terça-feira, 31 de outubro de 2023

A BANCA TEVE 1600 MILHÕES DE LUCROS EM 9 MESES. O QUE FAZ O GOVERNO? ACABA COM O IMPOSTO SOBRE OS LUCROS EXCESSIVOS

 

Tem-se falado do imposto que subiu, fala-se menos do imposto que sumiu

À custa dos juros e das prestações que disparam, a banca teve 1600 milhões de lucros em apenas 9 meses. O que faz o governo? Acaba com o imposto sobre os lucros excessivos. Mariana Mortágua


FRASE DO DIA (2137)

 
Apesar do que muitos se esforçam por ignorar, e outros tantos gastam milhões para branquear, vivemos numa emergência climática.

Tiago A. Marques, “Público”


PS NÃO TEM MANDATO PARA APROVAR A PRIVATIZAÇÃO DA TAP

 

Quando estava na oposição, António Costa argumentava contra a privatização da TAP. Agora, anuncia querer privatizar a maioria do seu capital social sem nunca o levar a votos. Não tem legitimidade democrática para o fazer e a bancada do PS não tem mandato para o aprovar. Pedro Filipe Soares


DA SÉRIE FOTO DE HOJE (01)

 
Uma imagem que diz tudo sobre o sofrimento do povo palestiniano em Gaza.

MAIORIA DOS CUIDADORES INFORMAIS CONTINUA EXCLUÍDA DO APOIO

 

Há 870 mil cuidadores informais em Portugal, mais de 200 mil a tempo inteiro. A percentagem dos que recebem apoio não chega sequer aos 5% e o governo decide cortar ainda mais o valor do apoio no Orçamento.

José Soeiro


TER EM ATENÇÃO ESTA AFIRMAÇÃO DE UMA VOZ INSUSPEITA

 
Via "Diário as beiras"

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

SOMOS TODOS PALESTINIANOS!

 
Via Federica Cresci

GOVERNO VAI BUSCAR O DINHEIRO A RECURSOS ESSENCIAIS QUE FALTAM NA SAÚDE E NA EDUCAÇÃO

 

Enquanto arrasta as negociações com os médicos e deixa que se instale a confusão no SNS, o governo faz gala do dinheiro que lhe sobra e anuncia que o guardará numa espécie de Fundo Soberano mas, para financiar esse fundo, vai buscar o dinheiro a recursos essenciais que faltam em serviços públicos como a saúde e a educação.

Mariana Mortágua


O + LIBERDADE É UMA FACHADA PSEUDOCIENTÍFICA PARA A INICIATIVA LIBERAL

 

Há muito que se sabe que o + Liberdade é uma fachada pseudocientífica para a Iniciativa Liberal, com a enorme vantagem de não estar abrangida pela lei do financiamento dos partidos. Agora querem fazer nas escolas o que o partido não pode fazer. (José Gusmão)

https://expresso.pt/.../2023-10-30-Nao-ha-livros-gratis...


GOVERNO É INCAPAZ DE TOCAR NA RAIZ DAS DESIGUALDADES

 

O Governo tem 7,8 mil milhões de euros de folga orçamental dos últimos dois anos. Há dinheiro para termos serviços públicos a funcionar, para pagar decentemente a médicos e fazer justiça aos professores, para valorizar enfermeiros e para pagar aos oficiais de justiça um salário digno.

José Soeiro


FRASE DO DIA (2136)

 
É difícil imaginar o processo de sofrimento emocional, psíquico e físico pelo qual uma mulher como Marina Machete teve de passar para chegar ao momento em que a conhecemos como Miss Portugal 2023.

Carmo Afonso, “Público”


A SITUAÇÃO EM GAZA É INSUSTENTÁVEL

 

Com mais 74 eurodeputados, eu e a Marisa Matias assinámos esta carta para Ursula von der Leyen, Charles MICHEL e Josep Borrell.

O Conselho deverá solicitar

- um #cessarfogo imediato

- o levantamento total do cerco

- acesso humanitário

Via José Gusmão


NÃO HÁ MELHOR IMAGEM PARA DESCREVER GAZA…

 

União Europeia e Estrados Unidos assistem ao massacre, impávidos e serenos. Imagem via Nedat Bejrami


domingo, 29 de outubro de 2023

CONTROLO DE RENDAS É UMA POLÍTICA URGENTE

 

Portugal é um dos países da União Europeia onde as rendas mais aumentaram. A liberalização das rendas não trouxe nenhum dinamismo, apenas facilitou os despejos e a entrega de casas para a especulação imobiliária.

José Soeiro


O MAIOR AUMENTO DE RENDAS EM 30 ANOS…

 

Permitir um aumento de 6,94%, o maior em 30 anos, quando há dezenas de milhares de pessoas que trabalham mas não conseguem pagar as rendas com o seu salário é uma desistência total do governo em responder à crise na habitação.

O Bloco continuará a insistir para que o aumento das rendas seja travado e que seja implementado um teto máximo para o valor das mesmas.


IL LEVANTA-SE EMOTIVAMENTE PELO DIREITO À GANÂNCIA MAS NUNCA PELO DIREITO À HABITAÇÃO

 

A IL opta por transformar os debates sobre a habitação numa sucessão de piadas constrangedoras porque não consegue admitir que o resultado da liberalização do mercado da habitação foi uma violação diária e brutal do direito constitucional à habitação.

Mariana Mortágua


FRASE DO DIA (2135)

 
O Ocidente tem um problema moral a resolver: a invocação permanente dos direitos humanos começa a ser conversa de chacha.

Ana Sá Lopes, “Público”


MANUEL PUREZA: ATRÁS DE CADA PÔR DO SOL, ESCONDE-SE O PRÓXIMO HITCHCOCK PORTUGUÊS?

 

Saberemos já na próxima segunda-feira, em novo episódio do podcast Contra Regra. Disponível nas plataformas de podcast e no YouTube. (Catarina Martins)

https://contraregra.pt


ONU: UMA MAIORIA DE PAÍSES PEDE TRÉGUA HUMANITÁRIA NA FAIXA DE GAZA

Imagem via "Diário de Coimbra"
 

NETANYAHU PRECISA DO HAMAS E O HAMAS PRECISA DE NETANYAHU

 

Via “Papo engajado”

Mais Aqui


sábado, 28 de outubro de 2023

SOBRE AS PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO À DIRETIVA DE COMBATE À CORRUPÇÃO

 

A minha intervenção na Comissão LIBE do Parlamento Europeu, sobre as nossas propostas de alteração à Diretiva de Combate à Corrupção, da qual sou relator sombra.

Facto engraçado: a extrema-direita que ia limpar Portugal e a Europa não conseguiu arranjar um único deputado/a para acompanhar este dossier... (José Gusmão)


MAIS CITAÇÕES (255)

 
Depois de ter condenado de forma clara o Hamas (…) e exigindo a libertação dos reféns, António Guterres falou da ocupação de terras por colonatos, da violência quotidiana, da economia sufocada (…) para explicar como a esperança dos palestinianos numa solução política foi desaparecendo. 

(…)

[Quem tenta obliterar do espaço público a complexidade deste conflito] deseja construir um muro de silêncio entre a opinião pública e a criminosa chacina em Gaza. 

(…)

Deseja aproveitar o abjeto massacre do Hamas para um “momento zero” que apague o passado, dando a Israel carta-branca para o presente e para o futuro.

(…)

Ativistas [israelitas] foram detidos por colocarem cartazes com a frase “judeus e árabes, vamos ultrapassar isto juntos”.

(…)

Há detenções, despedimentos e agressões contra quem se desvie da política do ódio. 

(…)

Como poderiam dissidentes internos escapar quando António Guterres já é apoiante do Hamas e Greta Thunberg antissemita?

(…)

A onda censória também é ativa no exterior.

(…)

Em Portugal, o embaixador israelita que negou a existência de uma crise humanitária em Gaza lançou uma perseguição a Paddy Cosgrave, seguida por empresas com um pouco abonatório currículo na defesa dos direitos humanos, como a Meta.

(…)

Nos EUA, grandes empresas prometeram não contratar estudantes que tornaram públicas posições que lhes desagradam.

(…)

Estamos perante um novo macarthismo que usa o poder de empresas para esmagar o pluralismo e a liberdade.

(…)

Na cultura, Adania Shibli não foi o único alvo.

(…)

A Liga Antidifamação até se queixou da exibição televisiva dos escombros de Gaza, perguntando se era o Hamas que escrevia o guião da MSNBC.

(…)

[Há] uma tentativa de criminalizar mínimos de humanidade, invisibilizar a barbárie e desumanizar as suas vítimas.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

António Guterres fez uma declaração histórica no Conselho de Segurança da ONU, esta terça, 24 de Outubro.

(…)

Não porque a verdade do que disse seja radical, mas porque se tornou radical dizer aquela verdade.

(…)

Guterres surpreendeu quem não esperaria tanto do secretário-geral.

(…)

[Israel exigiu] a demissão de Guterres e anunciando que vai recusar vistos à ONU, porque “chegou o momento de lhes dar uma lição”.

(…)

Eis o estado a que chegou Israel. A supremacia de quem se acha acima da lei humanitária e internacional. De quem se acha acima das Nações Unidas.

(…)

O discurso de terça faz dele [Guterres] o líder contra a barbárie. 

(…)

Não falhar de novo é apoiar Guterres agora. 

(…)

[A assistência humanitária] urge agora que 2,3 milhões continuam sob bombas, com fome, sede, milhares no chão de hospitais em colapso, operados sem anestesia. 6500 mortos, 2000 dos quais crianças.

(…)

Nunca precisámos tanto de jornalismo ali. Não é uma catástrofe natural. É a violência de um Estado sobre um povo sem Estado.

(…)

Israel bombardeia escolas, hospitais, a mais antiga igreja de Gaza. Ordena que um milhão fuja para sul, depois ataca o Sul.

(…)

Horas para arranjar água potável ou pão. Tendas e gente ao relento sob bombas.

(…)

Mais de dois milhões reféns em Gaza. E quase três milhões na Cisjordânia, agora também bombardeada com drones, além dos ataques dos colonos.

(…)

Ao falar por eles, Guterres falou por nós: que é urgente um cessar-fogo, que Israel viola a lei humanitária internacional.

(…)

Israel recolheu-se na dor dos seus 1400 mortos, na angústia dos seus 220 reféns, da orgia de sangue agora reproduzida em múltiplos vídeos que as autoridades distribuem aos media.

(…)

Não em nosso nome, declaram milhares de judeus fora, sobretudo nos EUA.

(…)

Que cada um dos 220 reféns do Hamas se salve. Têm Israel, Biden, UE e parceiros a lutar por isso, e ainda bem. Guterres também o pediu.

(…)

Mas até ele falar agora, quem com poder falara pelos milhões de palestinianos reféns de Israel há décadas?

(…)

Há um par de dias, Obama criticou o corte de água, comida e energia, a desumanização dos palestinianos que endurece gerações.

(…)

Mas foi Guterres quem deu o salto em frente.

(…)

Que a Europa se pergunte: se fossem cristãos, judeus, brancos, já apelaria ao cessar-fogo?

(…)

Zero tolerância para anti-semitismo vai a par com zero tolerância para qualquer racismo.

Alexandra Lucas Coelho, “Público” (sem link)

 

A democracia, o multilateralismo, o direito internacional, o progressismo, o respeito pelo outro, a liberdade de expressão, a liberdade em si, tudo isso pende do precipício como um edifício inseguro para a vida humana.

(…)

Nunca tanto conhecimento esteve ao alcance de tantos e nunca tanto foi tão desperdiçado.

(…)

Quanto maior o ignorante, maior a vontade de ter a sua voz ouvida, e não uma voz qualquer, uma taxativa, absoluta, impenetrável e indefectível.

(…)

O consenso, a construção de pontes, a moderação são alvos permanentes; o outro é um inimigo, logo, os seus argumentos não devem ser ouvidos, transmitidos, entendidos.

(…)

Para os israelitas, todas as vítimas atacadas pelo Hamas têm rosto, narrativa; os palestinianos que são pulverizados pela artilharia em Gaza, não.

António Rodrigues, “Público” (sem link)

 

A União Europeia e outros países europeus resvalaram para envolvimento ativo no belicismo.

(…)

Discernir sobre os agressores e os agredidos, tratando-os de forma bem distinta, é imprescindível. 

(…)

[O belicismo é] fazer leituras a preto e branco e só dar espaço a ser por mim ou contra mim, para justificar a guerra. 

(…)

É impor apenas duas leituras possíveis sobre cada situação: a do “Bem” (que é a do nosso grupo); e a do “Mal” (que é a do inimigo). 

(…)

Ao persistirem no belicismo, há países que podem tornar-se inviáveis.

(…)

Os direitos sociais universais (na saúde, ensino, proteção social, justiça, habitação) estão a ser reduzidos a “esmolas” e a serviços mínimos.

(…)

Os direitos do trabalho e os salários regridem, ampliando as injustiças e, por consequência, o alimento das guerras.

(…)

No plano das liberdades e garantias, elementos estruturantes das sociedades democráticas, os rombos são talvez ainda mais acelerados. A censura aí está em força.

(…)

Na Alemanha e noutros países, participar em manifestações de defesa da vida e de solidariedade humana pode ser razão para perseguições e prisão. 

(…)

Os Estados Unidos da América podem contribuir para a resolução daquele conflito. Todavia, tem algum rigor tomar aquele país por ator neutro nesse conflito [entre Israel e o Hamas]?

(…)

A democracia na Europa ganharia muito se os líderes europeus o ouvissem [Guterres] e abandonassem seguidismos em que andam metidos.

Carvalho da Silva, JN


AS CRECHES DAS IPSS E AS CRECHES PRIVADAS PODEM FAZER PARTE DO PROGRAMA DAS CRECHES GRATUITAS

 

Porque insiste o governo em excluir as creches públicas das autarquias deste programa?

José Soeiro


PS TEM DE ESCOLHER ENTRE O DIREITO À HABITAÇÃO OU OS CAPRICHOS DOS MILIONÁRIOS GLOBAIS

 

A nossa geração está a ser despejada. O PS tem de escolher se defende o direito à habitação ou se protege os caprichos dos milionários globais que querem uma casa no país da moda.

Joana Mortágua


QUANDO SE COMETEM TANTAS BARBARIDADES ÀS CLARAS, COMO SERÁ QUANDO NÃO HÁ TESTEMUNHAS E COM CÚMPLICES DE OLHOS FECHADOS...

 

Via José Gusmão


sexta-feira, 27 de outubro de 2023

CITAÇÕES

 
A agressividade do Governo de Netanyahu, pela voz dos seus diplomatas e ao mesmo tempo que continua a terraplanagem bombista do Norte de Gaza, é muito esclarecedora de como entende que encurralou o mundo.

(…)

O Governo israelita sabe que tal [a demissão do secretário-geral da ONU] nunca ocorreu nem ocorrerá e, no entanto, sente-se confortado nesta cavalgada contra a ONU.

(…)

Já o mesmo embaixador tinha insultado Guterres por, ao querer abrir os portões daquela prisão para levar medicamentos e água, estar a “alimentar terroristas”.

(…)

Passou a clamar pela demissão pelo facto de ter sido recordado que Israel nunca cumpriu as resoluções da ONU.

(…)

Netanyahu sente-se hoje o deus da guerra, capaz de transformar o apartheid numa zona de terra queimada.

(…)

Matar, é o que repete.

(…)

[Há uma nova dimensão que não deve ser esquecida]: as próprias bombas, a produção industrial do armamento, o seu negócio e o seu poder.

(…)

Os EUA continuam a ser, de muito longe, o principal investidor militar.

(…)

A Arábia Saudita e a Índia são comparáveis em gastos militares à Rússia, apesar de este país ter o segundo exército do mundo.

(..)

A China é o país cujo gasto militar mais cresceu em proporção (75% em 10 anos), com o projeto anunciado de ser a maior potência mundial em 2049.

(…)

Dir-se-á que a marinha chinesa já é maior do que a dos EUA.

(…)

Portanto, mais gastos, um ótimo negócio.

(…)

Mesmo que a economia vá mal [nos EUA], o negócio da guerra vai bem e só pode aumentar.

(…)

A Alemanha tornou-se uma grande compradora e produtora, a Polónia também.

(…)

Ora, a guerra tem um impacto económico imediato, além da mortandade que é a sua razão.

(…)

No imediato, aumenta o investimento público, reconverte indústrias e é mesmo a forma mais rápida de provocar um salto na procura agregada.

(…)

Depois, tem um preço para as economias, (…) favorece as empresas com maior poder.

(…)

Não será, portanto, por acaso que, do escândalo dos submarinos aos do atual Ministério da Defesa, este sector seja uma das sedes da corrupção, e Portugal é só um exemplo.

(…)

O que se ganhou com a reorientação desses gastos [militares] desde o fim da Guerra Fria é o equivalente ao orçamento mundial para a educação.

Francisco Louçã, “Expresso” (sem link)

 

Assistimos à autorização, cada vez mais frequente, do abate de sobreiros.

(…)

Sistematicamente, tais decisões são justificadas como de "imprescindível utilidade pública" sem que qualquer entidade, de facto independente, seja chamada a pronunciar-se.

(…)

Desde 2018, foram já emitidas 44 declarações de "imprescindível utilidade pública", que originaram o abate de 13.163 sobreiros e de 72.433 azinheiras (também protegidas, por fazerem parte do ecossistema montado), em 27 concelhos de 15 distritos.

(…)

Pela variedade de dimensão e de impacto, e na impossibilidade de referirmos todos os casos de abates autorizados desde 2011 no cômputo de um conjunto de 40 mil sobreiros, a impressão resultante é de que tudo é de interesse público.

(…)

O que se deveria esperar dos poderes públicos seria que articulassem a resposta às necessidades energéticas com uma rigorosa salvaguarda e com o restauro de ecossistemas.

(…)

Nas últimas décadas, pelo menos, os sucessivos governos abdicaram de qualquer coerência e firmeza na aplicação de legislação de protecção do ambiente e da natureza.

(…)

Precisamos, no nosso país, de um controlo muito mais eficaz e, especialmente, de estratégia política direccionada à conservação da biodiversidade.

(…)

As situações susceptíveis de configurar interesse público [são] hoje uma figura em que tudo pode entrar, sem clareza e sem precisão.

(…)

Não podemos é fazer dos habitats, dos solos, do coberto arbóreo e vegetal em geral, das bacias hídricas, ou seja, da biodiversidade, uma vítima do combate, ainda que teoricamente bem-intencionado, da luta pelo clima.

(…)

Sem transição ecológica nada poderá ser possível e essa tarda em ser compreendia.

Fernando Santos Pessoa, Jorge Paiva, José Carlos Costa Marques, Maria Amélia Martins Loução, Nuno Quental, “Público” (sem link)

 

[Guterres] dizer que os ataques do Hamas não surgiram do nada é constatar o óbvio.

(…)

Sabemos, contudo, que o exercício de constatar o óbvio pode ser uma demonstração de coragem.

(…)

Mas falou e isso tem uma importância enorme no contexto atual.

(…)

Ficou demonstrado, e ao mais alto nível, que há verdades que não podem ser ditas e que esse impedimento não recai apenas sobre cada um de nós.

(…)

As pessoas que tentam fazer uma análise da guerra são rotuladas de apoiantes do terrorismo ou de antissemitas porque Israel não admite que existam vozes que contradigam as suas exatas palavras.

(…)

Muito mais importante do que o conteúdo do seu discurso é a reação que ele espoletou.

(…)

Precisávamos de ver até onde vai a diplomacia israelita. Ficámos esclarecidos.

(…)

A diplomacia israelita age como estando em representação de um Estado dominante ao nível de uma potência mundial.

(…)

Israel precisa dos Estados Unidos, mas é cada vez mais evidente que são os Estados Unidos que precisam de Israel. Este país é a única influência dos Estados Unidos naquela região.

(…)

Ter uma posição hegemónica no mundo exige mais do que superioridade militar. Os Estados Unidos acusam a falta de força e de eficácia da sua diplomacia.

(…)

Claro que o poder de Israel também assenta no justo complexo de culpa europeu pelo Holocausto.

(…)

Assistimos ao massacre de um povo perante a complacência da comunidade internacional e quem perpetua o massacre é que dita as regras das relações internacionais e impõe a sua narrativa.

(…)

Acredito que o que moveu António Guterres foi o apego ao que é justo e a sua sensibilidade perante questões humanitárias.

(…)

Mas seja o que for que o moveu, creio que lhe deveremos estar gratos.

Carmo Afonso, “Público” (sem link)

 

O pedido de demissão imediata de António Guterres pela voz de comando do embaixador de Israel nas Nações Unidas não surpreende.

(…)

Há um certo odor a inimputabilidade.

(…)

É um facto que os ataques do grupo islamista Hamas não aconteceram do nada. Em nenhum momento Guterres desculpou qualquer dos agressores. 

(…)

Sabe-se muito mais sobre o conflito israelo-palestiniano na última semana do que em décadas de discurso único e de percepção torcida. 

(…)

O Hamas é um demónio, mas já ninguém procura santos sem paradeiro neste conflito.

(…)

À questão de saber onde se encontram as vítimas, responde-se sem hesitação: as vítimas são pessoas nos povos dos dois estados, entregues aos extremismos. 

Miguel Guedes, JN


AS REIVINDICAÇÕES DO MOMENTO SÃO AS CONDIÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA DO SNS

 

O ministro das Finanças disse que é um erro usar o excedente orçamental para as reivindicações do momento. Acontece que estas mesmas reivindicações são para dar resposta às pessoas sem médico de família, às urgências fechadas, às ambulâncias paradas por falta de profissionais e à falta de recursos na saúde. Mariana Mortágua



 O reconhecimento do Estado da Palestina foi já feito por 138 dos 193 Estados membros da ONU e pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, tendo a próprio Assembleia da República recomendando no passado ao Governo que reconhecesse o Estado da Palestina.

É um passo decisivo que tem de ser dado em nome de uma ação concreta pela paz. Não poderá haver uma solução pacífica sem o reconhecimento do Estado da Palestina.