sexta-feira, 31 de maio de 2019

O BLOCO DEFENDE A VALORIZAÇÃO DA CARREIRA DOS ENFERMEIROS




O Decreto Lei do Governo que revê a carreira de enfermagem cria enormes obstáculos à progressão e insiste em deitar para o caixote do lixo anos e anos de serviço destes profissionais.
Ter um melhor SNS é também garantir carreiras que captem, fixem e motivem os profissionais.
À semelhança do que fez já noutras situações, o Bloco de Esquerda quer chamar este decreto à Assembleia da República para que esta possa trazer justiça a estes profissionais.

FRASE DO DIA (1116)


Desde que chegou à liderança do PSD, Rui Rio tem sonhado com o bloco central mas este resultado e a proximidade das eleições legislativas encarregam-se de lhe ligar o sonho às máquinas, sem ventilação.

A SUPRESSÃO NOS TRANSPORTES PÚBLICOS




Hoje confrontamos o Governo com as supressões nos transportes públicos. O Governo pediu desculpa mas isso não basta. Por que razão não contrata os marinheiros que a Soflusa precisa? Porque demorou tanto para promover os mestres? Não há nada no Orçamento de Estado que impeça o investimento nos transportes, só falta ouvir as vozes que alertam para este problema há anos.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

VAI O PS CONTINUAR A INSISTIR NAS PPP NA LEI DE BASES?




A PPP de Cascais falseia triagens, falsifica fichas clínicas e manipula indicadores; a PPP de Vila Franca de Xira interna doentes em refeitórios e casas de banho; na PPP de Loures o vice-diretor clínico é, ao mesmo tempo, diretor clínico no Hospital da Luz (da mesma Luz Saúde que gere a PPP de Loures)… E o Governo, vai continuar a permitir estas PPP? E o PS, vai continuar a insistir nas PPP na Lei de Bases? (Moises Ferreira, 30-05-2019)

FRASE DO DIA (1115)


A derrota do PCP, que tem conseguido representar os sectores sociais intermédios que noutros países dão força à extrema-direita, associada ao massacre da direita é o caldo perfeito para o surgimento de movimentos populistas.

O GOVERNO PROMETEU, MAS NÃO CUMPRIU… O NORMAL




“O Governo prometeu que o Estado seria maioritário na sociedade SIRESP, mas não cumpriu. O Governo prometeu que teria administradores do Estado no SIRESP, mas não cumpriu. O Governo prometeu que as negociações com a Altice estariam por horas...mas já lá vão quase 3 semanas e nada. Não cumpriu.
Sabemos das falhas e incumprimentos do SIRESP. Sabemos da gestão ruinosa dos privados de um sistema estratégico e crucial para a proteção das populações e segurança do país.
O Governo tem de emendar a mão, reconhecer o erro e arrepiar caminho. Só uma gestão orientada pelo interesse público poderá cumprir esse desígnio de segurança e proteção de forma desinteressada".
Sandra Cunha defende na AR o resgate do SIRESP para a esfera pública, com o objetivo de acabar com as falhas de segurança que o sistema tem tido, pondo em risco a segurança das populações. (29-05-2019)

quarta-feira, 29 de maio de 2019

UMA IDEIA RADICAL...


Jovens do Bloco

FRASE DO DIA (1114)


O que se viu [relativamente à contagem do tempo de serviço dos professores] foi que, desde que um Governo chantageie habilmente a AR, pode espezinhar as leis, sem sequer se dar ao trabalho de as alterar.
Santana Castilho, “Público”

A PALESTINA É RECONHECIDA EM TODOS OS MAPAS ANTIGOS



A Palestina que "nunca existiu" está representada em mapas antigos, em atlas, enciclopédias e bíblias por todo o mundo.

terça-feira, 28 de maio de 2019

O TRIBUNAL DE SANTA MARIA DA FEIRA CONFIRMOU A CONDENAÇÃO DA CORTICEIRA FERNANDO COUTO POR ASSÉDIO MORAL.




É tempo de lembrar a história da Cristina Tavares e da sua luta.

FRASE DO DIA (1113)


Responder à extrema-direita implica refazer e construir um contrato social com um plano de investimento público contra as alterações climáticas, com um Estado social forte, com direitos do trabalho e proteção dos direitos humanos.

ELEIÇÕES DIFERENTES QUE EXPRIMEM REALIDADES DIFERENTES



Cada eleição tem um carácter diferente das outras e, particularmente a que se refere à que diz respeito ao Parlamento Europeu (PE). Ainda que se saiba que as decisões deste órgão são determinantes para o futuro de todos nós, inexplicavelmente, os eleitores portugueses têm vindo a desinteressar-se cada vez mais das chamadas “eleições europeias” como se fosse uma “coisa” que quase não nos diz respeito. No entanto, é do PE que vêm todas as ordens decisivas para as nossas vidas. Isto significa que não faz o mais pequeno sentido que se transponha os resultados das eleições do domingo passado para a realidade nacional, projectando “os resultados das europeias numa contagem hipotética de deputados nas legislativas” do próximo mês de outubro como afirma Francisco Louçã na crónica que assina no “Expresso” Diário de hoje. Nenhuma ilação é possível tirar a menos que esta projecção tenha um carácter estritamente académico que deve ser salientado à partida, para que os portugueses não se iludam com as configurações políticas que têm surgido na comunicação social escrita e falada. Tudo não passa de pura especulação e é nessa base que deve ir o nosso raciocínio. É, pois, muito interessante lermos o alerta de Louçã.

Percebo a tentação de projetar os resultados das europeias numa contagem hipotética de deputados nas legislativas. Vários jornais fizeram o exercício, entre os quais este em que escrevo. É interessante, desde que se saiba que é uma fábula. O efeito alimenta todas as especulações: o PS, o BE e o PAN com mais deputados, o PCP com menos dois, o PSD em queda abismal, o CDS reduzido a metade, três dos pequenos partidos com um deputado cada. E, a partir daí, o passo seguinte é simular as configurações políticas que resultam desta projeção e, como se sabe, a imaginação não tem limites. Só que é tudo especulação.
“A lógica do voto nas europeias é muito diferente da lógica nas legislativas”, avisa Pedro Magalhães. Pois é. Nas legislativas votam mais eleitores, incluindo de sectores sociais, regionais e etários menos representados nas europeias; o efeito favorável ao partido de Governo pode ser maior, a não haver nenhuma surpresa nas vésperas; o cálculo do efeito do voto em círculos regionais, e já não no círculo nacional, pode condicionar algumas escolhas e fazer desaparecer pequenos partidos. Por isso, deve-se tratar este exercício de simulação com alguma cautela.
Para quem lê esta página e se pergunta se estes exercícios de projeção não serão fumo com fogo, sugiro então dois exercícios de memória. O primeiro é fazer para a realidade (passada) o que nos sugerem agora para a imaginação (futura). Pegue nos resultados das eleições europeias de 2014 e calcule os deputados que assim seriam obtidos nas legislativas seguintes, comparando-os depois com os resultados reais de 2015. Se fizéssemos o que hoje está a ser feito com os dados das europeias de 2014, projetando-os para as legislativas, o PS ganharia (31,5%) e a coligação PSD-CDS perderia (28%), o PCP arrasaria (13%) e o MPT também (7%), o Bloco cairia (4,5%) e o Livre elegeria dois deputados (2,2%). Ora, não foi nada disto que se passou nas legislativas. O PS ficou pelo mesmo resultado, a coligação das direitas teve mais 10%, o MPT reduziu-se para 0,4% e o Livre para 0,7%, o Bloco subiu para 10,2% e o PCP ficou em 8,3%. Está a ver a diferença? Quem tivesse feito o seu prognóstico para as legislativas na base dos resultados das europeias ter-se-ia enganado num total de 29% dos votos. Seria um engano colossal. Se está tentado a fazer o mesmo, lembre-se do que a realidade ensina.
Um segundo exercício reforça esta nota de precaução quanto ao projecionismo. Imagine agora que o exercício que está a ser feito dos resultados das europeias para as legislativas tinha sido feito das autárquicas para as legislativas, ou para as europeias. O PCP, com 9,5% do total nacional e com 489 mil votos nas autárquicas, um notável resultado que é mais do dobro do que teve nestas europeias, cresceria substancialmente nesta projeção. Porque é que isso não foi simulado? Porque se sabe que são eleições diferentes que exprimem realidades diferentes. Essa cautela é razoável. Mais valia que fosse aplicada agora, para que os autores das projeções não tenham muitos desgostos se porventura no dia 6 de outubro à noite alguém se lembrar destas páginas que agora foram escritas. Em todo o caso, que a prudência dos prudentes não se deixe enlevar pela magia de números que são imaginários.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

EUROPEIAS 2019: GRANDE RESULTADO DO BLOCO NO ALGARVE



FRASE DO DIA (1112)


A União Europeia tornou-se uma construção política desarticulada que foi, pouco a pouco, corroendo as soberanias nacionais para submeter os seus países membros à soberania supranacional dos mercados financeiros.

ELEIÇÕES EUROPEIAS: CITAÇÕES BLOQUISTAS DA NOITE


In CM

domingo, 26 de maio de 2019

ISRAEL PRENDEU 16500 CRIANÇAS PALESTINIANAS DESDE 2000


Um novo estudo revela que cerca de 16500 crianças palestinianas foram presas pelos ocupantes israelitas desde a oclusão da Segunda Intifada em 28 Setembro de 2000.
Mais Aqui

MAIS CITAÇÕES (31)


[Os socialistas] já foram destroçados em França pelo sucesso inicial de Macron.
(…)
Em Espanha [a chamada “frente progressista”] seria um problema, porque Macron se aliou ao Cuidadanos, e não vejo como possa haver um grupo europeu que tenha simultaneamente o PSOE, que está no Governo, e esse partido de oposição de direita e que é aliado da extrema-direita.
(…)
Alguém se poderia lembrar de perguntar se esta aliança em Bruxelas [frente progressista] não é o contrário do que promete o Governo em Lisboa.
(…)
A “frente progressista” talvez seja então, e simplesmente, a prova da incoerência dos seus inventores, reduzidos a manobrar em ziguezague por falta de um projeto apresentável.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

Não vivi antes do 25 de Abril de 1974, mas não tenho qualquer dúvida que ele me trouxe inúmeras vantagens.
Patrícia Carvalho, “Público” (sem link)

Façamos as livres escolhas que nos competem, mas tenhamos consciência de que vivemos com uma moeda única que é fraca de mais para alguns países da União e forte demais para todos os outros.
(…)
Os primeiros acumulam excedentes para ir às compras de ativos financeiros e reais no exterior, enquanto os outros vivem com o credo na boca devido a défices externos de que, nas condições atuais, não conseguem livrar-se.
(…)
Será imprescindível discutir o que fazer com o sistema financeiro que não deixa de nos parasitar.

O Parlamento [Europeu] foi sempre um ator secundário, apesar de ser aquele onde radica a legitimidade do voto europeu.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

Como nos anos 30, o crescimento da extrema-direita resulta de uma incapacidade das democracias liberais reagirem a uma crise do capitalismo e a um mal-estar social crescente.
(…)
Para a democracia sobreviver ela tem de comportar, entre os que a defendem alternativas políticas distintas.
(…)
Pode-se ser eurocético e democrata. Até se pode ser eurocético porque se é democrata.
(…)
O argumento de que a Frente Progressista será apenas uma aliança para defender valores basilares da democracia é esfarrapado.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

Não falar da União Europeia é não só pior do que a não defender como até pior do que a não saber criticar.
(…)
A União Europeia é um projeto de prosperidade e de paz centrado nos povos, mas que se vai descentrando deles.
(…)
O BE e o PCP fizeram as melhores campanhas, porque não entraram no treme-treme interno.
(…)
E assim aqueles de que mais se esperaria convocatória e esclarecimento sobre as eleições europeias mais importantes das suas vidas políticas, foram os que mais encheram a boca com flocos de nada [leia-se PS, PSD e CDS].
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

[Quanto a esgotos e resíduos] Portugal vivia quase em pleno regime de “água vai” e foi o contexto europeu, o seu quadro jurídico-administrativo e os seus apoios financeiros que nos permitiram ter esperança, projeto e caminho.
(…)
E não fosse o fraco desempenho interno que vai desde o efeito corrosivo das redes de interesses até à frouxidão de alguns responsáveis, e  a nossa condição ambiental poderia ser bem melhor.
Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

A ATENÇÃO DOS ELEITORES DE CASTELO BRANCO


In "Expresso" 

sábado, 25 de maio de 2019

UM JEITINHO DIPLOMÁTICO À CHINA


Francisco Louçã, "Expresso" Economia

NÃO HÁ PLANETA B...




CITAÇÕES


Com o primarismo que o caracteriza, Bolsonaro defendeu cortes em cursos de ciências sociais e humanidades e que o dinheiro dos contribuintes deve ir para a “leitura, escrita e fazer conta”.
(…)
Sejamos justos e rigorosos: o primarismo de Bolsonaro é apenas a versão bruta de uma aspiração partilhada por muito mais direita que brada publicamente contra os populismos e até gosta de se dizer civilizada.
(…)
Uma escola que ensine a pensar criticamente, que tenha a preocupação de desvelar com rigor e solidez de que é que se faz o poder, a hierarquia social, a prevalência de umas ideias em detrimento de outras, essa escola é uma ameaça para os interesses que se protegem politicamente com os trampismos de todos os matizes.

Medicamentos que são essenciais para salvar vidas e vendidos a preços exorbitantes estão a ser racionados devido à pressão financeira nos sistemas de saúde.
(…)
Os preços astronómicos [dos medicamentos] provêm, sobretudo, dos monopólios das patentes pelas empresas farmacêuticas e da falta de concorrência.
(…)
Os preços exorbitantes dos fármacos minam a prestação de cuidados de saúde acessíveis e, assim, corroem o direito à saúde na Europa e no mundo.
(…)
Fármacos considerados menos rentáveis como os antibióticos, medicamentos para o Ébola ou antídotos para as mordidas de cobra não têm investimento da indústria farmacêutica.
(…)
Medicamentos desenvolvidos por parcerias multisetorais, incluindo o setor público, continuam a ser “propriedade” exclusiva da farmacêutica detentora do monopólio e permanecem demasiado caros para muitas pessoas.
(…)
É chegada a hora de pôr a saúde das pessoas acima dos lucros desmedidos da indústria farmacêutica.
Marta Cañas, Directora-geral Médicos Sem Fronteiras, “Público” (sem link)

É a tal limitação de uma incapacidade física que é a condição de vida de muitas pessoas com paralisia cerebral.
Abílio Cunha, “Público” (sem link)

Quiçá afogada na soberba, o grande tiro no pé de Theresa May foi a convocação de eleições antecipadas em 2017.
João André Costa, “Publico” (sem link)

O debate acerca da emergência climática chega [agora] pela primeira vez ao país, fruto talvez do enorme burburinho que se fez sentir nos tempos que sucederam a 15 de Março e que agitava gradualmente a sociedade civil e os meios de comunicação.
(…)
A verdade é que o simbolismo da declaração de emergência climática é o mínimo que se pode fazer.
(…)
Já o termo “emergência climática” desperta para a ideia de que, realmente, estamos em contra-relógio.
(…)
[O termo “emergência climática] deixa no ar o apelo à mobilização extraordinária de recursos e esforços governamentais no sentido de mitigar as alterações climáticas.
(…)
Os estudantes são absolutamente cruciais para manter acesa a massa crítica da sociedade, pressionando activamente e acelerando o processo da transição energética, nunca permitindo que a luta contra as alterações climáticas ganhe pó.
Matilde Alvim, “Público” (sem link)

Abstenção essa que nos deveria chocar a todos e recordar todos aqueles que pereceram para que hoje, e de forma livre, homens e mulheres possam exercer o seu direito ao voto.
(…)
Quem não vota deve ter sempre presente que é cúmplice da hipotética má democracia e da hipotética governação danosa.
Mafalda G. Moutinho, “Público” (sem link)

[Em 15 Março] foram os jovens, muitos dos quais a quem nem sequer foi concedido ainda o direito de voto, que vieram para a rua, exigindo a protecção de um bem comum: o planeta e os delicados ecossistemas que mantêm a vida, inclusive, a vida humana.
(…)
Falhamos em protestar face à negligência ambiental das empresas ou a permissividade dos sucessivos governos.
(…)
O facto de muitos jovens terem Greta Thunberg como um ídolo de parede, é um sinal auspicioso de consciencialização e mudança positiva.
Nuno Alvim, “Público” (sem link)

A EXPRESSÃO DO PODER IMPERIAL NO FESTIVAL DA CANÇÃO


In Revista "Expresso"

sexta-feira, 24 de maio de 2019

quinta-feira, 23 de maio de 2019

NÃO DEIXEMOS QUE OS DONOS DISTO TUDO VOTEM POR NÓS




FRASE DO DIA (1110)


[Marisa Matias] esteve bem quanto levou uma maioria do Parlamento [europeu] a rejeitar a transposição das regras do Tratado Orçamental para o direito comunitário. E esteve bem quando defendeu o país das sanções, para proteger os salários, o Estado social e a democracia, que nos permite decidir aqui o nosso futuro.

POBREZA NO REINO UNIUDO


Numa página interior do "Diário de Coimbra", a referência a um relatório da ONU, onde ficam à vista as consequências das políticas neoliberais...

DEFENDER O CLIMA É A MAIOR TAREFA QUE ALGUMA VEZ FOI COLOCADA À ESPÉCIE HUMANA



Numa altura em que vai ter lugar uma nova greve climática por parte dos jovens de todo o mundo, em defesa da humanidade tal como a conhecemos, tem todo o cabimento que os mais relevantes especialistas na defesa do ambiente se pronunciem relativamente à catástrofe de que se abeira o nosso planeta, caso não sejam tomadas medidas da máxima urgência no que diz respeito às alterações climáticas em curso. Há mais de trinta anos que cientistas de relevo se vêm pronunciando sobre a necessidade de se impedir que a destruição da vida na Terra atinja um ponto de não retorno. Quase todos os pronunciamentos sobre esta temática têm caído em saco roto perante a força de interesses poderosíssimos em várias áreas, nomeadamente no que diz respeito ao travão que deve ser colocado no consumo de combustíveis fósseis.
Feliz coincidência é também a realização das eleições europeias que trouxeram à baila a discussão das alterações climáticas ainda que com intervenções de grande hipocrisia por parte daqueles que durante anos não quiseram discutir esta temática.
Sobre o tema em apreço, deixamos aqui mais um oportuno artigo de opinião, assinado por João Camargo, investigador em alterações climáticas, que veio à estampa no “Público” de hoje.

Não foi surpreendente ouvir o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, dizer no Parlamento que uma declaração de Emergência Climática em Portugal seria apenas simbólica. Foi coerente e há que reconhecer a coerência a quem nunca mostrou perceber a química da atmosfera. Jovens por todo o mundo sairão novamente às ruas para demonstrar, num movimento cada vez mais continuado, que a impotência de governantes não produz automaticamente impotência na população. 
Os números devem ser repetidos, precisam ser repetidos: segundo o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, para evitarmos um aumento de temperatura acima dos 1,5ºC, precisamos cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030. Será a maior revolução da História da Humanidade e consegui-lo não será apenas de um processo adaptativo, mas sim de uma deslocação fundamental do poder, a retirada de uma força incomensurável do comando dos destinos da Humanidade.
Precisamos repetir: desde 2015 que devíamos ter parado todos os novos projectos de combustíveis fósseis à escala global, para manter o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC (a meta indicativa do Acordo de Paris). Com a meta dos 1,5ºC, temos de fechar infra-estruturas fósseis já em funcionamento e que se manteriam ainda no futuro. 
Estamos a falar das nações mais ricas do mundo e das empresas mais poderosas que já existiram abdicarem de cerca de 90% do que têm em reservas de petróleo, de gás e de carvão. Porque, ao contrário da obediência cega a regras financeiras e orçamentais, nomeadamente à ideia de que deve haver um equilíbrio nas contas públicas entre despesas a receitas, há um desprezo total pelo equilíbrio orçamental do carbono atmosférico. O problema é que desprezar o orçamento de carbono significa destruir as condições materiais que permitiram o surgimento da civilização humana e condenar a Humanidade a tentar sobreviver num planeta que ser-lhe-á mais agressivo do que nunca.
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Uma parte relevante da economia capitalista e das forças políticas que a gerem (sejam partidos, empresas ou think tanks) estão a tentar vender-nos a ideia de que é possível negociar com a química da atmosfera, estão a repetir-nos quase diariamente que é possível convencer moléculas de dióxido de carbono e de metano a não absorverem tanto calor. Temos adultos a subir a púlpitos e a falar directamente para microfones, dizendo a países inteiros que “estão a fazer o que é politicamente possível”. Mas uma molécula de dióxido de carbono não está minimamente preocupada com questões de justiça, uma molécula de metano está-se borrifando para expectativas de rendimentos futuros, as concentrações atmosféricas não poderiam estar mais longínquas da discussão acerca da necessidade da economia crescer ou qual a competitividade de um país em relação ao outro. A única coisa que acontece quando há mais moléculas na atmosfera a receber mais radiação é que fica mais quente. Não é um processo de negociação, com troca de argumentos, retórica, e se conseguirmos uma capa de jornal ou a abertura de um telejornal a dizer que o dióxido de carbono é um extremista ou um radical, ou que o metano é irrazoável nas suas exigências, tal não provocará nenhuma modificação nas características químicas dessas moléculas. E, por isso, quantas mais moléculas forem colocadas na atmosfera, mais nos aproximaremos da inviabilidade.
Segundo a ciência climática, estamos na década zero para podermos evitar ultrapassar concentrações atmosféricas sem retorno que implicarão fenómenos climáticos de escala global que passarão a reforçar o aquecimento do planeta, como o colapso da Amazónia ou a paragem da circulação termoalina. As moléculas de dióxido de carbono que colocarmos hoje na atmosfera ficarão lá em média 120 anos e as de metano em média 12.
Não havendo negociação possível com a química da atmosfera, resta negociar com pessoas que compreendam a química da atmosfera e o que significa a modificação destas concentrações. Os cientistas estão a informar-nos há pelo menos três décadas daquilo que está a acontecer, mas só agora há, pela primeira vez, movimentos de massas em apoio à justiça climática e à acção climática contundente
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A resposta de Matos Fernandes no Parlamento representa a satisfação de ser Campeão do Mundo do Fim do Mundo. Portugal é – de facto – um dos países do mundo que mais políticas climáticas tem aprovado, em particular na última década e meia. Mas o grave é que nem um dos países do mundo com mais políticas climáticas aprovadas está a fazer o suficiente para evitar o colapso climático. Se as políticas de Portugal fossem as de todos os países do mundo, não conseguiríamos travar o aumento de temperatura nos 2ºC, mas os dirigentes políticos escudam-se na inacção de outros para evitarem ter políticas coerentes com o que diz a ciência. Portugal não está a fazer o suficiente. Os outros países ainda menos. Nesta corrida para o precipício a mediocridade e a cobardia política serão factores tão importantes quanto a negação da ciência, em países muito mais importantes e com muito mais responsabilidades do que Portugal alguma vez terá. 
Estando no final a campanha eleitoral, agora quase todas as candidaturas assumem discursos de “miss” a reivindicar acção contra a crise climática, depois de a maior parte ter passado anos a fazer exactamente o contrário disso. Não temos tempo para recriminações sobre o passado, mas tampouco temos tempo para nos escudarmos em falsas soluções e na ideia de que este será um processo lento que não afectará o status quo. Foi o status quo do capitalismo global que nos pôs nesta situação, não a resolverá, e só com imensa coragem colectiva conseguiremos ganhar a maior tarefa que alguma vez foi colocada à espécie humana. Os jovens voltam às ruas e o movimento global pela justiça climática está com eles. Coragem, já é tarde demais para ser pessimista.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

POR UMA MELHOR MOBILIDADE NO ALGARVE








Acção de campanha bloquista (BE-PTM/Lagoa), ontem na EN125 - rotunda da Penina: "Por uma melhor mobilidade no Algarve".
No Algarve, devido às portagens e ao estado da EN125, há mais de 10.000 acidentes de viação por ano, com muitos mortos e feridos graves - uma tragédia imensa! A EN125 transformou-se de novo na "estrada da morte".
PS, PSD e CDS enganaram o Algarve e o país, pois chumbaram todas as propostas do Bloco apresentadas no Parlamento para abolir as portagens (9 vezes só nesta legislatura). Por isso não merecem o voto dos algarvios e de outros eleitores.
No Algarve, devido às portagens e ao estado da EN 125, há mais de 10 mil acidentes de viação por ano, com muitos mortos e feridos graves - uma tragédia imensa! A EN 125 transformou-se de novo na “estrada da morte”. PS, PSD e CDS enganaram o Algarve e o país, pois chumbaram todas as propostas do Bloco apresentadas no Parlamento para abolir as portagens (nove vezes só nesta legislatura), por isso não merecem o voto dos algarvios nem dos outros leitores.
O Bloco de Esquerda exige a abolição urgente das criminosas portagens na Via do Infante assim como a requalificação total da EN 125.
No dia 26 de maio é preciso tornar estas justas reivindicações mais fortes, votando robustamente no Bloco de Esquerda.

22 MAIO, DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE



A propósito da passagem do Dia Internacional da Biodiversidade, deixamos aqui um excerto de um artigo de opinião que a bióloga e presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia, Maria Amélia Martins-Loução, assina no “Público” de hoje.

Mas afinal o que é a biodiversidade e por que é tão importante? Biodiversidade pode referir-se a qualquer nível de variabilidade existente entre seres vivos, incluindo a diversidade genética dentro da mesma espécie, em espécies diferentes e ecossistemas. Ou seja, não basta termos uma monocultura, herbácea ou florestal, para maximizar a produção onde não há diversidade genética, para termos biodiversidade. Pelo contrário, este “tipo” de diversidade pode implicar o aparecimento de pragas ou doenças ficando a produção globalmente afectada. O mesmo se passa com ecossistemas idênticos e contíguos. Não existindo variabilidade, a capacidade de resistência é praticamente nula. E isto explica o alastramento de incêndios porque as paisagens continuamente uniformes são ecossistemas de produção pouco complexos e/ou altamente explorados pelo homem. Surgem as tais “catástrofes” que requerem ajuda imediata.
Quando há diversidade genética dentro de espécies, em espécies e ecossistemas diferentes, a biodiversidade aumenta e a sua capacidade de resiliência a fogos e tempestades é maior. Nos ecossistemas naturais estabelece-se uma teia de dependências complexas que as torna intimamente ligadas e resilientes. São estes sistemas, que para além do alimento e da fibra, providenciam a regulação hídrica, a reciclagem de nutrientes, a purificação do ar, a regulação térmica, e ainda o lazer e deleite cultural. Serviços de que o homem tira partido sem nada dar em troca. Em áreas de reserva natural, mesmo que confiram um equilíbrio global e sustentável, se não são rentáveis, como podem ser garante da qualidade de vida?

FRASE DO DIA (1109)


Como pode [Paulo Rangel apoiar Manfred Weber, o homem que defendeu sanções contra Portugal quando o país começava a recuperar da crise, para presidente da Comissão Europeia?

NÃO MATEM O FORNO DE CAL EM PORTIMÃO!










O forno de cal de Portimão, segundo consta, com mais de duzentos anos, é um património do concelho que se encontra no mais completo abandono, rodeado de vegetação e mato, sem dúvida, esquecido por quem tem à sua responsabilidade a pasta da cultura da autarquia. O mínimo que se exige é que aquele espaço seja devidamente limpo e preservado de acções de vandalismo.
Tendo em atenção que o concelho de Portimão não é particularmente rico em património cultural, é do mais elementar bom senso que seja potenciado aquele que existe, colocando na rota dos que visitam a nossa região.

terça-feira, 21 de maio de 2019

INTERVENÇÃO COMPLETA DE CATARINA MARTINS NO MEGA ALMOÇO DESTE SÁBADO



No dia 26 de maio, o voto de quem trabalha e vive da sua pensão vale o mesmo que o voto de Ricardo Salgado ou Joe Berardo.

UM EM CADA SEIS CIDADÃOS DA UE É CUIDADOR INFORMAL


In CM

FRASE DO DIA (1108)


As eleições devem ser um “referendo” ao Governo, resume Carlos César, mas apresentar aos crédulos eleitores um plano para a União Europeia, isso já parece estar fora de cogitação pelos seus mais ardentes defensores. Mas olhe que merecia.

FRANCISCO LOUÇÃ ACOMPANHOU ONTEM MARISA MATIAS EM ESPINHO


In "Diário as beiras"

segunda-feira, 20 de maio de 2019

RESPONDER À CRISE CLIMÁTICA



JOÃO VASCONCELOS, DEPUTADO DO BLOCO PELO ALGARVE, VISITA FEIRA DAS VELHARIAS EM PORTIMÃO






Este domingo, visita à Feira das Velharias de Portimão e contacto com a população.
Com Marisa Matias o voto é no Bloco de Esquerda.

GRANDE APOIO A MARISA MATIAS NUM MEGA ALMOÇO NO FUNCHAL COM CERCA DE 400 PESSOAS




“Quem trabalha toda uma vida, quem paga as suas contribuições, quem faz a riqueza do país não pode ser tratado como "peste grisalha" como fez o PSD que queria cortar 600 milhões ao ano às pensões ou o PS que as queria congelar”. (Catarina Martins)

FRASE DO DIA (1107)


Cada um deles [Paulo Rangel e Nuno Melo] é assim uma espécie de bolchevique neoliberal e neoconservador, decidido a erradicar da cena política caseira os terríveis pecados que cometem as “esquerdas encostadas”.

MARIANA MORTÁGUA: "SE DEVES MIL EUROS AO BANCO PERDES A CASA, SE DEVES MIL MILHÕES GANHAS UMA COMENDA"




Do episódio de Berardo, ficou o retrato da elite arrogante. Mostraram-nos como são. Chegou a nossa vez de mostrar-lhes como somos. Contra os donos disto tudo, lado a lado, pelo que é de todos.

domingo, 19 de maio de 2019

A DEMOCRACIA ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS



Assiste aqui ao terceiro tempo de antena do Bloco nestas eleições europeias. 

MAIS CITAÇÕES (30)


O que não se pode ignorar é o retrato dessa elite que, entre negócios e oportunidades, foi amassando fortunas do século XIX até hoje.
(…)
[Por decisão do governo PSD-CDS] os bancos ficaram com o direito de contar como capital e até de pedir a devolução ao Estado de um imposto que nunca pagaram. Já pediram e receberam 240 milhões e estão agora a exigir mais 150, mas a fatura ainda vai no adro.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)  

[Berardo] é apenas um de muitos oportunistas que ao longo de décadas se aproveitaram das práticas promíscuas e de leis feitas à medida pelo centrão de interesses que nos tem governado..
(…)
Não podem passar impunes os banqueiros pilha-galinhas, os seus amigos credores privilegiados, os falsos "empresários de sucesso"
(…)
Depois de receber mais de 20 mil milhões de euros de dinheiro público continua, com todo o à-vontade, a parasitar a sociedade portuguesa.
(…)
[Os bancos] apanham o povo prisioneiro deste parasitismo e teimam na missão de o ensinar a viver com menos rendimentos.
(…)
São os cidadãos que pagam a fatura quando as coisas correm mal [aos bancos], se bem que não seja o público que recebe quando as coisas correm bem.

Tendo em conta que, tudo indica, a maioria dos votos estará nos partidos à esquerda, a governabilidade dependerá, de novo, de um entendimento a três.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

Há apenas três anos, já a penhora de Berardo era pública, [o estado] renovou o protocolo com a sua [de Berardo] coleção.
(…)
Como mostra o caso SIRESP, há coisas que não nasceram com Sócrates. Sendo um megalómano, apenas as levou mais longe.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

A novidade não é pois [Berardo] não se ter recriminado, mas poder-se ter incriminado
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O Governo, que concede o estatuto a toda as fundações em Portugal, tem a obrigação de analisar se a de Berardo ainda cumpre as condições que lhe permitem ter um tratamento fiscal especial.
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Retirar comendas é um ato simbólico importante. Mas mais do que o simbolismo é a lei. O caso é tão grave quanto isso.
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)