, cumprida. É sempre mais do mesmo e, o pior de tudo, é que as populações já se vão habituando a essa farsa.
Por cá, e à nossa escala, as coisas não são muito diferentes. O cidadão menos desatento vai percebendo que, perante qualquer obra pública de grande envergadura e com previsto impacto ambiental, a obra tende a avançar, independentemente das consequências àquele nível. Todos os argumentos são arregimentados menos aqueles que, de facto, tenham em conta a emergência climática em que vivemos. E a verdade é que sempre se verifica a possibilidade de alternativas desde que haja vontade política de colocar à frente os interesses das populações e não os do domínio do poder financeiro.
O exemplo atualmente em discussão em Portugal tem a ver com o plano para o novo aeroporto que servirá Lisboa, com avaliações de impacto ambiental “ridículas” e em que poucos acreditam, sem que isso leve o Governo a tomar a decisão mais correta. João Camargo, o conhecido investigador em alterações climáticas, assina no “Público” de hoje um interessante artigo em que toma uma posição muito firme sobre esta temática e cujo conteúdo deixamos a seguir.

O plano do novo aeroporto do Montijo não arrancou e já é uma comédia em chamas: avaliações de impacto ambiental ridículas (ainda alguém acredita nelas?), imposição ao poder local, riscos graves de inundação, processos em tribunal, pássaros estúpidos, leis marteladas para aprovar um projecto catastrófico. Seria difícil planear um projecto para angariar tanta antipatia, um tal compêndio de suspeição, hipocrisia, incoerência, incompetência e autoritarismo. É um projecto morto à nascença, mas tanto não pode haver aeroporto no Montijo como não pode haver aeroporto em Alverca, em Alcochete ou onde quer que seja. Vivemos numa emergência climática, novos projectos que aumentam dramaticamente as emissões só podem ter um destino: ser parados. E serão.
A última justificação para a “imprescindibilidade” de um novo aeroporto no Montijo é que se perdem 400 mil passageiros por ano, segundo o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos. Considerando que em 2018 o Aeroporto da Portela recebeu mais de 30 milhões de passageiros, fica por perceber qual é mesmo o argumento. Dizem que há 40 anos que deveria ter sido construído um aeroporto em Lisboa. Acrescentam que se anda há décadas a brincar aos aeroportos – noutra altura andava-se a tentar construir um Estado Social e um país decente, depois a resgatar o festim das privatizações e da crise dos bancos e, portanto, não é de estranhar que tal projecto não tenha sido, e bem, prioritário. O actual governo pretende montar a derradeira “brincadeira” que é propor uma expansão aeroportuária que passe dos 30 milhões de passageiros por ano para os 60 milhões de passageiros por ano. 
Como há 40 anos devia ter sido construído um aeroporto, e há 30 também, como há 20 ou há dez teoricamente também, nada do que tenha acontecido entretanto justificaria cancelar isto, segundo a elite económica, os argumentistas. O facto de termos de fazer um corte radical das emissões de gases com efeito de estufa é considerado facultativo, o que justifica a possibilidade de passarmos de 4,5 a 4,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono emitidas em 2019 pelo Aeroporto de Lisboa para as nove milhões de toneladas que uma duplicação dos passageiros implicaria (além das emissões subvalorizadas feitas na troposfera pelos aviões). 
O ministro do Ambiente, parece, já garantiu que os voos do futuro far-se-ão por passarola, tecnologia sem emissões e em acelerado desenvolvimento, e António Costa disse no lançamento da Capital Verde que “o novo aeroporto vai produzir dois milhões de toneladas por ano” em 2050. Fora do campo da imaginação à la Júlio Verne destes governantes, tal nível de emissões só é possível se o Montijo já estiver debaixo de água nessa altura.
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O cumprimento integral das metas das políticas públicas climáticas portuguesas (tanto o Roteiro para a Neutralidade de Carbono 2050 como o Plano Nacional de Energia e Clima) não é suficiente para manter o aumento da temperatura até 2100 abaixo dos 1,5ºC. Projectos como o do aeroporto (e outros) foram convenientemente deixados de fora destas contas e agravariam ainda mais o buraco entre aquilo que teoricamente será feito e aquilo que é imprescindível cortar em emissões. Contabilidade criativa pode servir para arremesso político na dívida pública e no défice, mas não serve para a química atmosférica, que não tem sentido de humor.
Não nos devemos deter apenas em política futura e na exclusão dos impactos climáticos de qualquer avaliação de um novo aeroporto. Actualmente, Portugal apoia activamente a indústria aeroportuária e a sua expansão, com incentivos financeiros, monetários e fiscais. Impostos sobre emissões de bilhetes? Em Portugal são zero (no Reino Unido são 43€, em Itália 19€, na Alemanha 13€ e em França 9€). O IVA para os vossos domésticos é de 6% e para os voos internacionais é de 0%. Toda a Europa “verde” isenta de impostos os combustíveis dos aviões. Taxa de ruído? Também zero. Um verdadeiro offshore para a aviação numa paródia nacional em que se diz que há prioridade para a ferrovia.
Depois de ter percebido que a Autoridade Nacional da Aviação Civil vai chumbar o Aeroporto do Montijo, o governo anunciou que vai inventar uma nova lei para permitir a construção na mesma. Disse ainda que os pássaros não são estúpidos e “é provável que se adaptem” a um novo aeroporto. Tantas aberrações parecem de propósito e talvez indiquem que o Governo já está, de facto, a desistir do projecto. Só falta aparecer o Leslie Nielsen numa conferência de imprensa a falar das vantagens das pistas subaquáticas para a Saúde para termos a certeza de que esta é a sequela da comédia Aeroplano.
Há que deixar uma mensagem claríssima, quer esta tragicomédia avance mais um pouco ou não: não haverá novo aeroporto no Montijo ou em qualquer outro sítio. O business as usual morreu e as ladainhas requentadas do desenvolvimento e riqueza associados ao capitalismo fóssil não servem o futuro de ninguém. Não há economia nem empregos no colapso climático e a nossa prioridade é salvar as condições que permitam um futuro. Não vamos ficar a rir-nos enquanto constroem a nossa tragédia colectiva.

FRASE DO DIA (1300)


Todos percebemos que esta proposta [do referendo] é apenas uma tentativa de ganhar tempo na secretaria para ver se impedem a aprovação inevitável da eutanásia.
Pedro Filipe Soares, “Público”

JOSÉ MANUEL PUREZA ESCLARECE EM POUCAS PALAVRAS O ESSENCIAL SOBRE A DESPENALIZAÇÃO DA MORTE ASSISTIDA




"Há um grande conjunto de pessoas cuja vontade para o fim de vida corresponde à prática de um crime e isso não é admissível. Todas as formas, todas as decisões livres e conscientes devem ser acolhidas na lei portuguesa.”
livres e conscientes devem ser acolhidas na lei portuguesa."

EUA: MANIPULAÇÃO PELA TELEVISÃO


Pacheco Pereira, "Sábado"

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

APROVADO DIREITO A MORRER COM DIGNIDADE


Todos os cinco projetos que propunham a despenalização da morte assistida foram aprovados na generalidade. segue-se agora o processo de especialidade.
O projeto de lei do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda pode ser consultado aqui.