sábado, 19 de janeiro de 2019

80% DOS PALESTINIANOS NA FAIXA DE GAZA DEPENDEM DA AJUDA INTERNACIONAL



CITAÇÕES


A chegada ao poder do partido Vox [na Andaluzia] foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados.
(…)
Há sempre quem não desista [de lutar pelos seus direitos], e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.
(…)
Este é o tempo de não deixarmos cair os direitos das mulheres, de não aceitar recuos, de percebermos que a resistência é a condição para não perder o direito que nunca o foi mas que pode vir a ser.

Essa assumida nostalgia das políticas da troika e do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas mostra que o projeto da direita para o país é a austeridade máxima, contra tudo e contra todos.
(…)
Menos direitos e mais austeridade que isso é que é governar [para a direita].
(…)
[Para a direita política e a dos interesses], a melhor forma de não terem a esquerda por perto a disputar as políticas não é partilhar a política ao centro, é mesmo concentrar tudo no PS.
José Manuel Pureza, Diário as beiras (sem link)

Nesta corrida pela tecnologia, a nossa economia está confrontada com o fantasma que a persegue há décadas: falta de investimento.
Pedro Filipe Soares, “Público” (sem link)

A principal distinção [do estrutural conflito interno do PSD] tem que ver com carreiras internas, aparelhísticas, e carreiras que dependem do prestígio social externo, seja na economia, na cultura, na sociedade, na academia, seja no âmbito profissional.
Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

Uma certeza parece existir, depois do conselho nacional no Porto Palácio, as feridas no PSD ficaram não só expostas mas aptas a serem regadas com sal.
(…)
Marcelo Rebelo de Sousa permitiu que Montenegro fizesse declarações aos jornalistas sobre a situação interna no PSD dentro do Palácio de Belém.
(…)
A verdade é que Marcelo Rebelo de Sousa interferiu na vida interna do PSD.
São José Almeida, “Público” (sem link)

A zaragata que se instalou no PSD é um exemplo triste de uma luta fratricida pela conquista de lugares na política.
(…)
Alguns partidos favoreceram e continuam a favorecer a criação de oligarquias que se instalaram no poder e começaram a monopolizá-lo em seu proveito, como se verifica pelo elevado número dos que estão a contas com a justiça.
(…)
[A democracia] é fruto de um processo de maturação e de aperfeiçoamento.
Narciso Machado, “Público” (sem link)

Segundo os últimos Censos, o nosso país tem cerca de 1,9 milhões de pessoas com deficiência, e a taxa de desemprego nesta população ronda os 28,8%, cerca de 10 p.p. acima da média da UE.
David Gaivoto, “Público” (sem link)

CRIADA REDE INTERNACIONAL QUE VISA AJUDAR BRASILEIROS VÍTIMAS DO REGIME BOLSONARISTA



Plateia lotada e muitas pessoas sentadas no chão. O anfiteatro do Instituto de Altos Estudos da América Latina (IHEAL) esteve repleto de estudantes, professores, jornalistas e intelectuais dos dois lados do Atlântico nesta sexta-feira (18) em Paris, para o lançamento de uma rede internacional que visa ajudar brasileiros, estudantes e profissionais, que se sintam ameaçados por decisões ou atos do governo brasileiro.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

1 EM CADA 7 REFORMADOS E PENSIONISTAS DA UE VIVE NO LIMIAR DA POBREZA


In CM

FRASE DO DIA (1023)


[O PSD está feito] um circo de poder daqueles que há um ano não quiseram apresentar-se como alternativa interna e que agora avançam pela pressão de uma horda de deputados e autarcas que sentem que vão perder o seu lugar de pousio.

A DESIDEOLOGIA É A NOVA IDEOLOGIA


Uma ideia muito divulgada pela direita, em especial quando está no poder, é que “não faz” política nem tem ideologia. Muitos ainda se lembram de uma afirmação do tempo de Cavaco segundo a qual no Governo trabalhava-se enquanto a oposição (naturalmente a esquerda), cá fora, fazia política. Também Salazar usava o mesmo truque, que é um total absurdo já que qualquer que seja o tipo de Governo em que país for, nele está sempre subjacente uma base ideológica por muito que os que a aplicam a queiram esconder.
Percebe-se que, actualmente, esta situação está a ter lugar em vários países do planeta onde a extrema-direita governa. O caso mais recente e conhecido é o do Brasil onde supostamente o regime de Bolsonaro quer fazer crer que é despido de qualquer ideologia. Não é caso único e, pela expansão que está a ter, leva-nos à conclusão que a nova ideologia é a desideologia, pelo menos no dizer dos que a implementam. Esta situação é tema do interessante artigo de opinião que veio à estampa no “Público” de hoje, assinado por Domingos Lopes.

A ideologia que vai ganhando terreno por todo o mundo tem tanto medo das suas próprias ideias que as esconde, declarando-se vazia de ideias, assética.
Em suma, para esta desideologia, o que conta é o que cada um possui, pois todos podem ter o que quiserem, na base da nova doutrina liberal. Só os fracos, os que se excluem, os incapazes não alcançam o que pretendem.
As ideologias que se preocupam com a sociedade no seu conjunto são perniciosas. É preciso eliminá-las, tal como vêm proclamando Trump, Balsonaro, Orbán e outros tantos.
A saúde, a educação, a justiça têm de obedecer ao primado dos mercados e serem entregues a quem souber tirar lucro. O Estado é apenas uma grande empresa.
A beneficência dos poderosos, o seu deixar escorrer do topo da pirâmide para a base são a esmola que invocam, servindo-se dos Evangelhos.
O Estado mínimo é, por exemplo, no caso do Brasil, a atribuição aos cidadãos de umas quantas armas para que se possam defender. O cidadão é inimigo do cidadão, todos contra todos, ficando o Estado a intervir para proporcionar negócios aos que podem com o seu poder económico fazer o país andar.
Esta conceção ideológica passa também pela utilização da televisão para veicular doses cavalares de ingredientes de anestesia da consciência social, da pertença a uma profissão, a um território e até a uma identidade.
Para tanto o importante é absorver tudo que impeça de pensar o futuro em conjunto com os seus concidadãos. O que interessa é ingerir o que o rodeia, sem compreender a razão dos problemas.
Pela televisão entra tudo: fogos, desastres, corrupção, futebol, telenovela, noticiários, pesca, caça, touradas, o que for, sem ser preciso mergulhar no mundo podre circundante. Esse é o mundo das ideologias. O que conta é a realidade sem filtros, sem ideologias, dizem.
A televisão analisa o caso jurídico e dá a sua sentença; não perde tempo, como nos tribunais. Os tribunais buscam a verdade material, a televisão audiências e lucro.
Quando se diz que o “caso” até passou na televisão está claramente a assumir-se (consciente ou inconscientemente) que o que não passa na televisão, não existe.
Passa a desgraça das pedreiras de Borba, dos fogos, os meninos encerrados numa gruta da Tailândia, a queda de um avião e a explosão que o futebol proporciona.
Pode saber-se o que aconteceu à família de Ronaldo ou de Messi. Que interessam as desgraças do vizinho ou do companheiro de trabalho. Isso não releva. São os que têm uma “vidaça” que fazem inveja a qualquer um. Essas são vidas que passam na televisão.
É esta a ideologia que levou Trump a desfazer o pacote de saúde que nos EUA permitiam aos cidadãos fazerem seguros de saúde para acederem aos hospitais. Com Trump só entra no hospital quem puder. O Estado tem de ajudar os mais fortes, os que sabem dirigir a sociedade, tal como dirigem as suas companhias.
O melhor do Público no email
Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público.
Paradoxalmente os corifeus da desideologia prosseguem a sua campanha ideológica. Para que não se pense. Para que se absorva. Para que os cidadãos não passem de lorpas. Pensar é que nunca.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

FRASE DO DIA (1022)


Qualquer Brexit será doloroso, e muito mais porque a Comissão Europeia quer fazer da decisão dos britânicos um aviso para classificar qualquer tentativa de exercício democrático de outros Estados como aventureirismo.

REFLECTIR SOBRE A LEI DO MENOR ESFORÇO


A chamada “lei do menor esforço”, ainda que não tenha sido cientificamente comprovada tem uma real aplicação nas nossas vidas. E é natural que assim seja porque para o ser humano “qualquer coisa que custe menos esforço a fazer tem probabilidade de ser usada mais frequentemente do que algo que exija um esforço maior”, muitas vezes com a vantagem de se poupar tempo para outras actividades.
Aliás, a aplicação desta lei trouxe muitas vantagens para a humanidade permitindo significativos avanços na qualidade de vida das pessoas. Seria fastidioso enumerar os benefícios que a colocação em prática desta tendência natural do ser humano acarretou para o Homem mas todos os dias tiramos proveito dela.
De qualquer maneira, será que a lei do menor esforço tem apenas vantagens? O texto seguinte – parte de um artigo de opinião que David Rodrigues, Presidente da Pró-inclusão e Conselheiro Nacional de Educação assina no “Público” de hoje – vem demonstrar que nem sempre é assim e dá três exemplos em situações determinantes, como a “aquisição de conhecimentos”, “consumo” e “sociedade”.
Trata-se de uma reflexão cuja leitura merece uma observação atenta na actual situação em que a humanidade vive.

É notável a forma como aderimos e nos adaptamos ao menor esforço. Depois de termos experimentado como se pode fazer uma dada tarefa com um esforço menor, ou de forma automatizada, sempre nos parece penoso e difícil retomar a forma “manual” – e subitamente vista como mais complexa – de executar essa tarefa. Parece que para além de estarmos predispostos para a “lei do menor esforço”, estamos sistematicamente a ser convencidos dos benefícios que este menor esforço trará à nossa vida, nomeadamente quando nos liberta do trabalho para “as coisas importantes”.
Mas será que toda esta poupança de energia, de tempo e trabalho, esta automatização de procedimentos que antes tinham que ser pensados e pilotados, é sempre positiva? Talvez não e procurarei ilustrar com três exemplos:
Quais serão as consequências do “menor esforço” na aquisição de conhecimentos? Este é um tema particularmente sensível no campo da Educação, onde se defrontam conceções muito diferentes sobre a forma como se adquirem conhecimentos. Uma, mais tradicional, defendendo o estudo, a leitura, o aprofundamento e a imprescindibilidade do comprometimento e motivação pessoal; outra que promove o conhecimento mais rápido e superficial, de “copy-paste” de sites da internet, um conhecimento feito de resumos que “contam a história”, “o que interessa”, de um romance em meia folha de A4. Estas duas perspetivas continuam a procurar supremacia e são, talvez, uma das questões que mais afeta a opinião que os alunos têm da escola e a que os professores têm dos alunos. O certo é que o conhecimento – nomeadamente através das plataformas digitais – permite um acesso muito mais simples, muito mais imediato e diversificado do que as plataformas que muitos dos professores usaram e que continuam a considerar como as mais confiáveis e seguras.
No consumo verificamos também o quanto poderá ser prejudicial a perspetiva do “menor esforço”. Tudo no mercado está pensado e planeado para seduzir o consumidor através da simplicidade. “Abertura fácil”, “preparação instantânea”, “pronto a usar”, são slogans omnipresentes. Mas o certo é que este esforço de tornar sedutor e imediato o consumo, isto é, de ser consumido segundo a lei do menor esforço, pode trazer prejuízos ao esconder as verdadeiras características do produto, e ainda a hipertrofiar o seu aspeto em detrimento da sua racionalidade e sustentabilidade. O que se adquire de mais rápido é frequentemente o que não é uma compra razoável e sustentável.
O “menor esforço” na sociedade é igualmente um assunto preocupante. As formas simples de resolver as questões sociais são as que têm mais procura para resolver problemas complexos da sociedade. Um exemplo: o movimento de extrema-direita Vox, que recentemente obteve uma votação na Andaluzia que lhe permitiu chegar ao governo da região autónoma, defende que a educação seja separada por sexos tal como existia há muitos anos: escolas para rapazes e escolas para raparigas. Esta ideia persegue o “menor esforço” através da procura da homogeneidade. Trata-se de “menor esforço” porque, se conseguíssemos grupos completamente homogéneos, isso permitiria ensiná-los economizando o esforço de personalizar e diferenciar a aprendizagem e o ensino. E, assim, esta primeira divisão entre rapazes e raparigas prenuncia outras divisões talvez de alunos com deficiência e sem deficiência, de alunos com credos religiosos diferentes, talvez mesmo escolas diferentes para alunos que mostrem capacidades e competências diferentes. Ao abdicar de uma perspetiva inclusiva, estes movimentos ideológicos procuram a perfeição à sua maneira – seguindo a lei do “menor esforço”.
O melhor do Público no email
Subscreva gratuitamente as newsletters e receba o melhor da actualidade e os trabalhos mais profundos do Público.
Quando acabamos de comemorar os 70 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, caberia lembrar que a Educação “deve promover a amizade entre todos” (art. 26.º) e, assim, estas ideias de “menor esforço” e de “decisão óbvia e pragmática” podem esconder – por ignorância real ou premeditada – o menosprezo da complexidade que os fenómenos humanos têm por inerência. Encolher o esforço pode levar também a um encolhimento dos Direitos, na medida em que só consigo menos esforço de amputar a compreensão da realidade de aspetos essenciais.
Mais populares
É que os Direitos Humanos, o conhecimento, a Educação, a sustentabilidade, dão trabalho e qualquer “menor esforço” é certamente um convite ao retrocesso e ao desrespeito dos valores que mais devemos prezar para sermos uma sociedade humana. Humana para todos.

AHMAD ABU MARAHIL ATIRADO PARA UMA CADEIRA DE RODAS



Ahmad Abu Marahil é um dos melhores praticantes de boxe em Gaza. As forças de ocupação de Israel feriram-no três vezes durante os protestos da Grande Marcha do Regresso, obrigando-o a usar uma cadeira de rodas.
Mais Aqui

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

FRASE DO DIA (1021)


Está na altura de dar lugar à clareza: ou brexiteers convictos ou quem, depois de ouvir a vontade do povo, queira bater-se por uma Europa muito diferente.

CATARINA MARTINS ENTREVISTADA PELO "OBSERVADOR"




A falta de "olhar" de Costa, as divergências com Centeno, a relação com o PCP, o uso dos professores para "travar o resto da função pública" foram temas abordados por Catarina Martins.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

PELA DESCRIMINALIZAÇÃO DO CONSUMO DE CANNABIS PARA FINS RECREATIVOS



Contra ventos e marés, a descriminalização do consumo de droga (levada a cabo em Portugal, há cerca de 20 anos) foi, como o decorrer do tempo está a mostrar, uma decisão política corajosa e de um comprovado benefício para a sociedade uma vez que todas as medidas até aí implementadas, que tinham por base a repressão, não resultaram de todo. Desde a União Europeia aos Estados Unidos, há um reconhecimento unânime do sucesso do “modelo português” no combate à toxicodependência.
Pretende-se agora dar mais um passo nesta área com a legalização do consumo recreativo de cannabis e, para esse efeito, o Parlamento vai discutir uma proposta do Bloco de Esquerda a 17 de Janeiro.
É claro que uma proposta deste tipo faz, como sempre em situações idênticas, despoletar a reacção das forças mais obscurantistas da sociedade. Lembremo-nos, por exemplo, do que aconteceu em relação à descriminalização do aborto que não trouxe qualquer das catástrofes que a direita anunciava antes pelo contrário, melhorou significativamente a saúde pública e deixou de mandar para a prisão as mulheres que interrompiam voluntariamente a gravidez.
O texto seguinte é a transcrição de um artigo de opinião do médico Bruno Maia que toma posição no “Público” de hoje em relação à legalização do consumo recreativo de cannabis e critica fortemente aqueles que, com fraca argumentação se lhe opõem.

Portugal é um país pioneiro e um exemplo para o resto do mundo. Não ouvimos esta afirmação com muita frequência mas ela é repetida à escala global quando discutimos a temática “drogas”. A descriminalização do ano 2000 é um sucesso. Não o é porque há quem assim o diga. É-o porque a lei de 2000 permitiu implementar uma série de programas que resultaram na queda abrupta do consumo de heroína e da mortalidade associada à toxicodependência.
Mas já passaram 20 anos e o mundo avançou na discussão. Hoje, múltiplas experiências têm demonstrado que a legalização do consumo da cannabis pode ser benéfica em termos de saúde pública. Não são necessários dados para chegar a essa conclusão, basta pensar que onde a droga é proibida, ela distribui-se pelo mercado negro, não é sujeita a qualquer controlo e é frequentemente adulterada. Por contraste, nos estados que a legalizaram, a cannabis é sujeita a controlo de qualidade e é possível estudar padrões de consumo, verificar efeitos na saúde das comunidades e dirigir programas de prevenção e redução de riscos devidamente fundamentados.
No entanto, a Associação de Médicos Católicos decidiu intrometer-se neste debate e fê-lo da pior maneira: mentindo! Segundo os médicos católicos, a legalização da cannabis “irá seguramente levar a um aumento do número de pessoas que consomem esta droga”. Isto não podia estar mais longe da verdade. Várias experiências recentes de legalização do consumo da cannabis não aumentaram o seu consumo. E estes são dados publicados e devidamente verificados. Isso mesmo admite Hall et al. na revista da Sociedade Americana de Farmacologia Clínica: “Até à data, estas políticas [de legalização] não aumentaram o consumo da cannabis ou os danos relacionados com este”; Wilkinson et al. na revista “Annual review of medicine” alertam para o facto de que as taxas elevadas de consumo de cannabis em Estados Americanos que legalizaram a substância “já exisitam antes da legalização”; num estudo comparativo no Estado do Colorado, Brooks-Russell et al. chegaram à conclusão que não existe qualquer impacto da “introdução de cannabis legalizada para consumo recreativo, no consumo por adolescentes”.
É curioso que perante o enorme problema de saúde pública que é o consumo de álcool que temos no nosso país e que todos os anos mata dezenas de milhar, os médicos católicos achem legítimo beber vinho tinto na missa de domingo em frente a crianças mas queiram continuar a proibir uma substância que em Portugal nunca matou ninguém.
Sabemos que esta discussão é sobre liberdades individuais e politicas de saúde. Sobre liberdade a questão é simples: porque tenho eu, enquanto adulto, liberdade para consumir álcool, tabaco e açúcar, compra-los na loja de esquina aqui no bairro, viver num país em que a sua produção e comércio é regulamentado e não tenho a mesma liberdade em relação à cannabis? Sobre saúde pública convém olhar para os dados objetivos das experiências que já existem, para a experiência que já temos e, sobretudo, não mentir em meios de comunicação social.
A associação de Médicos Católicos mente, por preconceito religioso e moralismo faccioso. Isso não ajuda debate nenhum. E não esquecemos também que estas são as mesmas pessoas que em 2007 afirmavam a pés juntos que a legalização da interrupção voluntária da gravidez ia resultar num aumento do número de abortos. Não resultou, o número de abortos diminuiu 15% desde a sua legalização e Portugal tem hoje das mais baixas taxas europeias de aborto por cada nascimento, por contraste a ter uma lei que colocava mulheres na prisão e as matava com complicações do aborto clandestino.

FRASE DO DIA (1020)


Para um Governo que, se voltar a enveredar pelo caminho tradicional do PS, será mais frágil em período mais difícil, este alívio dado por um ano de descalabro do PSD e, depois, pela sua derrota e mais algum tempo de confusão, é o mais saboroso dos presentes.

ISRAEL DESTRÓI COLHEITAS PALESTINIANAS EM GAZA



Israel acusado de destruir colheitas palestinianas pulverizando pesticidas ao longo da fronteira de Gaza.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

FRASE DO DIA (1019)


[Trump] é um feroz intérprete da retórica populista e do discurso demagógico que caracterizam a idade democrática nesta era das massas, e numa sociedade de comunicação dominada pela televisão.
Alfredo Barroso, jornal i (recomenda-se vivamente a leitura integral do texto)