sexta-feira, 7 de abril de 2023

MAIS CITAÇÕES (227)

 
As duas principais cidades [portuguesas] têm das maiores proporções de alojamento local do continente [europeu].

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Dizem que o mercado perdeu a confiança perante o primeiro pestanejar do Estado.

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Uma confiança que a ausência de Estado tem alimentado sem que isso resulte em preços acessíveis.

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Até às manifestações do último fim de semana, o debate foi monopolizado por senhorios, representantes de grandes proprietários e empresário de AL, ignorando a maioria dos interessados.

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Fruto da desigualdade de acesso ao espaço público, tratou-se a mera interdição de manter casas devolutas onde haja grande pressão de procura como expropriação.

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É o que acontece quando se fica quase sozinho na arena: perde-se a noção da medida. 

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Moedas e Moreira até se sentiram à vontade para ignorarem protestos populares e manifestarem-se ao lado dos empresários do AL.

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Todos os debates políticos são pragmáticos e ideológicos. 

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Quando alguém finge ter uma posição estritamente pragmática é porque sente que o debate ideológico não lhe é favorável.

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Quando a direita diz que a privatização de partes do SNS não deve ser analisada do ponto de vista ideológico é porque reconhece o valor simbólico do SNS público para a maioria dos portugueses.

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Quando reduz o debate sobre a habitação ao direito absoluto à propriedade (…) é porque sabe que há uma perceção das consequências nefastas do laissez-faire.

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Qualquer ator político tem de casar a eficácia pragmática das suas propostas com alguma solidez ideológica.

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Por outro, é na Escola Pública que construímos a igualdade de oportunidades e o sentido de comunidade.

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Nem em posições que são populares o Governo consegue lidar com a barragem ideológica e mediática.

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Agora, com um Governo impopular de que o resto da esquerda quer distância, até o que é popular é difícil de vender.

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Este ambiente, a que a crise inflacionista não é alheia, foi preparado por Costa. 

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Quando, não satisfeito com isso [esmagamento dos seus parceiros de esquerda, Costa], tenta asfixiar a ala esquerda do seu próprio partido.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

O dado mais expressivo [da última sondagem publicada pelo “Expresso”] é que dois terços das pessoas acham que o Governo é “mau” ou “muito mau”.

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A esquerda sofreu a decisão difícil de não aceitar as condições que o PS colocou há um ano, o que levou ao choque do orçamento.

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Mas o facto é que a esquerda quis uma solução para o país no SNS, na precariedade dos mais jovens e políticas de habitação.

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A conta certa seria aumentar os salários, recuperar pensões, aumentar o investimento na saúde.

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O que se pretende dizer com a conta certa é não gastar para não ter défice.

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A ideia de que a economia melhora tendo o défice muito pequeno é uma estupidez monumental.

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A política orçamental do Governo é cruel. Este orçamento é bacoco.

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É a explicação de que no passado não fizeram o que tinham de fazer quando podiam, porque o juro era zero ou negativo.

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O que me preocupa é que a recuperação da esquerda é lenta porque a fratura que produziu a maioria absoluta foi profunda.

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O custo de não aceitar um OE que fosse prejudicial ao SNS e à política de habitação é forte. Era obrigatório correr o risco e ser coerente.

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Um governo à esquerda tem de ter um projeto social para Portugal que responda aos problemas das pessoas e conjugar forças.

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Acho que nenhum partido de esquerda chegará sozinho ao poder.

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Surpreendeu-me bastante muitas das expressões da amargura ou da violência com que [Costa] tratou Catarina Martins. Nunca lhe ficou bem.

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Costa tem uma dívida enorme para com Jerónimo de Sousa e Catarina Martins.

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E logo que pôde quis separar-se dos partidos que condicionam a sua política porque queria virar à direita.

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O que resolve [o problema da inflação] é o aumento dos salários e pensões.

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Os €3 mil milhões que sobraram podiam ser aplicados nisso. Permitia mais consumo, mais impostos.

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Há irritantes em Portugal que acham que as pessoas vivem melhor se tiverem menos.

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Creio que a esquerda tem de fazer oposição clara a esta maioria absoluta.

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O PS adora a ideia de o Chega crescer. porque é uma forma de limitar o PSD.

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Costa abre caminho para um governo PSD-Chega.

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Nada derrotará a vontade de quem queira fazer da democracia uma raiz do povo.

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Mariana Mortágua é criticada hoje por aquilo que levou toda a gente a elogiá-la no passado por fazer as perguntas certas a Ricardo Salgado, aos donos disto tudo.

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Precisamos de alguém nas finanças que olhe para as pessoas como se não fossem simples números ou objetos de impostos na fila do Centro de Saúde.

Francisco Louçã (entrevista), “Expresso” (sem link)

 

Nem nesta geografia portuguesa, una e indivisa, o centralismo deixa de ser pedante.

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Ao poder central, enquistado na letargia e apostado na manutenção dos interesses instituídos, o país continua a pesar como um fardo.

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O que seria a reforma estrutural da habitação, mais do que urgente e vital, transformou-se no mais pré-anunciado veto presidencial de uma legislação de que há memória.

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A regionalização, medo maior dos caciques nacionais, multiplica-se em mil adamastores do empata, baralha e dá de novo.

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Alegar justa causa para o despedimento da gestora [da TAP] num processo com esta complexidade, teia de mentiras e omissões, é tudo menos "juridicamente blindado", como assegurava Fernando Medina.

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Se o poder central trata assim questões de uma companhia nacional que vive ao lado, como se espera que possa curar de perceber o país à distância?

Miguel Guedes, JN

 

Uma religião que tanto defende o amor ao próximo deu-se pouco ao trabalho ao longo dos séculos para identificar aqueles que foram crucificados ao lado de Jesus de Nazaré.

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O Direito romano era particularmente cruel com aqueles a quem condenava como traidores ou hostes (inimigos) de Roma ou do Senado romano.

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O nome de Jesus não se apagou, fruto da religião que o resgatou a essa condenação.

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 “Estudiosos de variadíssimas procedências ideológicas” concluíram que “esse visionário apocalíptico que foi Jesus deveria estar implicado em algum tipo de resistência anti-romana” e morreu pela sua ousadia rebelde.

António Rodrigues, “Público” (sem link)


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