sábado, 6 de maio de 2023

MAIS CITAÇÕES (231)

 
Com o agravar da crise climática, estas empresas [de combustíveis fósseis] deverão responder perante um tribunal internacional pelos seus avassaladores crimes contra o conjunto da Humanidade.

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As empresas fósseis, como é do conhecimento geral, são as principais responsáveis pela crise climática, pelos sucessivos recordes de temperatura que estão a ser batidos durante as últimas décadas por todo o mundo. 

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Estas empresas sabiam da existência deste efeito há pelo menos cinco décadas.

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Desde então, investiram massivamente não só na sua atividade como na criação de dúvidas acerca da crise climática, escolhendo esconder e desacreditar aquilo que conheciam.

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Não existem quaisquer dúvidas: já morrem milhões de pessoas todos os anos por causa da crise climática. 

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As perdas de colheitas, fome e escassez nutricional, a falta de água e de água potável, a exposição de longa duração a temperaturas elevadas (…) já matam centenas de milhares todos os anos.

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Das pessoas que todos os anos são forçadas a sair das suas casas e terras depois das mesmas serem devastadas pela crise climática, (…) quantos milhares não morrem?

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Apesar da cumplicidade de outros mecanismos de violência, a responsabilidade pela morte destas pessoas pode e deve ser atribuída às administrações atuais e passadas das empresas petrolíferas e que promovem o uso de combustíveis fósseis.

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Existem seguramente mais cúmplices, numa economia propositadamente viciada em combustíveis fósseis, mas entre os mais responsáveis estão os sucessivos governos.

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[Estes crimes] estão a acontecer todos os dias à frente dos nossos olhos, muitas vezes pagos e subsidiados com o dinheiro dos nossos impostos.

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 No próximo dia 13 de maio, o movimento pela justiça climática vai parar essa infraestrutura [Porto de Gás Natural Liquefeito de Sines, da REN] e o crime do gás em Portugal.

João Camargo, “Expresso” online


Há semanas que Marcelo se entrega a um jogo perigoso e irresponsável.

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Foi flirtando a crise política, exibindo a ameaça de dissolução, sem qualquer argumento constitucional ou alternativa política.

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Foi, numa absurda incontinência, fazendo cálculos políticos e eleitorais em público.

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E foi fragilizando um Governo que, apesar da sua maioria absoluta, vive as consequências de ter sido transformado num ringue para putativos sucessores.

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Um Presidente que passa semanas a falar de dissolução (…), faz saber nos jornais que quer o ministro na rua tem de estar mesmo disponível para dissolver. 

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A questão relevante nem são as notas da reunião entre o grupo parlamentar do PS e a CEO da TAP.

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Não tivesse o gabinete do Ministério levado tudo para a comunicação social e seria um mero desentendimento interno.

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Há coisas mais importantes, como a utilização do SIS.

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Mais tarde se verá se foi legal, mas dificilmente foi proporcional perante documentos classificados a pedido do próprio adjunto e que ele conhecia tão bem. 

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O mais relevante é a gestão de uma crise num gabinete, transformada numa crise política nacional. 

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Em vez de resolver o problema dentro de portas, passaram dias a atirar tudo para a ventoinha.

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[A carta de demissão de Galamba] era uma encenação que o próprio primeiro-ministro não queria disfarçada.

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Enfrentar a elite mediática servia para arregimentar as tropas e quem espera um líder forte. Resultou.

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João Galamba só não cai porque este caso encostou o pescoço de Costa ao cutelo de Marcelo e o primeiro-ministro aproveitou o insuportável incómodo para se libertar. 

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Costa fez com Marcelo, que tende a subvalorizar a inteligência dos seus oponentes, o que já fizera com o BE e o PCP: o tudo ou nada. 

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Jogada brilhante, disseram [do lado da elite mediática]. 

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Brilhante é resolver os problemas das pessoas.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

Soa de algum modo absurdo celebrar um dia nacional do ar e um dia internacional do ruído como aconteceu em abril.

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A má qualidade do ar tem sido denunciada como estando na origem de um número assustador de doenças (…) e até de mortes prematuras (em Portugal 6 mil por ano).

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Tudo concorre no ar que respiramos, sobretudo nas cidades, para um grave problema de saúde pública.

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Na UE, o alarme soou há muitos anos e foram impostas normas sobre a qualidade do ar.

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Conseguimos não resolver o problema de forma gradual e sistemática e torná-lo politicamente cada vez mais difícil de solucionar.

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Por outro lado, o problema do ruí­do parece sempre passageiro e fica sempre permanente.

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O ruído [dos aviões] não só interfere com a vida e o trabalho na cidade [de Lisboa] (…) como também acaba por atingir a saúde.

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O ruído é algo a que a sua vítima não pode escapar.

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Fazê-lo não pode ser a irresponsabilidade ou a agressão impune que continua a ser.

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[O aeroporto da Portela] é uma causa maior do elevado nível de ruído em que a vida da cidade decorre.

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A principal causa de ambas [qualidade do ar e ruído] vai dar ao irracio­nal sistema de mobilidade e aos veículos em circulação que o suportam.

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Os vícios crónicos [do ordenamento do território] colocaram as nossas cidades na dependência de um sistema de mobilidade rodoviária cujos escapes e ruído atingem diretamente a saúde de todos.

Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

 

Penso que o Governo é medíocre em muitas áreas e merecia uma remodelação a sério.

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O que se passou [o dia 2 de Maio de 2023, nas rádios e na televisão, e os dias subsequentes] nada tem que ver com o jornalismo e o efeito desse comportamento é tão devastador que já não se sabe o que é jornalismo.

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Isto é política, não é jornalismo e muito menos escrutínio. É certo que tal se passava num contínuo de comentadores e jornalistas, mas alguém viu a diferença? Nenhuma.

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Os painéis de comentário, com jornalistas e comentadores no dia 2, o dia crítico, e em menor grau nos dias seguintes, não tinham qualquer diversidade nem contraditório, a esmagadora maioria era de direita.

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Jornalistas e comentadores variavam entre uma de duas respostas. Uma é que de facto Costa “venceu”, na linguagem futebolística que, por ironia, deve muito a Marcelo comentador; outra a de que, após o “ralhete”, o Governo ficaria em prisão domiciliária.

Pacheco Pereira, “Público” (sem link)


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