sábado, 23 de junho de 2018

FLOTILHA DA LIBERDADE PASSA POR PORTUGAL A CAMINHO DE GAZA




“Temos muito apoio e acho que agora há uma pressão política sobre Israel, mesmo que tenham massacrado pessoas, médicos, enfermeiros, crianças, jornalistas. Estão mesmo a tentar silenciar a situação, mas nós não nos calaremos.” diz Divina Levrinj ao Esquerda.net.

A LEI DAS RENDAS DE CRISTAS E OS VISTOS GOLD DE PORTAS TÊM UM ELEVADO PREÇO PARA A SOCIEDADE E SÃO OA MAIS POBRES QUE O VÃO PAGAR


Francisco Louçã, Expresso Economia

CITAÇÕES


A separação das crianças e a sua colocação em gaiolas não é uma ficção: está, de facto, a ter lugar.
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É evidente que estas políticas [de criminalização dos imigrantes], além de violarem direitos humanos básicos, não contêm os fluxos de quem foge da guerra ou da miséria.

Bem vistas as coisas, o ódio não é contra os imigrantes, é mesmo contra os pobres.
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Se a solidariedade virtual com as crianças migrantes lá longe for desacompanhada da solidariedade prática com os adultos migrantes cá dentro, o trumpismo sem Trump terá vencido.

O CDS fez o seu papel, deu luz verde a um poder social, os fundos imobiliários, para devastarem as cidades.
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Os negócios [dos fundos imobiliários] atingem os arrendatários mais antigos, os pobres, os idosos, os que são expulsos para criar o negócio do alojamento local.
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Os sindicatos [dos professores] tomaram uma posição moderada, aceitaram um plano se reposição em seis anos, o que significa que os professores aceitam um sacrifício.
Francisco Louçã, Expresso Economia (sem link)

A imigração é tanto mais integrada quanto um determinado país tem o elevador social a funcionar e existe grande mobilidade social.
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A riqueza torna-se obscena quando à sua porta está a miséria.
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Muitos dos imigrantes que fogem das guerras e da violência fogem de guerras que os europeus irresponsavelmente desencadearam na Líbia e na Síria.
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Não tomem a sério o que se está a passar [na Europa] e, a prazo, a serpente sairá do ovo.
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Ou a gente defende a fina película da civilização ou os brutos que adoram a força a partem por todo o lado.
Pacheco Pereira, Público (sem link)

Nenhum professor (nem nenhum funcionário público) exige hoje o que seria perfeitamente legítimo exigir.
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A carreira docente está cheia de quotas, fixadas pelo governo, que não permitem à esmagadora maioria progredir até ao topo.
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Há muito que a progressão não é automática, e quem diz o contrário sabe que mente.
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Quem tanto repete que "palavra dada tem de ser palavra honrada" devia saber da capacidade deslegitimadora que tem o incumprimento unilateral (exatamente o que o Governo está a fazer e de que acusa os sindicatos) de acordos firmados, da letra da lei.
Manuel Loff, Público (sem link)

Não podemos ter mais e melhor SNS se continuam a existir técnicos [de saúde] que, trabalhando há mais de uma década, ainda não conseguiu qualquer tipo de progressão na carreira nem aumento salarial.
Fernando Teixeira, Público (sem link)

Por piores que sejam as políticas que envolvam rivais, o PSD despedaça-se com tal estrondo que silencia as polémicas sobre os outros.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso (sem link)

É em políticas económicas e sociais que respondam à ansiedade das pessoas que está a solução [para combater o avanço da extrema-direita].
Daniel Oliveira, Expresso (sem link)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

FRASE DO DIA (873)


Na realidade, a política de “tolerância zero” de Trump revela não apenas a obscenidade do Presidente e o seu desprezo pelos outros, mas também quão más eram as normas que já lá estavam.

AS CRIANÇAS SÃO O ALVO MAIS INDEFESO DESTE MUNDO


Desconhecemos o número exacto de crianças – talvez nunca chegaremos a saber – que foram violentamente separadas dos seus pais na fronteira dos Estados Unidos com o México e enjauladas por ordem das autoridades norte-americanas, como forma de impedirem a entrada de imigrantes ditos ilegais.
Agora, imagine-se que um qualquer governo estrangeiro cometesse uma sevícia deste quilate a uma, apenas uma, criança estadunidense, qual seria a reacção das autoridades americanas.
Estamos, pois, perante um crime inqualificável que nada nem ninguém podem justificar. Proteger as crianças é um dever público em qualquer parte do mundo, seja em que circunstância for.
Em poucas mas vigorosas palavras, a cientista social e activista Nina Vigou Manso aborda em artigo de opinião no “Público” de hoje a acção criminosa do Governo americano perante o alvo mais indefeso deste mundo, as crianças que, neste caso, cometeram o delito de acompanharem os pais em busca de um futuro melhor.
Desde Maio, os Estados Unidos decretaram uma política de tolerância zero em relação à passagem "ilegal" da sua fronteira com o México. Sucede-se a violenta separação de pais, mães e suas crianças. Seria relevante mencionar que entidades como as Nações Unidas já criticaram esta política, apelidando-a de desumana. “Espanto”, é irrelevante: os Estados Unidos saíram do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Consideram o conselho “parcial” e um “pobre defensor dos direitos humanos”. Anedótico? Não. Despótico. E conveniente.
Não vamos ser redundantes e falar sobre os danos permanentes causados pela separação das figuras parentais e crianças, ou imaginar a acústica das gaiolas das crianças e adolescentes raptados, como ressoarão os seus gritos e ataques histéricos, ou se a ventilação é adequada para escoar o odor dos fluidos corporais. Falemos de outro ponto: quando o "bicho-papão" das histórias que contamos às nossas crianças se torna realidade, o que devemos fazer? “Who you gonna call?”
Se estas crianças inocentes estão a ser violentadas, traumatizadas para o resto das suas vidas, a culpa é partilhada. Protegê-las é um dever público. Quando as vítimas são o alvo mais indefeso deste mundo e as pessoas não se enchem de raiva, a humanidade não tem salvação. Há todo um historial que o comprova e tudo se repete. Desde a escravatura que se arrancam dos braços das mães negras os seus filhos. O crime de separar famílias é secular, ainda estamos a viver os seus traumas. As crianças que já foram separadas, nesta vaga recente, estão traumatizadas. Quem é que vai ser penalizado por tal crime? Ninguém. Não se assumem culpas, logo não se apuram responsabilidades, não existem reparações e mudanças impactantes. A tolerância zero mantém-se, prendem-se famílias inteiras, por tempo indefinido. As crianças continuam presas, sem esperança. O lugar delas é num lugar que promova bem-estar e um projecto de vida. Elementar.
Não importa ficar do lado certo da História, importa sim que esta história não aconteça. Há coisas que não se negoceiam. Não há advogado do diabo para racismo, tortura, maus-tratos a menores, violação de direitos da humanidade. Resgatam-se as ruas e os locais certos. Não visitamos "centros de detenção", fechamo-los. Nenhuma criança fica para trás. Diz-nos a História que foi com esta mesma passividade que se deu o holocausto, a escravatura e mais genocídios em curso. Alguém se imaginaria a visitar um campo de concentração, sair, tecer meia dúzia de comentários e seguir para um brunch com amigos? Mais: fossem aquelas crianças brancas, vindas de um país ocidental, seriam os (des)ânimos tão “diplomáticos”? Nunca.
Onde está a desobediência civil? Em tempos com menos recursos, invadiam-se as ruas e arriscava-se. Os protestos eram concertados, com a exigência de obter mudanças imediatas: o direito a estudar e em qualquer escola, a votar e decidir o próprio destino, a matar a sede sem correr risco de vida, com acções que iam desde a permanecer-se sentada num banco de autocarro a fazer parar uma fileira de tanques de guerra. Ainda existem insurgentes, todavia, quase sempre do lado dos oprimidos. E, por isso, pergunto: onde estão os aliados nestes momentos? O que é essa coisa badalada de ser aliado? Nestas alturas, reafirmo que parece não ser nada. São raptadas crianças negras pelo mundo fora, outras são assassinadas pela polícia, as latino-americanas encarceradas em jaulas e a vida continua. Porém, diz-se: “O melhor do mundo são as crianças.” Quais? As vossas?

quinta-feira, 21 de junho de 2018

ILEGAIS ERAM OS PRIMEIROS IMIGRANTES QUE CHEGARAM À AMÉRICA DO NORTE



Legenda: América antes da imigração ilegal
Os primeiros imigrantes que chegaram à América do Norte eram provenientes da Europa e ilegais porque nenhum dos povos autóctones desse continente lhes deu autorização para lá entrarem. Instalaram-se à força, assassinando as populações locais para se apoderarem ilegitimamente das suas terras e riquezas.
A imagem acima está perfeitamente de acordo com a situação existente aquando da chegada dos primeiros brancos à América do Norte.