terça-feira, 12 de novembro de 2019

QUASE METADE DOS PORTUGUESES MAIS POBRES PRESCINDE DE TRATAMENTOS MÉDICOS NECESSÁRIOS POR RAZÕES ECONÓMICAS



Segundo o relatório Health at a Glance 2019, publicado há dias pela OCDE, quase metade dos 20% das pessoas mais pobres de Portugal abdica de tratamentos médicos necessários por falta de recursos económicos. É o 2º valor mais elevado da OCDE (ver gráfico).
O mesmo relatório mostra que a despesa pública por habitante em saúde em Portugal (em paridades de poder de compra) é 63% da média da OCDE.
A conclusão é óbvia: há falta de investimento público em saúde em Portugal e isso paga-se caro. (Ricardo Paes Mamede)

FRASE DO DIA (1232)


Quem dera à maioria dos líderes latino-americanos ter para mostrar, como currículo, a evolução que ele [Morales] conseguiu [na Bolívia].

107 ANOS É MUITO TEMPO...


In "Revista" Expresso

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

TODOS REPUDIAMOS O GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA


Tudo pela vida, pela democracia e pela justiça social.

FRASE DO DIA (1231)


Quando um presidente de um governo de Espanha vai à Catalunha para visitar polícias e não para falar com os líderes eleitos da região sublinha que não procura qualquer solução.

A PREMENTE NECESSIDADE DE CUIDADORES INFORMAIS


In "Revista" Expresso

NOVO BANCO, JÁ PAGÁMOS DEMAIS!



Dissemos que a resolução do BES ia custar dinheiro aos contribuintes, disseram-nos que não, e está a custar milhares de milhões de euros.
Dissemos que era um erro vender o Novo Banco a privados porque íamos continuar a pagá-lo depois de o vender, e assim é. Na sexta-feira passada, soube-se do aumento dos prejuízos do Novo Banco, em 46% nos primeiros nove meses do ano, passando assim 572,3 milhões de euros. No mesmo período de 2018 já tinham sido registadas perdas de 309,9 milhões de euros.
O mínimo dos mínimos é o Governo não autorizar mais pagamentos ao Novo Banco sem saber exatamente como estão as coisas e sem nomear administrador público.
O estado tem de ter administrador. Não só para saber o que se passa, mas para poder responder a todo o país. Todo o país tem perguntas a fazer sobre o que se está a passar no Novo Banco e tem direito às respostas.
Mais Aqui
no, passando,

domingo, 10 de novembro de 2019

RECÉM-LICENCIADOS PERDEM 18% DESDE A CRISE FINANCEIRA


Rendimento mensal líquido dos jovens licenciados  está, em termos reais, abaixo de 2008, nos 726 euros. Prémio salarial do ensino superior também caiu. Canudo perdeu mais de metade do valor. (Informação e gráfico no "Expresso" economia)

MAIS CITAÇÕES (55)


A diferença, talvez a única, dos escândalos financeiros recentes em relação ao que se passava há uns anos é que agora não escandalizam, são o nosso normal.
(…)
Com a perda da contribuição líquida do Reino Unido, de dez mil milhões de euros, a pressão é grande para mais abatimentos na despesa europeia.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

[Livre, Chega, IL e PAN] protagonizam um debate público que secundariza os temas económicos e sociais que fundaram a política contemporânea e confere uma nova centralidade a temas culturais.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

[As pessoas] agora, querem quem lhes diga o que elas pensam e tinham vergonha de dizer.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

A denuncia de um regulador, a revelação por um jornalista e um parecer da PGR tiraram o lixo do caixote e mandaram-no para a gaveta.
(…)
O Governo, não só fez uma adjudicação [da recolha de lixos] sem concurso público enquanto o país estava de férias como a fez a uma empresa que nem sequer pode exercer essas funções.
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

No combata às alterações climáticas, a redução das emissões de gases com efeito de estufa é um dos grandes objetivos, justificando a melhoria da política de apoio aos transportes públicos.  
(…)
Mas, de forma incongruente, incentivam-se, paralelamente, os transportes aéreos, principalmente junto dos grandes centros urbanos.
(…)
À vaidade e prazer em assumir-se como um dos países que mais tem contribuído para a produção de energias renováveis, associa-se a ganância ambiciosa da construção de uma infra-estrutura [aeroporto] tão desejada quanto prejudicial para a cidade de Lisboa.
(…)
À semelhança do aeroporto, este [exploração do lítio] é um outro caso em que o desejo de posse ignora ou desvirtua os compromissos assumidos por Portugal em matéria de conservação da natureza.
(…)
Os ecólogos, cuja actividade profissional cobre a Ecologia como área transversal do conhecimento, têm a consciência de que a sustentabilidade ecológica não pode ser separada da actividade humana.
Maria Amélia Martins-Loução, “Público” (sem link)

O que o sr. ministro [do Ambiente] anunciou não passa de um truque de ilusionismo barato – tirar água ao Tejo para a devolver ao Tejo com todos os impactes ambientais com a nova barragem.
(…)
Este ministro é um achado ambiental, na medida em que plana sobre os problemas sem nunca tocar com os pés na terra ou na água...
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

As mulheres que tinham os filhos no meio dos campos não escondiam os filhos que tinham. Elas tinham sempre gente com elas para as ajudar.
(…)
A rapariga/mulher que deu à luz numa rua de Lisboa não tinha casa, nem tinha aldeia; apenas uma rua onde havia contentores.
(…)
A pobreza é muito má em qualquer circunstância.
(…)
E em 2020 as ruas continuarão a ser o abrigo de quem não o tem. Os turistas dos cruzeiros atirarão o seu lixo para os contentores onde a mãe pôs o seu filho recém-nascido.
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

Falar contra as desigualdades não é o mesmo que falar de igualdade.
(…)
Em Portugal, a taxa de pobreza atingiu o seu máximo em 2013 com 30,3% de pobres. Melhorou com a “geringonça” e em 2016 estava em 18,3%.
(…)
Vivemos, pois em plena desigualdade e quando não há igualdade não há liberdade.
(…)
É tempo da Esquerda assumir a luta pela Igualdade com todas as letras. E defender a ideia de que pode haver outros motores para fazer andar as sociedades para além do lucro individual.
Isabel do Carmo, “Público” (sem link)

ESCANDALOSO


In "Revista" "Expresso"

sábado, 9 de novembro de 2019

ESCOLA DE SAMBA TUIUTI HOMENAGEIA LULA EM CURITIBA




CITAÇÕES


Os episódios que precederam o anúncio deste “investimento” [na Amazónia do grupo hoteleiro português Vila Galé] são obscenos.
(…)
Como insistia a líder indígena Sónia Guajajara por estes dias em Lisboa, 5% de indígenas protegem 80% da biodiversidade do mundo.
(…)
[Destruir os territórios indígenas como pretende fazer a Vila Galé na Amazónia] é um crime contra a Humanidade, que nos envergonha a todos, que deve ser travado por todos os meios e ao qual não podemos ficar indiferentes.

A garantia dos direitos comuns a todos é acrescida de direitos específicos e de um em particular que dá sentido às obrigações de discriminação positiva em favor das pessoas com deficiência: o direito a uma vida independente.
(…)
Quando vos disserem que Portugal é um país que cumpre os direitos humanos, lembrem-lhes os direitos das pessoas com deficiência. O desconforto que isso causar é a prova do tanto que está por fazer.

Às agressões já existentes, a presidência de Bolsonaro juntou políticas claras tendo em vista o não cumprimento dos acordos internacionais sobre o combate às alterações climáticas ou o respeito pelos direitos humanos.
(…)
O ataque às populações indígenas contrasta com o apoio ao agronegócio e à destruição da floresta da Amazónia ou das terras demarcadas para os povos indígenas.

O evento [Web Summit] esgotou, mas esteve longe do fulgor e da novidade do passado.
(…)
[O Web Summit] dá [lucro] e muito. Os lucros de Paddy Cosgrave aumentaram 16 vezes desde que começou a realizar o evento em Portugal.
(…)
E se entre o Governo e a Câmara de Lisboa a Web Summit custa 11 milhões de euros todos os anos, seria de esperar pelo menos uma palavrinha exigindo um mínimo de respeito pelo trabalho realizado.
(…)
É verdade que [o lucro com o voluntariado na Web Summit] não seria pouco, contabiliza-se em quase um milhão de euros o valor desse trabalho não pago.
(…)
A racionalidade mostra que não devemos viver bem com esta exploração de trabalho gratuito.
Pedro Filipe Soares, “Público” (sem link)

É desconcertante que o "pai-coragem" agora apoiado, se gabe de ter criado uma associação de solidariedade ("Luz Branca") para ajudar "famílias desfavorecidas só brancas" e "crianças só brancas".

Alguns planetas estão a passar a planetas anões, caso do CDS.
(…)
Esta legislatura vai ser decisiva para a sorte dos pequenos partidos.
(…)
A politização da gaguez vem em pacote com o estilo e ameaça ocultar qualquer discurso racional, se ele se tornar deliberadamente inaudível.
(…)
O Livre e a sua representante parlamentar têm que ter consciência de que essa escolha [da politização da gaguez] tem implicações políticas.
(…)
A tese da Iniciativa Liberal de que “a pobreza de muitos é aquilo que segura o PS no poder” e que, por isso, o PS não combate eficazmente uma força que o mantém no poder, é um absurdo.
(…)
[A direita] não precisava de procurar votos por si, o PSD dava-lhos para as políticas que precisava.
(…)
O Chega chegou e tornou-se o polo de atracção populista que nunca existiu autonomamente desde o 25 de Abril.
Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

O SMN pode ser atualizado ano a ano mas essas atualizações devem inserir-se numa estratégia, onde não cabe mais a estagnação salarial que ainda marcou a última legislatura.
(…)
O SNS [Serviço Nacional de Saúde] continua a degradar-se perigosamente e a escola portuguesa debate-se com bloqueios em vários patamares.
(…)
A política de rendimentos não é um exclusivo da Concertação Social. O que ali (por direito) for discutido tem de ser balizado pelo Governo e também pelo Parlamento.
(…)
Chegámos a esta situação [de escassez de mão de obra] em resultado dos salários de miséria para a maioria de quem trabalha, de enfraquecimento da negociação coletiva, no aumento do emprego num quadro de enorme redução da população ativa decorrente da emigração.

ÁGUA: O ESTADO DO RIO TEJO


In CM


PURA DESONESTIDADE


In "Expresso"
Quem quiser que se deixe enganar...

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

DESMASCARAR TODOS OS NUNOS MELOS




Nuno Melo e outros bem podem dizer o que lhes apetecer, mas a verdade é esta: votaram contra uma resolução para salvamento e resgate no Mediterrâneo. Optaram por condenar à morte por afogamento todos os que tentam chegar à Europa para fugir à violência, à fome, à miséria.
Dizem que o PPE também apresentou uma resolução, mas não dizem o que propunham nessa reunião. Querem saber? Propunham o reforço de cooperação com o regime sírio para retenção de refugiados, apesar de todas as notícias sobre violações, tortura e venda de escravos que acontecem nesses campos; propunham ainda que só se salvasse os refugiados, mas não os migrantes económicos.
Não admira que tivessem a companhia da extrema-direita nas votações. Oiçam a Marisa Matias que ela explica o que realmente aconteceu. (Moisés Ferreira)