segunda-feira, 30 de novembro de 2020

E SE UM EXÉRCITO OCUPASSE A TUA CIDADE?

 

A ocupação da Palestina não terminou. O que aconteceu é que passou para um segundo plano. Não me esqueço destas pessoas. Hoje e sempre solidariedade com o povo palestiniano. (Marisa Matias)

Aqui as mesmas imagens com legenda.


FRASE DO DIA (1494)

 
[A prioridade dos grupos a aplicar a vacina] é um caso evidente: decisões técnicas difíceis devem ser tomadas por quem está menos exposto à pressão. 

Daniel Oliveira, “Expresso” Diário

 

CONCENTRAÇÃO DA RIQUEZA

 

1% das explorações agrícolas administram 70% das terras a nível mundial - 10% da população obtém 60% da riqueza gerada pelas terras agrícolas

A desigualdade no mundo rural e o uso de terras agrícolas estão a aumentar na maioria dos países do mundo. Um estudo da International Land Coalition (ILC) publicado ontem 24 de novembro, indica que 1% das explorações agrícolas - as de maior dimensão - administram 70% das terras a nível mundial.

Estas explorações “formam o núcleo de produção do sistema alimentar corporativo. A menos que haja uma intervenção política substancial, dadas as tendências nos sistemas agrícolas e alimentares, a consolidação de terras inevitavelmente aumentará ainda mais”.

A nível global 50% dos residentes em terras rurais controlam apenas 3% do valor da terra

O relatório da ILC, publicado com colaboração da Oxfam, refere que os dados mais recentes indicam que a desigualdade no uso da terra globalmente aumentou em 41 % em comparação com o que se acreditava até agora.

As consequências do aumento da desigualdade agrícola são alarmantes - Segundo o relatório do ILC, cerca de 10% da população rural obtém 60% da riqueza gerada por terras agrícolas, enquanto 50% dos residentes em áreas rurais controlam apenas 3% do valor da terra.


REVOLTA EM FRANÇA CONTRA A LEI DE SEGURANÇA GLOBAL

 

Manifestações em toda a França contra a lei de segurança global, que vai proibir a divulgação de imagens da policia.

Onda de revolta em Paris. Resumo do que aconteceu este sábado na marcha das liberdades, contra a lei de segurança global.


"OS ESTADOS UNIDOS SÃO O ÚNICO PAÍS INDUSTRIALIZADO QUE TEM A ESCRAVATURA COMO BASE"

 
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domingo, 29 de novembro de 2020

MARISA MATIAS E JOSÉ SOEIRO VISITARAM O JOAQUIM, EX-CUIDADOR INFORMAL

 

A Marisa conheceu o Joaquim Ribeiro, ex-cuidador informal, no início de 2016, quando ele ligou para o Fórum TSF em que ela participava. Ficaram amigos. quando a Marisa participou no Programa da Júlia, o Joaquim surpreendeu-a. Agora foi a vez da Marisa Matias e do José Soeiro o surpreenderem a ele. (Esquerda net)


MAIS CITAÇÕES (89)

 
Condição de Costa: só se mexe no [OE 2021 o] que for provisório, o que for estrutural é recusado.

(…)

Vale a pena perguntarmo-nos sobre a vida que vem depois deste Orçamento de manta de retalhos.

(…)

O facto é que não haverá crise política neste inverno.

(…)

O Governo preparará uma crise no fim de 2021, logo depois das autárquicas, se o puder fazer. Não é defeito, é feitio.

(…)

A vítima colateral [da ‘cheguificação’ da direita] é o PS, que, sempre longe da maioria absoluta, só poderá governar se fizer um acordo com a esquerda. 

(…)

Na verdade, o PS não cedeu agora em nenhuma das propostas essenciais da esquerda, mas já admite que terá de as negociar. 

(…)

O desemprego e a falta de médicos vão ser cruéis para este tabu em cada dia de 2021, e não vejo como o PS governará no futuro se não abdicar dele.

(…)

Diz a Comissão [Europeia] que só há três países — Portugal, Bélgica e Finlândia — cujo Orçamento para 2021, retirando as medidas provisórias, opera um “impulso negativo” ou uma contração.

(…)

O Orçamento não precisava de uma panóplia de promessas, exigia soluções para a saúde e garantias de que não somos atropelados pelo desemprego. 

(…)

Se o Governo ou os partidos não percebem que a covid é um novo mundo, é melhor que olhem para as urgências dos hospitais e percebam onde não têm o direito de falhar.

Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

 

Os últimos dias deixaram o Governo de gatas, com um Orçamento nas mãos que não quis e de que discorda. 

(…)

Costa já não é o hábil da política, é o lábil do Parlamento. 

(…)

Costa não perdeu o juízo, perdeu a força.

Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

 

Há um risco de termos um surto de abstenção, o que diminui objetivamente a legitimidade dos eleitos. 

(…)

Agora que faltam curtos 60 dias para as eleições, está o Parlamento a trabalhar em alternativas para alargar os mecanismos de participação?

(…)

Se não houver discussão e transparência agora, as presidenciais correrão riscos.

Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

 

Os limites definidos para o estado de emergência foram pensados para momentos de... emergência.

(…)

Em vez de debater o congresso com os comunistas, o PSD quis debater a sua proibição com o governo.

(…)

Ao manter o seu congresso, o PCP afastou-se dos sentimentos populares. Já quem o quis proibir, afastou-se dos valores democráticos.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

O PCP devia desde o primeiro minuto ser prudente e adiar o congresso

(…)

À cabeça, não havia nenhuma razão para não o fazer, porque ninguém estava a querer coarctar a liberdade do PCP como partido político.

(…)

Se o PCP o podia ter feito há meses, agora já não o pode fazer, porque se meteu num beco sem saída que o levou a um erro político e a uma ofensiva que, agora sim, é contra o PCP e a sua liberdade política.

(…)

Agora o PCP tornou-se um “filho” num reino de “enteados”, ou seja, passa para a opinião pública a ideia de que quer usufruir de regalias e privilégios que os “outros” não podem ter no estado de excepção.

(…)

Para o PCP, ter-se deixado encurralar nesta imagem é meio caminho andado para ajudar a engrossar a tribo do Chega, associando o partido aos privilégios dos “políticos”.

(…)

O PCP ajuda assim uma campanha antidemocrática de demonização dos “políticos” cujas consequências vão depois cair em cima de todos.

(…)

O PCP tem razão na denúncia da duplicidade, mas escusava de se pôr a jeito.

Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

 

Do atentado de Timothy McVeigh em Oklahoma, em 1995, que fez 168 mortos, até ao ataque de Breivik, a média anual foram 6,5 incidentes relacionados com a extrema-direita.

(…)

Chegamos ao fim desta década com quase três vezes mais ataques terroristas no Ocidente levados a cabo por neonazis e afins (17,2%) que por jihadistas (6,8%).

(…)

A extrema-direita é muito mais letal, até pela sua infiltração nas forças armadas e nas forças policiais. Os ataques de extrema-direita cresceram 320% nos últimos cinco anos: com 58 ataques e 77 mortos por ano de média.

(…)

60% dos atentados de extrema-direita são cometidos por lobos solitários, indivíduos não relacionados com qualquer grupo.

(…)

O radicalismo racista e xenófobo está a atrair gente cada vez mais jovem no Reino Unido.

António Rodrigues, “Público” (sem link)

 

As origens de Maradona não são apenas humildes, são o resultado da pobreza óbvia, não de um povo, mas um continente inteiro.

João André Costa, “Público” (sem link)


PS VOTOU CONTRA TODAS AS PROPOSTAS DO BLOCO

 

Por que é que o Bloco decidiu manter o voto contra o OE 2021?

Portugal foi um dos países da União Europeia que menos investiu em percentagem do PIB na resposta à crise pandémica e essa falta de resposta agrava-se com o Orçamento do Estado para 2021 proposto pelo governo.

O Bloco de Esquerda empenhou-se na negociação do OE 2021 durante vários meses, mas o Governo minoritário do PS manteve uma postura intransigente em matérias centrais, insistindo numa resposta de mínimos que é desajustada às circunstâncias de crise pandémica, económica e social que o país atravessa. Um orçamento de continuidade não responde a uma situação excecional. Por isso mesmo, o Bloco de Esquerda votou contra a proposta de OE 2021 na generalidade.

No entanto, o Bloco não deixou de propor alterações ao OE 2021. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou apenas 12 propostas de alteração ao Orçamento, medidas centrais no processo negocial iniciado em Julho de 2020 e estruturais na resposta à crise: proteger o emprego; apoiar quem perdeu salários e rendimento e combater a pobreza; reforçar o Serviço Nacional de Saúde; O PS apoiou-se na direita para rejeitar 11 das 12 propostas, sem que em paralelo tivessem sido aprovadas outras propostas que garantam uma resposta robusta à crise. A proposta de travão às injeções no Novo Banco passou, apesar dos votos contra do PS e da IL.

O processo parlamentar não melhorou a proposta de Orçamento em termos que permitiam ao Bloco a sua viabilização. Assim, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda decidiu manter, na votação final global, o voto contra a proposta de Orçamento do Estado para 2021.


29 NOV: DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DA PALESTINA

 

No Dia Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina, o MPPM divulga, através do seu Vice-Presidente Carlos Almeida, uma mensagem de solidariedade mas também de alerta para as ameaças aso direitos do povo palestino. Veja a mensagem Aqui


VENTURA É UM OPORTUNISTA DESCARADO

 

O oportunismo de André Ventura em 3 lições: o caso da suspensão da transferência de 476 milhões do Fundo de Resolução para o Novo Banco até ser conhecida a auditoria do Tribunal de Contas.

1) 23h00 de quarta-feira, Ventura vota contra;

2) 12:45 de quinta-feira, Ventura abstém-se;

3) 12:47 de quinta-feira, Ventura vota a favor.


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sábado, 28 de novembro de 2020

TODAS AS OPORTUNIDADES SÃO BOAS PARA DENUNCIAR A VIOLÊNCIA SOBRE AS MULHERES

 
Via Bernardino Guia

CITAÇÕES

 
É, pois, uma questão de bom senso e responsabilidade impedir que mais 478 milhões caiam no Novo Banco sem se apurar os eventuais abusos da Lone Star. 

(…)

Quem defendeu que não podia haver novas transferências sem auditoria, pretendia agora dispensar a análise do Tribunal de Contas antes de garantir uma nova injeção?

(…)

Mas o ponto já é outro: a Lone Star não tem obrigações para cumprir?

(…)

[A dramatização ensaiada pelo PS] não deixa de colocar os socialistas no papel de porta-vozes dos interesses do fundo abutre.

(…)

É no momento de fechar as contas que se decide a injeção e, até lá, o Novo Banco tem que provar que não está a abusar do contrato.

(…)

Quando, em 2019, o PS recusou fazer um acordo com a Esquerda, tomou a decisão de navegar à vista, como se tivesse uma maioria absoluta.

José Soeiro, “Expresso” Diário

 

Para os bloquistas, nem mais um euro para o sorvedouro do Novo Banco, sem que primeiro se faça uma auditoria séria a um buraco negro que já custou 4,9 mil milhões de euros para o BES e 3 mil milhões de euros para a Lone Star.

(…)

Um escândalo a céu aberto, coberto pelos bolsos dos contribuintes, sem explicações, sem razoabilidade, sem escrutínio.

(…)

A teoria da irresponsabilidade e do fatalismo perante o jugo das instituições europeias, esconde um enorme desejo de fazer de conta.

(…)

Para além dos contratos firmados, está em causa uma gestão potencialmente ruinosa que ninguém explica e que, não fosse agora travada, seguiria inevitavelmente a sua marcha.

(…)

O enorme drama e a imensa farsa é que a aprovação desta medida se faça com a total descredibilização de alguns políticos que não se cansam de querer dar "banhos de ética" ou clamar por "vergonha" perante tudo o que mexe.

(…)

André Ventura conseguiu o recorde, digno de registo, de mudar o seu sentido de voto por três vezes em apenas 12 horas.

Miguel Guedes, JN

 

Em Portugal, o tempo passa e, até agora, para além de medidas pontuais de mitigação de situações mais delicadas, não surgem políticas de alcance estratégico.

(…)

O nosso país, como outros "periféricos", já estava depauperado pelo austeritarismo da última crise. 

(…)

As pessoas estão cada vez mais aprisionadas e atrofiadas nos seus projetos de vida face à persistência de medos.

(…)

O Partido Socialista e o Governo não mostram vontade de pensar e agir para além dos condicionamentos impostos pela UE, por mais que o cenário europeu se vá esboroando.

(…)

Os partidos à sua Esquerda, em condições diferenciadas, surgem presos entre o assumir de compromissos amplos que impeçam o assalto da Direita ao poder, e terem programas consistentes em que o povo se reveja e em torno dos quais se mobilize.

(…)

O tempo que aí vem perspetiva mais desemprego e reforço das condições para a imposição unilateral (pelo poder patronal) de relações de trabalho.

(…)

Temos, sem dúvida, de lidar com urgências, situações de emergência e de exceção, mas não se permita que elas se tornem num dramático novo normal.

Carvalho da Silva, JN

 

[O contrato de venda do Novo Banco à Lone Star] foi elaborado por Sérgio Monteiro, do PSD, assinado pelo governador do Banco de Portugal e pelo Governo – o Bloco de Esquerda disse que o contrato era mau e apresentou alternativas a esta venda ruinosa, mas o PS não quis saber.

(…)

Ao longo do tempo, em particular no último ano, foram sendo publicadas notícias que colocavam suspeitas, legítimas, sobre a forma como o dinheiro público tem sido gerido no Novo Banco.

(…)

Havendo estas dúvidas sobre se a Lone Star está a cumprir as obrigações contratuais, faz sentido que o Estado pague sem saber porque o faz, se é legítimo ou não?

(…)

Estranho quem acha que o Estado só tem deveres, enquanto os privados que negoceiam com o Estado só têm direitos.

(…)

É aqui que entra a auditoria que o Bloco de Esquerda tem exigido e a grande divergência com o Governo: nós achamos que se deve investigar antes de pagar, enquanto o Governo quer pagar e só depois avaliar o resultado da auditoria.

(…)

Nessa altura [Março de 2021] se verificará a dimensão da injeção de capital que o Novo Banco reivindicará, se é mais ou menos do que os 476 milhões que discutem nesta fase.

(…)

Um Estado de bem é aquele que defende o dinheiro público e não se deixa roubar.

(…)

[André Ventura] fez a tripla [votou contra, absteve-se e votou a favor] de quem não tem espinha dorsal, não quer afrontar os poderes do sistema financeiro nem ficar fora de nenhuma fotografia que ache apetecível.

Pedro Filipe Soares, “Público” (sem link)

 

Agora o PCP [ao realizar o congresso] tornou-se um “filho” num reino de “enteados”, ou seja, passa para a opinião pública a ideia de que quer usufruir de regalias e privilégios que os “outros” não podem ter no estado de excepção.

Pacheco Pereira, “Público” (sem link)


A APROVAÇÃO DA PROPOSTA DO BE PARA O NOVO BANCO

 

PS diz que foi lançada a bomba atómica na aprovação da proposta do BE para o Novo Banco, Mariana Mortágua (BE) responde.


AMBIENTE: ATÉ AGORA SÓ SE TEM PERDIDO TEMPO

 
Francisco Louçã, "Expresso" Economia

UM ORÇAMENTO DE CONTINUIDADE NÃO RESPONDE A UMA SITUAÇÃO EXCECIONAL

 

Portugal foi um dos países da União Europeia que menos investiu em percentagem do PIB na resposta à crise pandémica e essa falta de resposta agrava-se com o Orçamento do Estado para 2021 proposto pelo governo.

O Bloco de Esquerda empenhou-se na negociação do OE 2021 durante vários meses, mas o Governo minoritário do PS manteve uma postura intransigente em matérias centrais, insistindo numa resposta de mínimos que é desajustada às circunstâncias de crise pandémica, económica e social que o país atravessa. Um orçamento de continuidade não responde a uma situação excecional. Por isso mesmo, o Bloco de Esquerda votou contra a proposta de OE 2021 na generalidade.

No entanto, o Bloco não deixou de propor alterações ao OE 2021. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou apenas 12 propostas de alteração ao Orçamento, medidas centrais no processo negocial iniciado em Julho de 2020 e estruturais na resposta à crise: proteger o emprego; apoiar quem perdeu salários e rendimento e combater a pobreza; reforçar o Serviço Nacional de Saúde.

O PS apoiou-se na direita para rejeitar 11 das 12 propostas sem que, em paralelo, tivessem sido aprovadas outras propostas que garantam uma resposta robusta à crise. A proposta de travão às injeções no Novo Banco passou, apesar dos votos contra do Partido Socialista e da Inciativa Liberal.

O processo parlamentar não melhorou a proposta de Orçamento em termos que permitiam ao Bloco a sua viabilização. Assim, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda decidiu manter, na votação final global, o voto contra a proposta de Orçamento do Estado para 2021. (Catarina Martins)


200 ANOS DE ENGELS

 

O revolucionário alemão Friedrich Engels nasceu a 28 de novembro de 1820 em Barmen e viveu até aos 74 anos (5 de Agosto de 1895, Londres).

Dirigente destacado da Liga Comunista e da Associação Internacional dos Trabalhadores, o seu nome surge sempre associado ao seu amigo e camarada de luta Karl Marx. No entanto, além de co-autor, com Marx, de obras como o Manifesto do Partido Comunista (1848) e de editor do livro 2 de O Capital de Marx, Engels foi também um pensador original cujo contributo foi fundamental para o par de fundadores do Socialismo moderno. (Via Esquerda Alternativa)


sexta-feira, 27 de novembro de 2020

A UBERIZAÇÃO DO TRABALHO

 
Tal como os antigos escravos, "ele" não tem quaisquer direitos, apenas obrigações...

PROVEDORA DE JUSTIÇA EUROPEIA DEU RAZÃO A MARISA MATIAS SOBRE O CONFLITO DE INTERESSES ENTRE COMISSÃO EUROPEIA E GESTORA DE FUNDOS

 

A Provedora de Justiça Europeia concluiu que há um claro conflito de interesses na contratação da BlackRock pela Comissão Europeia, em resposta a uma queixa apresentada pela Marisa Matias e por mim. Um exemplo claro da forma como a Comissão Europeia utiliza o dinheiro dos contribuintes contra os interesses dos próprios cidadãos e das cidadãs da União Europeia. (José Gusmão)

Podem saber mais no episódio desta semana do "Lado A Lado".


FRASE DO DIA (1493)

 
Foi António Costa quem afirmou no parlamento, em maio, que não entraria mais dinheiro no Novo Banco sem uma auditoria que permitisse conhecermos as contas e os prováveis abusos da Lone Star, o fundo abutre que detém a maioria do banco.

José Soeiro, “Expresso” Diário


MARIANA MORTÁGUA SOBRE AUDITORIA À GESTÃO DO NOVO BANCO

 

"É uma medida de transparência, de rigor, uma medida que permite ao parlamento poder ter algum controlo sobre as contas no Novo Banco." Mariana Mortágua explica que a proposta do Bloco não desrespeita nenhum contrato e realça a necessidade da realização de uma auditoria à gestão do Novo Banco.


A DANONE ANUNCIA DESPEDIMENTO DE 2000 TRABALHADORES EM TODO MUNDO PARA POUPAR 1000 MILHÕES DE EUROS

 

Em abril, a empresa distribuiu 1.500 milhões em dividendos aos acionistas.

Mais uma multinacional anuncia despedimentos depois de ter obtido lucros astronómicos e de ter distribuído milhões em dividendos por accionistas.

A gigante francesa Danone anunciou esta segunda-feira que vai eliminar até 2000 empregos em todo o mundo, na sequência de um plano de cortes “para se adaptar à nova situação criada pela pandemia de covid-19”

O CEO do grupo francês, Emmanuel Faber, destacou que a Danone, conhecida pelos produtos lácteos e que está presente em vários países entre os quais Portugal, pretende poupar mil milhões de euros nos próximos três anos, pelo que vai remodelar a sua organização afectando directamente cerca de 2000 mil famílias.

Os sindicatos franceses já se vieram manifestar contra o despedimento, lembrando que a Danone, empresa que se diz comprometida socialmente, beneficiou-se amplamente de auxílios estatais durante o segundo confinamento.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

"A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NÃO PODE SER NORMALIZADA"

 

Ontem, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, várias associações reuniram-se no Rossio para protestar pelo fim da violência contra as mulheres. Sandra Cunha, deputada do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, exige o fim da violência machista.


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA É CRIME

 

Todos os dias se deve lutar pela eliminação da violência contra as mulheres.


SEM SOLIDARIEDADE, O QUE RESTA DO PROJETO EUROPEU?

 

Estamos a viver momentos difíceis e do orçamento europeu teima em não sair um acordo. Depois da chantagem dos “frugais” veio a chantagem da Hungria e da Polónia. É o projecto europeu a esfumar-se... (Marisa Matias)


FRASE DO DIA (1492)

 
Ouvir membros do governo falarem como se fossem porta-vozes da Lone Star, afirmando que o contrato está a ser incumprido só porque não foi autorizada em novembro, e até haver auditoria competente, um pagamento aprazado para daqui a seis meses, só permite uma constatação triste de como se degradou o sentido da governação.

Francisco Louçã, Facebook


“DEBATE FOI ENTRE A RESPOSTA DE MÍNIMOS DO GOVERNO E A EXIGÊNCIA DA ESQUERDA”

 

No encerramento do debate na Especialidade do OE2021, Catarina Martins afirmou que este Orçamento “pertence a um outro tempo”, explicando que não responde à segunda vaga, ao emprego, à pobreza que aumenta e às fragilidades do SNS.

A coordenadora do Bloco lamentou que não tenha sido neste OE que se tenha conseguido um SNS com a capacidade suficiente e carreiras profissionais em exclusividade, uma proteção social baseada no emprego e no combate à pobreza, o fim das leis laborais da troika, garantindo que o Bloco não desistirá de apresentar medidas para responder à crise, aos trabalhadores, ao SNS e a quem ficou mais vulnerável devido à pandemia.


NOVO BANCO: PS, CH*GA E IL DE MÃOS DADAS…

 

Mesmo no final das votações da especialidade do orçamento, foi aprovada a proposta do Bloco que impede que injectem 476 milhões de euros no Novo Banco até serem conhecidas as conclusões da auditoria. Depois de todos os desmandos do Novo Banco que foram pagos pelos contribuintes isto é um mínimo dos mínimos.

Ao lado do PS, votaram contra esta proposta o Ch*ga e a IL.

Estamos conversados. (Marisa Matias)

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

MARISA MATIAS NESTE DIA PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

 

Em Portugal, entre 1 de janeiro e 15 de novembro deste ano foram assassinadas 30 mulheres, segundo dados do Observatório de Mulheres Assassinadas. Em 63% dos femicídios reportados havia violência prévia e em 40% havia ameaça de morte. Em 80% destes casos a violência era conhecida de outras pessoas.

Dia 25 de novembro, dia pela eliminação da violência contra as mulheres.

Obrigada a Todas por lutarem todos os dias. Vivas, Livre e Unidas, assim nos queremos! (Marisa Matias)


FRASE DO DIA (1491)

 
O papel dos políticos não é defender os negócios, é defender a economia que garante riqueza e bem-estar àqueles que os elegeram. 

Daniel Oliveira, “Expresso” Diário


"A ÚNICA SOLUÇÃO POSSÍVEL É A ELIMINAÇÃO DAS PORTAGENS"

 

O deputado João Vasconcelos acusou o governo PSD-CDS e o PS de terem desferido uma machadada no desenvolvimento das regiões do interior com a introdução de portagens nas antigas SCUT e criticou o PS "por não ter tido a coragem política de acabar com estas portagens que só servem para enriquecer as concessionárias privadas".

O deputado criticou o facto deste OE transferir milhões para essas vias, mas faltam verbas para investimento público, para as empresas, para as famílias e para responder à crise.


25 NOV. DIA INTERNACIONAL PELA ELIMINAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

 

DE ARRANJO EM ARRANJO ATÉ À AVARIA FINAL

 

Ainda não saímos da atual crise mas a Comissão já está a trabalhar na próxima. Enquanto as pessoas estão ocupadas com o combate à Covid-19, vários pacotes de desregulação financeira estão a ser aprovados discretamente. (José Gusmão)


terça-feira, 24 de novembro de 2020

MEDIDAS PARA O SNS QUE SÃO PRECISAS PARA AGORA E DEVERIAM ESTAR NO OE2021?

 

O deputado Moisés Ferreira lembrou que o último concurso para Médicos de Família ficou com 34% das vagas por ocupar, que desde o início da pandemia o SNS perdeu mais 800 médicos e que existem profissionais a trocar de área e até mesmo de país porque não encontram aqui uma carreira digna ou remunerações justas.

O deputado alerta para que “se nada for feito, a situação vai piorar” e que são urgentes medidas para atrair profissionais e valorizar carreiras, acusando o PS de não ter respostas para estes profissionais e se levantar com a direita para rejeitar as propostas do Bloco.

O deputado finalizou dizendo que não basta dizer que “depois da pandemia logo se vê” e que o SNS precisa de medidas, incentivos e carreiras dignas agora, apelando ao PS que não volte a juntar o seu voto à direita.