segunda-feira, 30 de março de 2020

É COM RESPONSABILIDADE E SOLIDARIEDADE QUE RESPONDEMOS À CRISE




Peço-vos 4 minutos de atenção, um pouco menos de 4 minutos.
A crise que estamos a viver precisa de uma resposta europeia que não está a ter; uma União Europeia incapaz, não nos serve.
Mas precisa também - e sobretudo - de um país solidário. Que somos.
Saibamos responder pelo emprego e pelo salário, proteger os mais vulneráveis, reforçar o Serviço Nacional de Saúde. Convocando todos: do apoio social à indústria, sem esquecer a banca.
Reconheçamos o enorme esforço de quem continua a trabalhar e garante os bens e os serviços essenciais. E saibamos protegê-los.
Sejamos gratos aos profissionais de saúde, a todo s todas sem exceção, e façamos a nossa parte para aliviar o seu fardo. Ficando em casa.
É com responsabilidade e solidariedade que respondemos à crise.
(Catarina Martins)
inua a trabalhar e garante os bens e os serviços essenciais. E saibamos protegê-los.
Sejamos gratos aos profissionais de saúde, a todos e todas sem exceção, e façamos a nossa parte para aliviar o seu fardo. Ficando em casa.
É com responsabilidade e solidariedade que respondemos à crise.

30 MARÇO DIA DA TERRA PELESTINA



FRASE DO DIA (1324)


[A UE] conseguiu fazer numa semana o que, na crise última financeira, demorou dois anos a fazer: mandar gastar e insultar quem gasta. Parabéns pelo cinismo simplex.

MONOLIS GLEZOS. MORREU O GREGO QUE TIROU A BANDEIRA NAZI DA ACRÓPOLE



Manolis Glezos é nome de gigante. Perdemo-lo hoje aos 97 anos. Lutou contra todas ocupações, em jovem contra os nazis e mais tarde contra a Ditadura dos Coronéis e a troika.
Foi sempre a encarnação da certeza de que só é derrotado quem desiste de lutar.
Manolis Glezos é considerado um herói nacional pela sua participação na resistência grega à ocupação nazi durante a 2ª Guerra Mundial. Ele também foi uma das mais ativas figuras públicas contra a Ditadura dos Coronéis. Ao todo passou mais de onze anos na prisão e mais quatro no exílio.

HOJE: CONFERÊNCIA DE IMPRENSA COM PEDRO FILIPE SOARES



Há dificuldades no som durante os dois primeiros minutos. 

Propostas do Bloco para responder á crise provocada pela pandemia
Entre outras medidas, propomos a injeção de capital nas micro e pequenas empresas que empregam 2 milhões e meio de portugueses, para permitir o pagamento dos salários dos meses de março e abril ou a inclusão dos sócios gerentes das empresas no universo de beneficiários do apoio extraordinário à manutenção de contrato de trabalho assim como a proibição dos despedimentos para todos os trabalhadores incluindo os precários.
Mas também propomos o impedimento de cortes de água, luz e gás, isenção de propinas, gratuitidade dos transportes públicos e suspensão do pagamento das compensações às concessionárias das autoestradas.
Na saúde insistimos na necessidade de reforçar o SNS através da requisição de profissionais, infraestruturas e materiais aos privados.
Continuamos a trabalhar para responder à crise sanitária protegendo a economia e defendendo o trabalho! (Sandra Cunha)

domingo, 29 de março de 2020

FÉRIAS DA PÁSCOA: APELO DESESPERADO DE MUITAS FAMÍLIAS



Catarina Martins faz eco do desespero de muitas famílias que não sabem onde deixar os filhos durante as férias (escolares) da Páscoa. Parece mentira que o Governo ainda não tenha arranjado uma solução para esta situação.

MAIS CITAÇÕES (75)


A vaga autoritária que [Trump e Bolsonaro] lideram é a principal ameaça à democracia e estavam a ganhar.
(…)
O que lhes dava a vitória: era simplesmente a capacidade de corporizarem uma sociedade de medo.
(…)
Em todo o mundo, os neoliberais fazem fila para pedir a intervenção do Estado que salve vidas.
(…)
É mesmo (est)a resposta do mercado que demonstra que a segurança só existe no depauperado e corajoso Serviço Nacional de Saúde.
(…)
Se queremos discutir segurança, comecemos pelo essencial, a vida e a saúde.
(…)
Tempos excecionais, medidas excecionais: garantir os salários protege o emprego e mostra que, quando sairmos da emergência, não é aceitável o regresso a uma austeridade de que já tivemos experiência.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

Os líderes políticos que preferiram ignorar os factos científicos sobre o novo coronavírus e apoiar-se em fake news sobre o problema colocaram as suas populações a pagar bem caro a fatura de tamanha negligência.
(…)
[O Bloco já propôs ao Governo a ideia da] mobilização de todos os laboratórios do Sistema Científico e Tecnológico Nacional para reforçar a resposta pública à pandemia.
Luís Monteiro, “Público” (sem link)

O que se passou recentemente no hospital do SAMS é de uma gravidade extrema.
(…)
A administração deste hospital privado decidiu encerrar todas as unidades de saúde depois de ter contribuído (…) para um surto de covid-19 que infetou vários profissionais de saúde e poderá também ter infetado vários doentes.
(…)
Depois disto, decide enviar para lay-off cerca de 1500 profissionais e transferir para o SNS todos os doentes que tinha em internamento, assim como os seus 95 mil utentes.
(…)
Encerram todos os serviços e sobrecarregam o SNS numa altura em que o mesmo SNS se confronta com uma epidemia que levará ao limite a sua capacidade de resposta.
Moisés Ferreira, “Público” (mais aqui)

[Por proposta do PSD e CDS, a AR devia suspender os trabalhos o que] na prática, a Assembleia da República desertava num dos mais difíceis momentos da nossa democracia. Parece que é do sofá que o PSD quer acompanhar a situação do país.
(…)
Como a realidade demonstrou, o funcionamento do Parlamento é necessário neste momento de crise para aprovar as respostas essenciais.
(…)
A nossa batalha segue em duas frentes, a da saúde e a da economia, não podemos descurar nenhuma. É isso que a direita não está a compreender.
(…)
É agora que se tomam as decisões que poderão salvar postos de trabalho e capacidade produtiva.
(…)
As escolhas do Governo português ficam aquém da urgência que enfrentamos.
Pedro Filipe Soares, “Público” (mais aqui)

A globalização do individualismo narcísico está a dar o passo ao espetáculo da morte dos infetados.
(…)
De repente, eis o que o tempo, desde não se sabe quando até aos seus confins, nos mostra a fragilidade de que são feitos os humanos.
(…)
Eis, nestas semanas de chumbo, o valor do esforço dos que arregaçaram as mangas, enquanto as bolsas de valores oscilam, mostrando a sua verdadeira face.
(…)
Os charlatães continuam a discorrer sobre tudo o que a sua ignorância não os envergonha.
(…)
Este é um tempo que nos obriga a pensar, tal como o fazem os prisioneiros, ou os confinados em defesa de todos.
(…)
Todos estes mortos que nos batem às janelas da alma impõem que reflitamos sobre a nossa condição humana, devendo ser mais íntegros, mais solidários e que ultrapassemos o império do dinheiro, das desigualdades e da hipocrisia.
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

É garantindo o rendimento de quem trabalha e não isentando-o da despesa que se socorre a economia.
(…)
Aos oportunistas empresariais juntam-se os oportunistas políticos.
(…)
Com o medo os ateus descobrem Deus e os neoliberais o Estado. Só não pensem que se converteram.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

À medida que a pandemia avance, a erosão dos serviços nacionais de saúde criará contestação social e portanto política.
(…)
À medida que se percam empregos e rendimentos acelerarão as desigualdades e a insegurança.
(…)
A União Europeia está, por enquanto, a mostrar o que verdadeiramente sempre foi e não o que quis (e quer?) ser.
(…)
Ainda estamos no princípio do que não conhecemos o meio, quanto mais o fim.
(…)
A seiva do descontrolo social está alojado na planta que cresce.
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

Sem condições políticas para uma resposta europeia, os países que mais vão precisar de recuperar a economia serão também aqueles que menos condições financeiras terão para o fazer.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

A mesma coisa em ambos os lados da crise global está em causa: a sobrevivência do ser humano e de valores tão básicos como a justiça, o conhecimento científico, a democracia e o reconhecimento de pertencermos todos a todos.
Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

NÃO HÁ MEIAS PALAVRAS PARA QUALIFICAR BOLSONARO. ESTAMOS PERANTE UM LOUCO CRIMINOSO


In Revista "Expresso"

sábado, 28 de março de 2020

“DISTANCIAMENTO FÍSICO” EM VEZ DE “DISTANCIAMENTO SOCIAL”. APROVADO!




A OMS passou a usar a expressão “distanciamento físico” em vez de “distanciamento social” porque para travar o vírus é preciso manter a distância física mas não devemos cortar os laços sociais que nos unem. usemos a tecnologia para nos mantermos unidos – as redes sociais, as reuniões remotas, o simples telefonema – ainda que não possamos estar fisicamente presentes. (Moisés Ferreira)

CATARINA MARTINS: "SER SOLIDÁRIO É FICAR EM CASA"



E custa tão pouco ficar em casa. É muito mais fácil do que ficar uma temporada no hospital ou pior ainda...

CITAÇÕES


É agora que se molda o que virá depois da nuvem. E isso passa por, agora, fazer literalmente tudo para que a nuvem não destrua as vidas nem física nem economicamente.
(…)
Agora é mais exigível que nunca que um advogado que exerce a sua profissão para uma entidade empregadora, estando inserido na estrutura organizativa da sociedade, com um rendimento fixo, sujeito a horários de trabalho e ao cumprimento de códigos de conduta, tem que ter um contrato de trabalho.
(…)
Então e os que ficaram sem emprego de um momento para o outro?” E respondo: para a grande maioria dos advogados, foi exatamente isso que se passou.
(…)
Como foi exigido para todos os demais trabalhadores, exige-se também para estes tantos advogados que ficaram subitamente sem fonte de rendimento que sejam acionadas medidas de proteção extraordinária.
(…)
Medida de emergência: atribuir aos advogados, durante este período de exceção, o direito de descontar para a Segurança Social e de receber dela a proteção que recebe qualquer trabalhador independente

[Em Espanha], trabalhadores temporários, estagiários e contratados a prazo mantêm obrigatoriamente o seu vínculo enquanto durar a crise pandémica.
(…)
A Itália, cujo governo não se posiciona de todo à esquerda, tinha aprovado, logo a 17 de março, a proibição dos despedimentos.
(…)
A aprovação desta medida em Portugal tem sido sugerida com vários argumentos.
(…)
Portugal está já a viver uma vaga de dezenas de milhares de despedimentos e de cessações de contratos precários (como se pode ver neste site), que estão a causar um imenso desespero.
(…)
A prioridade deveria ser garantir transferências diretas do Estado às micro e pequenas empresas em dificuldade para pagamento de salários em março e abril, evitando falências e evitando o endividamento junto da banca.
(…)
O que mais estruturalmente permitirá segurar a vida das pessoas no futuro – e, de resto a economia e as empresas – é evitar uma explosão do desemprego.
(…)
Ora, a este nível, o decreto do Governo hoje publicado está muito aquém das expectativas e das necessidades.
(…)
Uma grande empresa pode proceder à “limpeza” de todos os seus trabalhadores precários, dispensar os trabalhadores em outsourcing.
(…)
É que a proibição do despedimento que ficou na lei ignora os despedimentos já havidos e só se aplica a partir do momento em que a empresa requer o apoio.
(…)
O que chamar a esta versão da “proibição de despedimento” se não um indulto a quem já despediu e um convite a que as empresas se desembaracem dos precários.

Ver brancos, pretos e amarelos a lutar pela mesma dita sobrevivência enquanto seres humanos é uma lição só comparável a ver europeus e americanos a disseminarem conscientemente a infecção a uma velocidade bem superior à dos asiáticos. Estes tempos não são fáceis para ninguém, muito menos para estes.
(…)
Um conjunto de opiniões que pretende passar um pano de esquecimento rápido sobre as opções tomadas pela selva financeira em detrimento da preservação dos sectores estratégicos da economia nas mãos do Estado.
(…)
Há um cíclico séquito de gente que vocifera por liberalismo económico para desatar a correr para os cueiros do Estado quando as coisas dão para o torto.
(…)
É aqui, não depois de sairmos de um pesadelo, que devemos deitar contas à vida por muitas decisões políticas passadas que quase desmantelaram o SNS,

Alguns desavergonhados neoliberais vêm reclamando a necessidade de se salvaguardar a economia - tal como eles a encaram -, mesmo que isso implique a morte de milhões de seres humanos.
(…)
Nos últimos anos, os bancos centrais andaram a fabricar dinheiro a rodos e nunca houve tanta riqueza. Porque não se desencadeiam mecanismos para ir buscar dinheiro acumulado nos offshore e em enormes grupos empresariais?
(…)
É uma evidência que o choque provocado pelo vírus é simétrico, atinge todos os países e povos quase de forma igual, mas o egoísmo e a ganância sustentam-se no assimétrico.
(…)
[O Governo] devia ter a coragem de assumir medidas legislativas que assegurem os vínculos laborais, jurídicos e de facto, num período temporal definido.
(…)
A União Europeia pode implodir face à ausência de coerência e coesão, à negação da solidariedade e equidade entre países e povos.

Hoje, com a covid-19, verifica-se que muitos lares de idosos são verdadeiras incubadoras do vírus, mas uma sociedade que vive o mito da juventude na arte, na cultura, no desporto, na vida, permanece bastante indiferente à sorte desses alvos preferenciais do vírus.
(…)
As grandes diferenças entre 1918 e 2020 são duas: a globalização e o tecido comunicacional, no qual são embebidas todas as acções e decisões. E é esse tecido que muda quase tudo nesses cem anos de diferença.
Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

O PASSADO JUSTIFICA OS RECEIOS DE GUTERRES


In "Expresso"

sexta-feira, 27 de março de 2020

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DESTA TARDE SOBRE AS MEDIDAS EXCECIONAIS DE RESPOSTA À CRISE COVID-19




Em conferência de imprensa à distância, Catarina Martins defendeu que a resposta à crise económica provocada pelo novo coronavírus "tem de incluir a proibição de despedimentos”.
A Coordenadora do Bloco afirmou também que os apoios às empresas “têm de ter como condição a manutenção dos salários e postos de trabalho incluindo a reintegração dos trabalhadores despedidos no início da crise, tal como fizeram outros países”.
No site do esquerda podem ler as propostas e preocupações.

FRASE DO DIA (1323)


O tempo tem no presente um muito elevado valor tanto no campo da investigação virológica como no campo das políticas económicas. Por conseguinte, o objetivo primeiro para a despesa pública de resposta a esta crise seria assim “comprar” tempo.

PRIMEIRAS MEDIDAS DE EMERGÊNCIA NA RESPOSTA DA UE À COVID-19 SÃO CLARAMENTE INSUFICIENTES




As primeiras medidas de emergência na resposta da UE à Covid-19 foram ontem votadas e aprovadas no Parlamento Europeu. São importantes, mas claramente insuficientes. Precisamos de continuar a insistir para que as instituições europeias façam o que for preciso para proteger toda a gente. (Marisa Matias)