domingo, 31 de março de 2019

ADOLFO NA PORTA GIRATÓRIA DA POLÍTICA PARA OS NEGÓCIOS



In "Sábado"
Adolfo Mesquita Nunes, dirigente do CDS, vem confirmar a asserção de que mais vale ser ex-governante do que governante. A função de secretário de estado que desempenhou no Governo PSD/CDS foi o trampolim para um cargo de topo na Galp...

O PLANETA OU O PLÁSTICO... (em números)


In "Expresso"

MAIS CITAÇÕES (23)


Desde sempre vivemos sob a tutela de uma rede de relações de dependência governamental de grandes famílias, e essa decisiva. Essas famílias ocuparam sempre a maioria dos cargos governamentais e fizeram-no estratégica e criteriosamente.
(…)
Nos governos Durão Barroso-Paulo Portas e Santana Lopes-Paulo Portas chegou a haver quatro governantes com ligações empresariais para um que não as tivesse.
(…)
Destes 776 governantes, 230 foram da finança para o Governo ou saíram do Governo para a finança ao longo da sua vida.
(…)
Se cuidarmos da evolução de todos os ministros das Finanças, temos que 14, entre 17, prosseguiram ou fizeram carreira em instituições financeiras.
(…)
Se registarmos as relações com os grandes grupos económicos, estes albergam 53 governantes do PS e 90 do PSD.
(…)
Ambos os partidos, cada um à sua maneira, têm cultivado intensas relações empresariais, que lhes devolvem o cuidado, recrutando os seus dirigentes e ex-governantes para cargos de topo.
(…)
Quando um grupo económico está em todos os governos e até se descobre que pagaria uma mesada a um ministro em funções, não será que isso revela como foram as privatizações e as PPP?
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

A famosa diretiva sobre os direitos de autor na era digital foi aprovada nesta semana e duvido de que haja enormes festejos, mesmo do lado de quem a defendeu.
(…)
É possível, em consciência, aprovar uma proposta que contém em si mesma um instrumento de censura que, por definição, é a antítese da liberdade de expressão e de criação?
(…)
A resposta é, como o resultado demonstra, que, sim, é possível.

O défice zero faria sentido se os juros a que a República se financia fossem muito altos ou se o acesso ao crédito estivesse condicionado.
(…)
Já é suficientemente mau que o Governo se vanglorie de não ter cumprido em 2018 o limite do défice aprovado pelo Parlamento (-0,9 do PIB) e de ter deixado assim por utilizar uma folga de quase mil milhões de euros.
Francisco Louçã, “Expresso” (sem link)

A diminuição da participação cívica de quase todos, deixou aos políticos o exclusivo da política, que se foi tornando modo de vida.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

A verdade é qua a actividade política é cada vez menos atrativa.
(…)
A tendência é para que a política se tornar uma atividade tribal ou, para opoirtunistas, uma rampa para negócios.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

Em França foi estabelecido um limite máximo de glifosato a aplicar por hectare em terrenos agrícolas; só se vende a profissionais e proibiu-se a sua utilização na limpeza de qualquer espaço urbano.
(…)
Em Portugal é possível comprar glifosato no hipermercado, e a sua aplicação está longe de qualquer controlo.
Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

sábado, 30 de março de 2019

NOVA LEI DE BASES DA SAÚDE TEM DE DEFENDER O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE




CITAÇÕES


O Ministério das Finanças está a ficar conhecido por ter secretárias com gavetas tão grandes, que é possível perder-se durante meses (ou anos) pedidos dos diversos ministérios para a contratação de pessoal, a realização daquele investimento essencial ou, até, meramente para a realização de despesa corrente variada.
(…)
A meta de défice é o espelho do que também ficou por fazer no país.
(…)
O objetivo do exercício de um ano orçamental passou a ser o cumprimento do défice, subalternizando o cumprimento das políticas públicas definidas no Orçamento do Estado a esse dogmático propósito.
(…)
Podemos e devemos [usar a folga dos 500 milhões de euros para ajudar os serviços públicos], porque é aí onde estamos a atrasar as respostas que são urgentes.
Pedro Filipe Soares, Público (sem link)

Depois de meses, muitos meses, de trabalho parlamentar sobre um pacote legislativo de combate à corrupção, PS e PSD acertaram à última hora as escapatórias que garantam a intocabilidade de alguns interesses poderosos.
(…)
Não é que fosse preciso, mas fica mais que provado que a regulamentação do lobbying entra pela porta e sai logo pela janela.
(…)
Os mesmos PS e PSD aprovam (…) que um deputado-advogado fica de mãos livres para legislar em assuntos tratados pela sociedade de que é membro

Famílias há muitas e as que resultam dos negócios são tanto mais eficazes quanto se escondem em formas de afinidade e vínculo que não precisam da consanguinidade para ativarem os mecanismos de proteção e de cumplicidade de quem pertence ao mesmo clã.
(…)
O centrão e o mundo dos negócios sempre formaram uma grande família.

A obsessão populista com os “políticos” esquece que a maioria deles não tem qualquer poder significativo e, ao concentrar-se neles, ajuda a permanecer discretos os verdadeiros poderosos.
(…)
Nos partidos não se deve viver a não ser com muita moderação.
(…)
Fora deles [partidos] é que estão a maioria das “famílias” dos predadores.
Pacheco Pereira, Público (sem link)

Todo o trabalho é realizado numa permanente intersecção entre o trabalho individual e o trabalho colectivo, entre a função realizada pelo trabalhador e o contexto organizacional e social em que se insere.
(…)
Em qualquer organização empregadora, a avaliação de desempenho, qualquer avaliação de desempenho, careça de ser... (re)avaliada.
(…)
Do ponto de vista (também) da sua aplicação e gestão, a avaliação de desempenho não pode ser dissociada do desempenho da avaliação.
João Fraga de Oliveira, Público (sem link)

Pode-se morrer de dentro para fora, com as palavras e os actos que nos destinam aqueles em quem confiámos e amámos um dia.
Patrícia Santos Pedrosa, Público (sem link)

O inefável bloco central, PS e PSD, sempre juntos em prol do interesse nacional quando convém, somaram votos para inverter aquele que tinha sido o espírito dos trabalhos da Comissão da Transparência ao longo de quase três anos.
(…)
A direcção parlamentar do PS engoliu o discurso de ética republicana com que avançou para esta comissão.
(…)
É um caso de muito barulho para nada e de cedência total ao corpo profissional que mais políticos tem dado ao país: os juristas.
Ana Sá Lopes, Público (sem link)

MARIANA MORTÁGUA E A AMNÉSIA DOS REGULADORES DA BANCA...



Ninguém sabe de nada, ninguém se lembra de nada...

OS QUE AJUDARAM A ESTRAGAR A UNIÃO EUROPEIA


Pacheco Pereira, "Sábado"

sexta-feira, 29 de março de 2019

FRASE DO DIA (1072)


Enquanto PS e PSD trocavam acusações tonitruantes sobre o parentesco dos membros dos gabinetes, preparavam nos bastidores um entendimento de última hora que surpreendeu os que acreditaram que as juras de amor à transparência eram, desta vez, para levar a sério. De que falo? Da proposta do PSD que (…) visa permitir que os deputados que são advogados, membros de sociedades de advogados ou que vêm do setor financeiro intervenham no processo legislativo, mesmo que as suas sociedades estejam envolvidas nos processos abrangidos por essa legislação.

O HOMEM MEXEU NO VESPEIRO DOS CLUBES DE FUTEBOL...


Pacheco Pereira, "Sábado"

O CDS COMO FARSA




O CDS fez ontem uma interpelação sobre Saúde ao Governo. Chamou-lhe interpelação porque mão lhe podia chamar farsa.
Farsa porque o CDS, que a meses de eleições chama pelo SNS é o mesmo que em 1979 votou contra o… SNS.
Farsa porque este é o mesmo partido que em 1990 aprovou uma Lei de Bases da Saúde que obriga o Estado a abdicar dos seus profissionais, das camas de internamento e do seu próprio orçamento; tudo para engordar o negócio da saúde.
Farsa porque este é o partido que teve um vice-primeiro ministro que escreveu um guião para a reforma do Estado que previa a entrega de hospitais a privados e a liberalização das convenções para meios complementares de diagnóstico.
Farsa do CDS que votou contra o aumento do Orçamento do SNS, que votou contra PREPAV e que tantas vezes apelidou os trabalhadores de “clientela”.
É o CDS. Ou a farsa. Tão sinónimos.
Farsa porque este é o partido que teve um vice-primeiro que escreveu um guião para a reforma do Estado que previa a entrega de hospitais a privados e a liberalização das convenções para meios complementares de diagnóstico.ia dúzia de meses de eleições clama pelo SNS, é o mesmo que em 1979 votou contra... o SNS.

quinta-feira, 28 de março de 2019

MARISA MATIAS: TODA A GENTE GOSTA DELA NO PARLAMENTO EUROPEU


É a miss Simpatia (in "Sábado")

FRASE DO DIA (1071)


Passam a ser os tubarões a decidir o que circula na internet, a sugar o lucro dos direitos de autor e a distribuir uma ninharia pelo peixe pequeno. A vantagem deles é evidente, mas qual é a nossa?

GENTE DE PELE FINA


Pacheco Pereira, "Sábado"

quarta-feira, 27 de março de 2019

NÃO RECUSAREMOS NENHUM COMBATE CONTRA OS NEOFASCISTAS



"Derrotar a extrema-direita requer novas narrativas de identidade colectiva que abarquem o pluralismo. Novas políticas que reintroduzam os direitos sociais onde a austeridade cavou mais fundo e a cultura humanista apoiada em colectivos não amedrontados. Reconquistar a empatia, a capacidade de nos identificarmos uns com os outros.”  (Marisa Matias)
Mais Aqui

FRASE DO DIA (1070)


Compreende-se num homem cansado por tanto desesperar por uma maioria absoluta. César desabafou. Pôs o coração na boca e saiu este destempero sob esta forma tão subtil... "Estou cansado...” Que maçada.
Domingos Lopes, Público

HÁ MUITAS ARMADILHAS DESTAS NA V6 EM PORTIMÃO




À entrada de uma passadeira, buracos como estes constituem uma verdadeira armadilha em que qualquer pessoa pode cair, correndo o risco de ser atropelada.
A verdade é que há, mais de uma década que o pavimento dos passeios da V6 em Portimão se encontra levantado em muitas zonas e, só por milagre, não tem havido acidentes graves. Já se passaram, pelo menos, duas eleições autárquicas sem que por parte da Câmara Municipal de Portimão ou Junta de Freguesia tenha havido qualquer vontade de resolver esta situação. É, sobretudo, uma questão de desleixo motivada pelos longos anos de poder autárquico do PS em Portimão.  a austeridade cavou mais fundo e a cultura humanista apoiada em colectivos não amedrontados. Reconquistar a empatia, a capacidade de nos identificarmos uns com os outros."

terça-feira, 26 de março de 2019

CATARINA MARTINS USA IRONIA PARA RESPONDER A CARLOS CÉSAR


In CM

EMBARGO DE ARMAS CONTRA ISRAEL VOTADO NA ONU



O Departamento das Nações Unidas para os Direitos Humanos (UNHRC) aprovou esta sexta-feira (com 28 votos a favor e 8 contra) um embargo de armas contra Israel e o levantamento de um processo contra oficiais (militares) israelitas por crimes de guerra devidos a disparos deliberados sobre crianças desarmadas, jornalistas e deficientes durante os recentes protestos na faixa de Gaza.
Nações subsaarianas estão entre os maiores apoiantes da moção, com votos “sim” vindos de Angola, Burkina Faso, Nigéria, Senegal, Somália e África do Sul.
Mais Aqui

FRASE DO DIA (1069)


O alargamento do estatuto de vítima às crianças em contexto de violência doméstica será levado a votos no Parlamento, e só podemos esperar que seja aprovado por unanimidade.

JOÃO VASCONCELOS PRESENTE NA MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE PROFESSORES







Lisboa, Manifestação Nacional de Professores.
O governo ainda não cumpriu as promessas dadas aos docentes e palavra dada deve ser palavra honrada.
Exigimos respeito! Não ao Apagão!
A luta é o caminho a seguir no presente e no futuro! A luta é geracional e solidária!
O clã Vasconcelos já tem assegurada a continuidade da luta do avô João por uma sociedade mais justa. Parabéns pela aquisição!

segunda-feira, 25 de março de 2019

ALGARVE: SINISTRALIDADE NAS ESTRADAS, DE MAL A PIOR



Só a abolição das portagens na Via do Infante permitirá a redução da sinistralidade no Algarve. Mas António Costa ainda não cumpriu a palavra dada. Continua a enganar o Algarve e as suas populações.
Nesta legislatura o Bloco de Esquerda já apresentou na Assembleia da República 9 propostas para acabar com as portagens no Algarve, mas PS, PSD e CDS inviabilizaram todas essas propostas. Não merecem o voto dos eleitores.

LISBOA, 23 MARÇO: GRANDE MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE PROFESSORES




Como foi amplamente divulgado, dezenas de milhares de professores marcharam este sábado pela contagem integral do tempo de serviço. Os docentes encheram as ruas de Lisboa num protesto que foi marcado por dez estruturas sindicais.
Mais Aqui
r dez estruturas sindicais.Na parte da tarde foi a visita à Direção das Finanças de Faro e reunião com os seus trabalhadores. As instalações encontram-se completamente degradadas que colocam em causa a saúde, a segurança e condições de higiene dos cerca de 150 trabalhadores.tros processos burocráticos que afetam a sua vida. São centenas, ou milhares de pessoas que se encontram numa situação desesperada.
Na parte da tarde foi a visita à Direção das Finanças de Faro e reunião com os seus trabalhadores. As instalações encontram-se completamente degradadas que colocam em causa a saúde, a segurança e condições de higiene dos cerca de 150 trabalhadores. Não há condições dignas de trabalho, nem de atendimento aos contribuintes. São as paredes interiores que se desfazem, humidades, bolor, cheiros nauseabundos, cabos elétricos inseguros e roídos pelos ratos, estuque que cai do teto, chuva que o telhado não retém, etc. Uma situação vergonhosa, muito alarmante e muito perigosa. São necessárias novas instalações, com urgência.
Como é sua obrigação, o Bloco de Esquerda irá interceder junto do governo para que dê resposta e solucione, com urgência, as situações dos mariscadores de Olhão e da Direção das Finanças de Faro.

TRABALHO PARLAMENTAR COM O DEPUTADO JOÃO VASCONCELOS





Nesta segunda-feira o trabalho parlamentar, com o deputado do Bloco de Esquerda, eleito pelo Algarve, centrou-se em Olhão e em Faro. Também estiveram presentes dirigentes da Coordenadora Distrital e das Concelhias locais do Bloco.
Em Olhão houve uma reunião com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Pescas do Sul, onde foi analisada a grave situação porque passam os mariscadores desta zona da Ria Formosa, impedidos de capturar bivalves devido à poluição da Ria e outros processos burocráticos que afetam a sua vida. São centenas ou milhares de pessoas que se encontram numa situação desesperada. Na parte da tarde foi a visita à Direção de Finanças de Faro e reunião com os seus trabalhadores. As instalações encontram-se completamente degradadas colocando em causa a saúde, a segurança e as condições de higiene dos cerca de 150 trabalhadores. Não há condições dignas de trabalho, nem de atendimento dos contribuintes. São as paredes interiores que se desfazem, humidades, bolores, cheiros nauseabundos, cabos elétricos inseguros e roídos pelos ratos, estuque que cai do teto, chuva que o telhado não retém, etc. Uma situação vergonhosa, muito alarmante e muito perigosa. São necessárias novas instalações com urgência.
Como é sua obrigação, o Bloco de Esquerda irá interceder junto do Governo para que dê resposta e solucione, com urgência, a situação dos mariscadores de Olhão e da Direção de Finanças de Faro.

FRASE DO DIA (1068)


A direita que o quase desconhecido Morgado diz querer unir não tem rigorosamente nada a ver com a direita que Sá Carneiro uniu.

CATARINA MARTINS: PS E GOVERNO DEVEM REFLECTIR SOBRE NOMEAÇÕES FAMILIARES


In CM
Mais Aqui

domingo, 24 de março de 2019

TRABALHAR ATÉ ÀS PORTAS DA MORTE...



“Esta semana saiu (mais) um relatório pouco animador sobre o nosso sistema de pensões. Segundo simulações apresentadas pela OCDE, um jovem que entre agora no mercado de trabalho poderá vir a ter uma pensão equivalente a 90% do salário, mas exige que se trabalhe 47 anos. Ou seja, chegar ao fim de uma vida de trabalho com uma pensão de reforma jeitosinha é possível, mas exigirá que trabalhe quase até às portas da morte. Quem for mais apressado e quiser reformar-se mais cedo, morrerá de susto com o valor da pensão que levará para casa. Portugal já é o país da OCDE onde as penalizações pela antecipação da reforma são mais altas, mas para o organismo internacional isto não chega: é preciso dificultar também o acesso. Isso significa acabar com a possibilidade de reforma antecipada voluntária aos 60 anos, fazendo esta idade variar todos os anos ao ritmo da evolução da esperança média de vida, e significa também acabar com a possibilidade de passar à reforma antecipada após esgotado o subsídio de desemprego. As recomendações da OCDE não vinculam o Governo, mas o ministro Vieira da Silva, a quem se devem as reformas mais profundas nestas áreas, sempre vai dizendo que o roteiro constitui um bom “alimento para o pensamento”.
In “Expresso” Economia

RACISMO É CRIME!




Racismo não é opinião, é crime” lê-se na concentração pelo Dia Internacional contra a Discriminação Racial.
“É necessário combater o racismo institucionalizado, que se traduz em violência e exclusão preferencial de determinadas pessoas”, relembra José Manuel Pureza.

MAIS CITAÇÕES (22)


Um estudo da OCDE publicado nesta semana mostra que Portugal é dos países que mais penalizam quem se reforma antecipadamente e menos beneficia quem trabalha mais anos do que deve.
(…)
Se se sair do mercado de trabalho antes do previsto, o corte é de 36% se for um ano e de 45%, se forem três anos.
(…)
As penalizações são injustas para quem passou, literalmente, a vida toda a trabalhar e não tem como vislumbrar a possibilidade de deixar de fazê-lo.
(…)
Não é possível ignorar que vivemos num país onde até há bem pouco tempo a maioria começava a trabalhar mal saltava dos bancos da quarta classe.
(…)
Quarenta anos de descontos deveriam ser suficientes para que alguém pudesse usufruir do tanto que contribuiu para o país.

O Parlamento português, com o entendimento entre Passos Coelho, Portas e o então secretário-geral do PS, correu para ser o primeiro a aprovar o Tratado Orçamental, que, seis anos mais tarde, se aceita que não deve entrar no acervo legislativo comunitário por ser um conjunto de regras tão disparatadas como danosas – mas continuará em vigor.
(…)
É sempre tudo assim, dá-se o passo errado e depois o Governo queixa-se de que era escusado.
(…)
É difícil admitir que o Governo se possa lamuriar de que o processo contra a Zona Franca da Madeira seja um instrumento de exibição da Comissão [Europeia].
(…)
O mundo das zonas fiscais especiais é um espetáculo e Portugal escusava de ser submetido a este vexame.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

As consequências das novas tecnologias no emprego e no trabalho são muito incertas.
(…)
O digital, a robotização e a inteligência artificial estão aí, acelerando e trazendo novas mudanças, mas os debates predominantes têm três traços bem claros: (i) substituição de trabalho humano para aumentar e concentrar lucros; (ii) dar determinismo à máquina para subjugar o trabalho humano, as relações laborais e as formações; (iii) disseminar a produção da inovação e do conhecimento, garantindo aos grandes grupos o controlo e o lucro da sua aplicação.
(…)
É nossa responsabilidade fazer com que o princípio da precaução prevaleça também no plano da aplicação das tecnologias e seus impactos, no emprego e no trabalho.

Portugal tem dos tarifários mais altos da Europa, o que torna racional [até agora] a utilização do carro.
(…)
A pressão da procura [de transportes públicos] terá dores de crescimento, mas um efeito positivo sobre a própria oferta dos serviços.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

Em Myanmar onde o Facebook é a única forma de aceder á internet, tem servido para dizimar a minoria rohingya.
(…)
[Na Turquia] o Facebook e o Google bloqueiam, a pedido, mensagens subversivas. Implacável com a democracia, dócil com a tirania.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

INDICADORES DE DESIGUALDADE POR NACIONALIDADE (Palop / Portuguesa)



Todos os indicadores de desigualdade dos originários dos Países de Língua Oficial Portuguesa (Palop) com os portugueses são claramente desfavoráveis aos primeiros, como se pode verificar através dos dados publicados pelo "Expresso" deste sábado. (Fonte: censos 2011)

sábado, 23 de março de 2019

PELA PRESERVAÇÃO DA ÚLTIMA JANELA VERDE PARA O MAR EM PORTIMÃO


Mais Aqui

O DESEMPREGO ENTRE OS DEFICIENTES


In Expresso Economia
A deficiência é um dos maiores factores de exclusão na hora de procurar emprego. A taxa de desemprego entre os deficientes é significativamente superior à do resto da população.

CITAÇÕES


A receita da OCDE é a mesma de sempre: punir quem depende do seu salário e da sua pensão e obrigar as pessoas a trabalharam mais anos, como se estivesse aí o busílis da “sustentabilidade do sistema”.
(…)
Como se provou nos últimos três anos, o que inverteu esse caminho de desequilíbrio e tem vindo a assegurar a sustentabilidade da segurança social (…) foi a recuperação de rendimentos (…), a criação de emprego e o tímido aumento de salários (…).
(…)
Faz sentido, mais de um século depois da luta pelas 40 horas de trabalho, termos ainda tanta gente a trabalhar muito mais do que 40 horas por semana, e durante cada vez mais anos?

O racismo explícito destes novos líderes da direita europeia mesclados pelo liberalismo e pela demagogia do apelo às classes mais desfavorecidas (contem-me algo de novo…) é a barbárie à espera de acontecer.

As manobras [da Direita] fazem-se no contexto da revolução política que foi a existência de um governo que, pela primeira vez desde o 25 de Abril, junta o PS com o PCP e o BE e que criou um ponto sem retorno na vida política portuguesa.
(…)
Apesar da aparente fúria [da Direita] com o “socialismo” do Governo Costa, é o PSD de Rio o alvo.
(…)
Mais do que um governo “esquerdíssimo”, [o actual], é um governo do centro-esquerda no máximo.
(…)
É verdade que o PS tem uma história negra de corrupção e de uso do Estado para fins ilícitos, mas em muitos dos mecanismos de corrupção ela só foi possível pela participação do PSD e do CDS.
(…)
Com raras excepções, a corte de Sócrates contava com muitos ardorosos apoiantes e financiadores das actuais manobras da direita.
(…)
Na verdade, a corrupção em Portugal sempre esteve centrada no acesso ao poder do PS e do PSD, com alguns restos vultuosos para o partido do “Jacinto Leite Capelo Rego” [leia-se CDS].
Pacheco Pereira, Público (sem link)

O inquérito da OCDE vem demonstrar a importância primordial que a saúde pública tem para os portugueses, no momento em que o Parlamento discute a nova Lei de Bases da Saúde.
(…)
Como é natural, são os que mais recorrem ao SNS, os mais pobres, que mais se mostram disponíveis para pagar mais impostos em nome de um melhor serviço público.
(…)
Mas o estudo mostra que, de facto, em Portugal, há uma aceitação absoluta da necessidade de existência de uma saúde pública.
(…)
A necessidade de investimento na saúde pública é uma prioridade nacional.
São José Almeida, Público (sem link)

Quem sobrevive a uma violação lida com os outros, com o nojo ao toque, com o medo dos gritos e da força, com insinuações de culpa, com o pânico ao sítio, com choros e memórias inusitadas.
Alice A. Casimiro, Público (sem link)

O pior [do massacre racista da Austrália] é que o caldo de cultura em que o assassino cresceu é o mesmo em que vivemos quase todos no Ocidente.
(…)
O racismo, ainda que sob a roupagem do culturalismo, é hoje o cimento que cola a ampla frente neofascista e antidemocrática que avança de um e outro lado do Atlântico.
(…)
O importante é negar que o perpetrador matou em nome de princípios, narrativas e mitos que são partilhados pela maioria.
Manuel Loff, Público (sem link)

[Os fascistas que de novo estão a emergir por cá trazem] o desejo de impor uma sociedade assente no ódio, na defesa da desigualdade, no racismo, na homofobia, na perseguição da diferença, no efetivo desprezo pelos mais desprotegidos, na defesa de uma cultura passadista de ignorância e barbárie.
Rui Bebiano, Diário as beiras

sexta-feira, 22 de março de 2019

HOJE AS AMAS ALMOÇARAM NA SEDE DO BLOCO




Hoje as amas almoçaram na sede do Bloco de Esquerda depois de serem recebidas no parlamento para discutir as suas exigências.
As amas da segurança social lutam há décadas por um contrato de trabalho. O governo anterior tentou despedir todas elas. Um dos primeiros passos desta legislatura foi travar esse processo. Depois, criar o programa de regularização de precários - o prevpap - e garantir que o seu caso não era esquecido. Agora lutamos pela vinculação e carreira de todas elas. Hoje foi um dia grande de trabalho, com a audição pública no parlamento, e também de troca de experiências e convívio. Continuamos, como sempre, lado a lado. Pelos direitos que são de todas. E como temos aprendido com a sua luta e determinação! Obrigada (Catarina Martins)

FRASE DO DIA (1067)


O processo de Lula passou à frente de todos e os seus prazos foram escandalosamente determinados pelo calendário eleitoral.

OS IMPOSTOS QUE OS GIGANTES DA INFORMAÇÃO NÃO PAGAM…


Cada vez tem maior força a ideia de que a “informação é poder” e que quem a domina, domina o mundo. No tempo em que vivemos, a informação transformou-se num negócio para o qual quase não existe qualificativo no nosso dicionário porque os milhões que envolve contêm um número indeterminado de zeros…
Toda a gente sabe que há empresas cujo negócio é exactamente o da informação e do qual retiram milhões de lucros. Essa informação é-lhes fornecida gratuitamente pelos seus utilizadores, como acontece, por exemplo, com o Facebook e a Google mas a verdade é que os colossais proveitos que geram quase não são tributados. É este o tema de fundo do importante artigo de opinião que Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, assina no “Público” de hoje, onde também é denunciada a forma como a direita se opõe a qualquer iniciativa que vise o pagamento de impostos justos por parte daqueles gigantes da informação. Estamos, pois, perante mais um exemplo da razão para que a direita existe: defender ricos e poderosos até onde lhes for possível…

Uma das personagens mais misteriosas da série Guerra dos Tronos é Varys, o “Mestre dos Sussurros”, que desde cedo percebe que a informação vale mais do que ouro e se dedica à criação de uma rede de “passarinhos”. Imagem cheia de simbolismo.
A informação é poder e vale ouro, mas o seu valor não é intangível. Hoje, os gigantes da economia digital fazem da informação o seu negócio e daí retiram lucros milionários. Engana-se quem pensa que a Amazon, Uber ou Booking estão no negócio do retalho, dos transportes ou do alojamento. Os dados são o principal negócio de cada um desses gigantes digitais, onde a Google ou o Facebook são os exemplos mais acabados desta realidade.
Quando digo que os dados valem uma fortuna, não exagero. A Google e o Facebook retiram dos serviços de publicidade a maior fatia dos seus resultados. Estas empresas apresentaram lucros em 2018 que dariam para pagar toda a despesa pública anual de Portugal. 365 dias de Serviço Nacional de Saúde, de Escola Pública, de Segurança Social, de toda a estrutura do Estado e dos salários dos trabalhadores da Administração Pública pagos integralmente pelos lucros de duas empresas.
E qual o valor acrescentado dos serviços de publicidade destas empresas? Os dados que recolhem de cada um dos seus utilizadores. Isso é que explica como o Facebook, por exemplo, fatura anualmente quase 10 euros por cada utilizador europeu, apesar da utilização da rede social ser gratuita. São os utilizadores quem cria esta riqueza milionária. Tal como não há almoços grátis, também é um erro achar que há plataformas digitais gratuitas: os dados que geramos são a mina de ouro do século XXI. E estamos todos a ser escandalosamente roubados.
Os gigantes da economia digital quase não pagam impostos. Para fugir às obrigações tributárias utilizam complicados esquemas de engenharia financeira que tudo lava nos offshore. E confiam na sua dimensão para garantir que ninguém lhes faz frente.
00:00
00:00
PUB
Foi partindo desta realidade que o Bloco de Esquerda apresentou um novo imposto que tributaria os gigantes da economia digital pela riqueza que retiram de atividade em Portugal. Infelizmente, PS, PSD e CDS, votaram contra esta proposta, beneficiando uma vez mais os infratores que hoje já fogem ao fisco. Mas, igualmente mau, foi usarem algumas argumentos fake para justificarem as suas posições.
Afirmou o CDS que era um ataque à saúde da economia digital e à livre concorrência. Um absurdo que ficou desmascarado horas depois quando a própria Comissão Europeia acusou a Google de abuso de posição dominante na publicidade online, pela terceira vez. Permitir que estes gigantes continuem a acumular lucros milionários sem pagarem os respetivos impostos é uma desigualdade gritante perante todas as outras empresas, mantendo o oligopólio existente.
O PSD declarou que a introdução deste novo imposto seria repercutido pelos utilizadores, levando a um aumento do custo dos serviços digitais. Este é um argumento da idade da pedra, que ignora que o pagamento de serviços de publicidade online, entre outros, é feito entre empresas e não envolve os utilizadores das plataformas digitais. Mais, desconhece que quem cria a riqueza são os dados dos utilizadores, que as plataformas digitais não viveriam sem eles e, por isso mesmo, não lhes podem forçar nenhum pagamento.
Dizia o PS que era impossível materializar este imposto em Portugal, que devíamos esperar pelas alterações à escala europeia. Quiseram omitir que há um impasse europeu neste dossier porque a Alemanha coloca os seus interesses nacionais à frente dos interesses europeus, tendo medo que os EUA retaliem sobre as suas exportações de automóveis. Por isso, França e Espanha iniciaram processos para a criação deste imposto nos seus países. O problema é que quando o PS ouve nein até o largo do Rato estremece.
Mais populares
Defender a nossa soberania, a economia digital e a concorrência, é exigir a estes gigantes digitais que paguem os impostos que nos são devidos. Assim, por exemplo, podemos ter recursos para defender a nossa comunicação social, aumentando o financiamento do setor e garantindo uma opinião pública mais qualificada, resiliente aos ataques de fake news. Essa era a proposta do Bloco de Esquerda que o tempo mostrará estar certíssima. Voltaremos a ela.

quinta-feira, 21 de março de 2019

21 MARÇO, DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL



No dia 21 de Março de 1960, em Shaperville (Joanesburgo), na África do Sul, 20.000 pessoas manifestavam-se pacificamente contra a Lei do Passe, a qual obrigava a população negra a ser portadora de um cartão que identificava os locais onde podiam circular os Negros.
Mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia disparou sobre a multidão desarmada, assassinando 69 pessoas e ferindo outra...s 186.
Em memória a este massacre, a ONU instituiu o dia 21 de Março como o dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial.
Contra o racismo estrutural que empurra as comunidades racializadas para um lugar de subalternidade cidadã e contra todas as formas de violências simbólicas e físicas de que somos vítimas, manter-se em luta.
(via Mamadou Ba)

FRASE DO DIA (1066)


Esta medida [de redução do tarifário dos passes] faz mais pela justiça social do que qualquer devolução de rendimento e seguramente muitíssimo mais do que qualquer redução de imposto que, como sabemos, só marginalmente afeta a metade mais pobre do país.
Daniel Oliveira, “Expresso”

BREXIT: "AS MÚLTIPLAS PRESSÕES BLOQUEARAM-SE UMAS ÀS OUTRAS"


Pacheco Pereira, "Sábado"

quarta-feira, 20 de março de 2019

VIVEMOS UM RECUO CIVILIZACIONAL


Por incrível que possa parecer, estamos a viver aquilo a que se poderá chamar um recuo civilizacional apesar de os avanços tecnológicos actualmente existentes.
É claro que em tudo há sempre um lado perverso e os meios a que no presente o homem tem acesso estão a favorecer com clara evidência a ganância e a chegada ao poder a qualquer preço. Para este efeito, vale o que estiver mais à mão, sem se ter em conta princípios éticos ou quaisquer outros que valorizem o ser humano.
É à volta desta ideia que se centra o seguinte excerto do artigo de opinião que o Prof. Santana Castilho assina no “Público” de hoje.

Nos Estados Unidos da América, dirigidos pelo homem que popularizou a expressão fake news, diz a Gallup que 18% dos cidadãos acreditam que o sol gira em torno da terra, 42% afirmam que Deus nos criou há menos de 10.000 anos e 74% dos republicanos no Senado negam a validade das mudanças climáticas, apesar das evidências científicas aceites no mundo. Com os olhos postos nisto e nas previsíveis campanhas de desinformação em ano de eleições, o PS propôs a discussão do assunto no plenário da Assembleia da República, defendendo um projecto de resolução que recomenda ao Governo a adopção do plano de acção contra as fake news, aprovado pela Comissão Europeia em Dezembro passado. Tratando-se de matéria em que o Governo é exímio especialista, o êxito está garantido. Dêem-lhe espaço de manobra e, agora que já temos uma agência espacial, Pedro Marques ainda anunciará que seremos os segundos a pôr o pé na Lua.
Factos que se contradizem deixam-me perplexo. O que será falso? O desvelo com que o Governo recentemente se ocupou das mulheres, a propósito do seu dia mundial e da violência de que são alvo, ou o ódio que dispensa a duas classes profissionais maioritariamente compostas por elas (professoras e enfermeiras)? Não será igualmente falso um primeiro-ministro falar das vítimas de Pedrógão enquanto pica cebola para uma cataplana, porque o que procura é a popularidade que o avental da Cristina lhe confere? Não será falso o homem pensar que assim se aproxima dos cidadãos, quando o problema seria fazer algo para que os cidadãos se aproximassem dos políticos (quase 50% de abstenção)?
Como um primeiro problema só é primeiro se existir um segundo, ao medo do Governo relativo às redes sociais juntaram-se dois programas televisivos deprimentes, que nos fazem recuar ao século passado, pelas humilhações degradantes e trogloditas que reservam às mulheres: “Quem quer namorar com um agricultor?”, da SIC, e “Quem quer casar com o meu filho?”, da TVI (mais de um milhão de espectadores cada).
A mentalidade de rebanho é ali preponderante. A complacência intelectual continuada vai cedendo passo às trivialidades e ao voyeurismo, que alimentam audiências orientadas para o consumismo boçal, sem decoro nem pudor. Tudo em nome de um entretenimento selvagem e predador, que nada acrescenta ao que socialmente importa e afasta as massas dos verdadeiros problemas do nosso viver.
00:00
00:00
PUB
Dir-se-ia que não sabemos o que fazer com a nossa liberdade. A televisão portuguesa, onde sobra o entretenimento, campeia o futebol e falta a análise séria que contribua para uma informação jornalística de qualidade, soçobra às pressões económicas que a guerra das audiências gera, enquanto os membros de uma certa elite política parecem apenas preocupados com a criação de uma sociedade de manequins, onde só eles, porque têm nela lugares cativos, podem decretar o que está certo e o que é falso.