quinta-feira, 31 de agosto de 2023

PRECISAMOS DESEUCALIPTIZAR PORTUGAL

 

Na semana passada, no programa Verdes Anos, na RTP3, num longo debate com o Tiago Oliveira, presidente da AGIF - Agência Integrada para a Gestão de Fogos Rurais. Passaram vários anos sobre os incêndios de 2017 e a situação é tão grave ou pior do que então. A crise climática combinada com a maior área de eucaliptal relativo do mundo são a armadilha que as celuloses montaram e na qual todo o país está preso. Para nos libertarmos dela, precisamos deseucaliptizar Portugal. Não daqui a décadas, esta década. #eucaliptoéfogo (Via João Camargo)


FRASE DO DIA (2105)

 
Não é sustentável para as famílias e para estes novos estudantes verem-se sufocados numa dívida enorme para um quarto minúsculo, fora todas as outras inúmeras despesas já sufocam um jovem deslocado.

Rafael Pereira, “Público”


MAIS UMA BELA PRENDA DO GOVERNO “SOCIALISTA” PARA OS SEUS ELEITORES…

 
Via canal#moritz

BILIONÁRIOS NÃO DEVERIAM EXISTIR

 

Via Flow Podcast 

OITO MESES APÓS A CHEGADA DE LULA AO PODER, AINDA NÃO SE CONCRETIZOU QUALQUER DAS MENTIRAS ROFETIZASAS POR PASTORES BOLSONARISTAS...

 
Via "O Esquerdista"

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

CITAÇÕES À QUARTA (66)

 

Temos grandes tristezas, mas também enormes alegrias com o desporto. E algumas lições. 

(…)

É bonito que a cooperação seja capaz de nos emocionar. Ela está sempre lá, implícita.

(…)

Há um imenso trabalho de equipa para se chegar a um campeonato mundial ou a uns Jogos Olímpicos.

(…)

Mas é quando a partilha emerge inesperadamente, em momentos produzidos para a mais vigorosa competição, que ela nos toca. 

José Soeiro, “Expresso” online

 

Os detalhes do beijo imposto pelo presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, a uma das recém-campeãs do mundo, Jenni Hermoso, vão sendo escrutinados dia após dia.

(…)

O ato beijocal era em si próprio suficientemente expressivo da cultura marialva que aquele dirigente representou.

(…)

O dirigente tentou safar-se na presunção de que os factos ficariam enevoados pela palavra contra palavra. 

(…)

Ora, o facto de ter escolhido para esta confrontação a própria palavra “feminismo”, (…), dá em qualquer caso uma indicação sobre um dos grandes debates sociais em Espanha.

(…)

Sempre houve, em instituições de poder, seja em empresas, no cinema, no desporto, em igrejas ou noutros lugares de dominação, uma cultura de imposição masculina.

(…)

E, mesmo que tais leis e sentenças tenham sido derrogadas ou esbatidas, essa cultura marcou traços identitários de gerações e sociedades - nisso, nada de novo.

(…)

O que, em contrapartida, é verdadeiramente novo é que essa cultura da violência de género passou a ter um enunciado político, passou a ser um explicitado do combate eleitoral.

(…)

Isso já tinha acontecido nos Estados Unidos, com Trump.

(…)

[Trump] deverá ter sido o primeiro a gabar-se e a mostrar a prosápia machista em público para conseguir ganhos eleitorais. 

(…)

[Em Espanha] essa subcultura de gangue encontrou o seu partido [na extrema-direita], que a expandiu, tornando-a uma bandeira.

(…)

Dizia um porta-voz do Vox, nas vésperas das eleições do mês passado, que o reconhecimento da violência de género é um “conceito ideológico” e, portanto, seria imperativo revogar a lei que a pune.

(…)

O que a lei reconhece é que há uma forma de poder que vulnerabiliza uma parte da sociedade e que, por isso, a deve proteger dos abusos.

(…)

Entretanto, ao escolher este terreno para mover o seu exército, a extrema-direita incentivou os pequenos ditadores, como neste caso no desporto.

(…)

Ao contrário, em Portugal a extrema-direita até hoje temeu fazer das mulheres o alvo principal da sua política e preferiu atacar os ciganos e pobres, onde antevia mais ganhos de popularidade.

(…)

Haverá guerra sobre a construção ou destruição da igualdade entre homens e mulheres. Quanta guerra? 

(…)

Cada vez mais, é a civilização que se disputa, a bufonaria trumpista é o novo modo de ser da direita.

(…)

A extrema-direita procura apoiar-se em medos, o dos homens que estavam habituados a berrar em casa ou a bater na mulher.

(…)

Se nas relações humanas há sempre formas de poder, a sedução deve ser um esbatimento dessas linhas em que nos instalamos. 

(…)

A dominação, pelo contrário, é uma barreira; e é dela, e também do seu medo, que a extrema-direita quer fazer em Espanha o medo dos medos.

(…)

Contra o abuso, uma sociedade de respeito deve falar com esse medo e deve saber transformá-lo em formas de encontro, de encantamentos consentidos e sentidos, de vidas comuns.

Francisco Louçã, “Expresso” online (sem link)


Num agosto quente, com recordes de temperatura por toda a Europa, em plena época de incêndios, num ano de seca (como começam a ser quase todos), continuamos a cultivar a ilusão de que está tudo bem e que as alterações climáticas só afetarão os nossos trisnetos.

(…)

A proteção do ambiente é, hoje, um dos mais eficazes pretextos para comprar e estamos permanentemente a alimentar paradoxos, tentando optar por escolhas de “consumo sustentável” (o que por si só já é uma contradição nos termos).

(…)

Para aproveitar a onda, toda a empresa, autarquia, festival e congresso passou a oferecer bolsas de pano com logótipo, numa avalancha de desperdício têxtil que faz com tenhamos dezenas de shoper bags em casa.

(…)

A lista podia continuar, mas ainda mais preocupante do que isso é quando esta mesma lógica chega à gestão do território e às políticas locais. 

(…)

Dizem os pragmáticos que “a política é a arte do possível” e sei que o equilíbrio entre economia e bem comum tende a pender para os interesses.

Capicua, JN


[Não há políticas coerentes que] garantam que o dinheiro que o país despende com a formação dos seus jovens reverta a favor de melhores condições de vida para todos.

(…)

Não surpreende uma notícia recente segundo a qual, num só ano, Portugal perdeu 128 mil trabalhadores com ensino superior.

(…)

Trata-se de uma emigração em massa de quadros a quem oferecemos salários baixíssimos.

(…)

No ano corrente, o orçamento dos dois ministérios que tutelam o ensino ultrapassa largamente os 10 mil milhões de euros.

(…)

Acha normal que o nosso marasmo político financie o desenvolvimento dos outros países à custa do nosso retrocesso?

(…)

84,1% das provas reavaliadas [no quadro da 1.ª fase dos últimos exames nacionais] foram consideradas mal classificadas pelo Ministério da Educação.

(…)

[Trata-se de] mais uma de constatações idênticas verificadas ao longo dos últimos anos, em que uma percentagem relevante de pedidos de revisão dos exames do secundário termina com a subida das classificações inicialmente atribuídas.

(…)

Como fica a confiança da sociedade relativamente ao processo?

(…)

A mesma arrogância e obstinação estão na origem da recusa em recuperar os seis anos, seis meses e 23 dias cumpridos pelos professores em período de congelamento.

(…)

Os fundamentos que permitem afirmar que o decreto-lei agora promulgado pelo Presidente da República gera novas injustiças e desigualdades dentro da classe e deixa sem resposta as vertentes mais contestadas de toda a situação.

(…)

Permanece a discriminação dos professores relativamente à restante administração pública e, particularmente, aos que ensinam na Madeira e nos Açores.

(…)

São muitas e de proveniências insuspeitas as demonstrações de que o argumento financeiro é falso.

Santana Castilho, “Público” (sem link)


ATÉ PARECE QUE É DE BANQUEIROS MILIONÁRIOS QUE PORTUGAL PRECISA!

 

É quase como se existisse uma correlação entre o empobrecimento do povo e a acumulação de capital da classe dominante. (via canal#moritz)


BRASIL: TAXAÇÃO DAS GRANDES FORTUNAS JÁ!

 

Via “O Esquerdista”


FORÇAS ISRAELITAS LEVARAM A CABO ENTRE 30 E 40 ATAQUES POR MÊS CONTRA PESCADORES DE GAZA, ATÉ AGORA, EM 2023

 
Via Palestinian Information Center

FOI EM 28 DE AGOSTO DE 1844 QUE MARX E ENGELS SE CONHECERAM NO CAFÉ DE LA RÉGENCE, EM PARIS

 

A 28 de agosto de 1844, Marx e Engels conhecem-se no Café de La Régence, em Paris, e, apesar de se terem cruzado cerca de dois anos antes, começaram aqui a sua longa amizade e produção de conteúdo revolucionário juntos. Como Engels escreve em 1885: "Quando eu visitei Marx em Paris em 1844, o nosso completo entendimento em todos os campos teóricos tornou-se evidente e o nosso trabalho conjunto data a essa época."

Neste dia, a 28 de agosto de 1844, Marx e Engels conhecem-se no C, e, apesar de se terem cruzado cerca de dois anos antes, começaram aqui a sua longa amizade e produção de conteúdo revolucionário juntos. Como Engels escreve em 1885: "Quando eu visitei Marx em Paris em 1844, o nosso completo entendimento em todos os campos teóricos tornou-se evidente e o nosso trabalho conjunto data a essa época." (Via “História da Classe trabalhadora”)


terça-feira, 29 de agosto de 2023

FRASE DO DIA (2104)

 
Quero deixar aqui escrito que o negócio disfarçado de ecologia é um dos mais perversos perigos do nosso tempo.

Capicua, JN


O GOVERNO NÃO CUMPRIU A PROMESSA DE MAIS 12 MIL VAGAS EM RESIDÊNCIAS UNIVERSITÁRIAS ATÉ 2022

 

O governo prometeu mais 12 mil vagas em residências universitárias até 2022. Não cumpriu. O número de vagas permanece o mesmo e o mercado de habitação sem controlo fez disparar valores no arrendamento dos quartos.

A educação é um direito e a obrigação do Estado é garantir o acesso. Com mais residências, menos propinas, melhores condições.

Ontem, no Linhas vermelhas da SIC Notícias, disponível na íntegra nas plataformas de podcast e em https://sicnoticias.pt/.../2023-08-29-Possiveis...

(Via Catarina Martins)


OS EFEITOS DO GOVERNO LULA JÁ SE FAZEM SENTIR EM FORÇA

 

Via “O Esquerdista”


ATIVISTAS PRO-PALESTINA EM AÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM OS PALESTINIANOS, EM TOLUOSE, FRANÇA

 


Ativistas pro-Palestina organizaram há três dias, em Tolouse, França, uma ação de apoio à Palestina, que se focou em expressar solidariedade com os presos palestinianos que se encontram nos cárceres israelitas, particularmente aqueles que permanecem em greve de fome. (Via Women For Palestine)

JULGAMENTO DE TRUMP INICIA-SE A 4 DE MARÇO

 
Via "Diário de Coimbra"

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

FÓRUM SOCIALISMO 2023 DECORRE EM VISEU DE 8 A 10 DE STEMBRO

 

O Fórum Socialismo 2023 realiza-se nos dias 8, 9 e 10 de setembro, em Viseu, com dezenas de painéis e mais de meia centena de oradores.

A entrada é livre.

https://www.publico.pt/.../habitacao-sns-marcam-primeira...


FRASE DO DIA (2103)

 
Os cidadãos portugueses, crentes e não crentes, não podem deixar de exigir a efectiva separação entre o Estado laico e as igrejas e a revogação da Concordata que fere a laicidade constitucional e mantém privilégios fiscais e outros à Igreja Católica.

Carlos Vieira, Esquerda.net


“EU TENHO UM SONHO”

 

A 28 de agosto de 1963, Martin Luther King Jr. subiu ao palanque na Marcha sobre Washington e dirigiu-se às cerca de 250 mil pessoas ali presentes. O seu discurso tornou-se famoso e emblemático pela frase reiterada "eu tenho um sonho". Nele, o ativista perspetivou um futuro em que "os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos" poderiam "sentar-se juntos à mesa da fraternidade", um futuro em que os seus filhos não seriam julgados "pela cor da sua pele,mas pelo conteúdo do seu carácter". Esse icónico e emotivo discurso tornou-se uma peça central do seu legado.

Mais Aqui


O JORNAL OFICIAL CHEGANO, CULPA AS MULHERES ....

 

E ainda há mulheres que são cheganas com orgulho, LOLOLOL (via canal#moritz)


26 DE AGOSTO DE 1921: TRABALHADORES IRLANDESES DECLARARAM UM SOVIETE

 
Num dia como hoje, a 26 de Agosto de 1921, trabalhadores das confeitarias e padarias de Bruree, na Irlanda, declararam um soviete (conselho de trabalhadores). Os proprietários do negócio eram a família britânica Cleeves, que desde o soviete de Knocklong um ano antes já haviam enfrentado uma série de revoltas. Uma fotografia rara mostra uma faixa afixada pelos trabalhadores numa das confeitarias que dizia "Soviete industrial dos trabalhadores. Nós fazemos pão, não lucros." Um repórter de um jornal de Limerick que visitou a cidade afirmou que o soviete tinha total controlo do complexo das confeitarias industriais. O Soviete acabou 8 dias depois, dia 3 de Setembro, após a família Cleeves ter cedido a uma considerável lista de exigências e à ministra do trabalho Constance Markievicz ameaçar usar o exército republicano para reprimir a revolta. (Via “História da Classe Trabalhadora”)


OS AMIGOS DOS GOVERNOS NORTE-AMERICANOS ESTÃO AUTOMATICAMENTE DISPENSADOS DO CUMPRIMENTO DOS DIREITOS HUMANOS

 
Via "Diário as beiras"

domingo, 27 de agosto de 2023

FRASE DO DIA (2102)

 
Para que o investimento em energias renováveis se traduza numa transição energética, tem de realmente haver uma substituição da utilização de fontes de energia fóssil por energias renováveis, e não um acrescento de fontes renováveis às energias fósseis.

Leonor Canadas, “Público”


O BRUTAL CRESCIMENTO DAS RENDAS

 

“Lisboa foi a cidade em que as rendas dos imóveis melhor situados mais cresceram no primeiro semestre de 2023, num conjunto de 30 cidades analisadas a nível mundial pela consultora Savills. O estudo dá conta de um crescimento de 13,9% nos preços das rendas prime na capital, o maior de qualquer cidade europeia e apenas seguido de perto por Singapura (13,6%). A capital portuguesa é também a que registou maior subida anual. (ver gráfico)”. (Via “Expresso”)


AINDA O VETO DO PR AO “MAIS HABITAÇÃO”

 
Daniel Oliveira, "Expresso"

MOVIMENTO NEGRO BRASILEIRO EM LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA

 

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre foram algumas das muitas cidades que contaram com manifestações do movimento negro nesta quinta-feira.

Saiba mais: https://encurtador.com.br/CFW06

Via CUT Brasil


MAPA DA PALESTINA DESENHADO EM 1835, SEM QUALQUER REFERÊNCIA A “ISRAEL”

 

O mapa da Palestina, desenhado pelo geógrafo americano Bradford Thomas em 1835, foi documentado no mais famoso livro e documento arqueológico de instituições documentais do Canadá.

É inútil dizer que que não havia nada nele que referisse uma ilegítima entidade chamada “Israel”. (Via Solidaridad com Palestina)


PRIMEIRO TRANSEXUAL A INTEGRAR QUADRO DE AEBITRAGEM DO RIO DE JANEIRO

 
Via CM

sábado, 26 de agosto de 2023

MAIS CITAÇÕES (246)

 
O maior problema do Mais Habitação não são as medidas supostamente polémicas, mas a escassez de resultados que o Governo apresenta ao fim de sete anos. 

(…)

Mas continuamos a ter Estado a menos, e isso não vai mudar.

(…)

O padrão normal, nas cidades do Norte da Europa, é que pelo menos 25% do total de casas sejam oferta pública ou cooperativa, a preços acessíveis.

(…)

Em Lisboa e no Porto não chegam a 10% (2% no país).

(…)

Os jovens e as classes médias dos países industrializados têm cada vez mais dificuldade em encontrar casa compatível com a sua bolsa.

(…)

Só nos últimos dois anos, as rendas cresceram 50% em Lisboa e no Porto.

(…)

Como [o licenciamento simplificado dos projetos urbanísticos é liberalizador], teve o aplauso de quem tem acesso ao país mediático, o único a que o Presidente presta atenção. Neste caso, dispensou todos os consensos.

(…)

O controlo do aumento das rendas, chamado de “socialista”, “comunista” e “chavista”, está em vigor em 13 dos 27 países da UE e em conhecidos regimes marxistas, como a Suíça, o Reino Unido e a Noruega. 

(…)

As propostas relativas ao AL ou ao arrendamento compulsivo existem em países governados por liberais, como a Dinamarca ou os Países Baixos.

(…)

Quando elas [as chamadas reformas estruturais] se afastam do que a direita radicalizada defende, exigem-se “acordos de regime”.

(…)

Não há “choque rápido” que resolva esta crise até 2026, porque o epicentro do abalo não é o aumento dos juros.

(…)

Muito antes de o BCE subir as taxas já os preços estavam muitíssimo acima dos bolsos dos portugueses. 

(…)

Como lembrou o arquiteto Tiago Mota Saraiva, mesmo construindo menos na última década (…), 13% das novas casas estão vazias.

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Regular as rendas e limitar novas unidades de AL é óbvio, aceite por essa Europa fora sem que se anuncie a tomada do Palácio de Inverno.

(…)

A prioridade deveria ser a de garantir níveis de investimento europeus na habitação.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

Há áreas da nossa vida em sociedade [como na saúde e habitação] em que se conjugam insuficiências da ação governativa e do Estado (…), com práticas privadas desrespeitadoras de princípios e valores da democracia.

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Mete medo sabermos que, nas praças de jorna que contratam médicos à tarefa, é atribuído um valor remuneratório mais elevado às horas trabalhadas por aqueles que mais altas passam aos doentes.

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A ganância e a impunidade dos interesses privados sobrepõem-se ao direito à vida.

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E todos os governantes sabem que as políticas se desenham e efetivam por ação ou por inação.

(…)

Os custos atuais da habitação são insuportáveis para grande parte das famílias portuguesas e, para a esmagadora maioria dos jovens, bloqueadoras da organização das suas vidas.

(…)

O Governo e a maioria parlamentar que o apoia podiam dar passos para a resolução do problema, mas optaram por aprovar um conjunto de medidas, em muitos casos tímidas, noutros contraditórias.

(…)

Haverá soluções mantendo-se as atuais políticas no turismo e na construção e a espiral especulativa a elas associada? Não! 

(…)

 É possível os jovens terem acesso a habitação sem uma radical melhoria dos seus salários? Não!

Carvalho da Silva, JN

 

Os incêndios rurais são um dos tipos de situações (outro é, por exemplo, os acidentes de trabalho) em que uma característica do tratamento habitual pelas televisões é a de que a pedagogia preventiva obtida é inversamente proporcional ao sensacionalismo e histeria criada.

(…)

Tal como nos acidentes de trabalho a “certeza” nas causas tende a ser a “culpa do trabalhador”, no caso dos incêndios rurais, a “certeza" imediata é, por regra, a da “mão criminosa”.

(…)

De facto, já (quase) nos habituámos a darmo-nos por satisfeitos com a explicação do “erro humano” ou do “crime”, da “culpa” individual em muitos domínios. Um deles é o dos incêndios rurais.

(…)

Assim, dispensam-se perguntas sobre condições contextuais.

(…)

Mais importante que saber se houve “mão criminosa” nos incêndios rurais é saber se não houve falta de “mão”. “Falta de mão”, no sentido de ali não haver, no devido tempo, espaço e modo, falta de prevenção.

(…)

Neste como noutros domínios, a “mão criminosa” como paradigma preponderante pode ser, como certamente já tem sido, o manto negro que escamoteia outras responsabilidades

(…)

Polarizando exclusivamente nele [mão criminosa] o enfoque, desviar a atenção de falhas ou deficiências da (na) prevenção que, a assim não serem (bem) supridas ou corrigidas, vão permitir a ocorrência de mais incêndios.

(…)

A “mão criminosa” nos incêndios rurais não pode passar a pressuposto de regra como base da teoria do incendiarismo.

(…)

[Há pouca esperança de] que a mão preventiva prepondere sobre a “mão criminosa”, isto é, visando essencialmente a pedagogia da sua prevenção, o interesse público.

João Fraga de Oliveira, “Público” (sem link)

 

Portugal sempre foi um país de emigração.

(…)

[Temos] uma sociedade envelhecida, baixa taxa de natalidade e um êxodo de jovens que procuram melhores condições de vida e mais realização profissional.

(…)

Por isso, precisamos de mais população, sendo a imigração a solução mais rápida.

(…)

Mas precisamos de políticas de imigração e uma estratégia para que o resultado do influxo populacional seja positivo.

(…)

Sabendo que precisamos de muitos imigrantes. O estranho é não nos termos preparado para isso.

(…)

Os estrangeiros que trazem riqueza são bem-vindos, os outros, com quem temos de partilhar, apesar de a ajudarem a criar têm outro tratamento.

(…)

Há uma perceção, tendencialmente anedótica, de que Portugal foi invadido por estrangeiros, especialmente brasileiros.

(…)

Isto está a criar uma perceção que começa a ser verbalizada nos discursos.

(…)

Quando os recursos ficam em causa, as nossas fragilidades alimentam ainda mais a xenofobia.

(…)

Os casos concretos de escassez na própria habitação, vai alimentando a perceção de invasão e perda de qualidade de vida associada a uma partilha forçada.

(…)

As pessoas convictas, mesmo sem fundamentação absoluta, são capazes de tudo.

(…)

Mas continuamos a ignorar o problema, sem realmente perceber, enquanto a xenofobia se vai normalizando.

Micael Sousa, “Diário de Coimbra” (sem link)


APESAR DOS ALERTAS…

 

«Morre-se dos impactos das alterações climáticas, contra as quais não se fez, nem faz, o bastante, nem perto disso, e adoece-se gravemente das consequências diretas e indiretas do aquecimento global»

Apesar dos alertas, «assiste-se à continuação dos mesmos hábitos de consumismo e à cega obsessão das grandes indústrias baseadas em carbono», alerta a socióloga e especialista em ambiente Luísa Schmidt. Caberá agora aos mais jovens e à ciência a enorme tarefa de corrigir os erros do passado, diz a investigadora. (Via FFMS)


UMA MINISTRA SEM PESO E COM FRACO CURRICULO...

 
Via "Expresso"

A SUA VARANDA GOURMET NÃO TE FAZ ELITE

 
Via Burguesia fede

A ARGENTINA EMBARCA MAIS UMA VEZ NUMA AVENTURA NEOLIBERAL DE QUINTA CATEGORIA

 

Empobrecimento garantido, mais exploração do trabalho e pautas retrógradas nos costumes.

“Eu sou um liberal libertário. Filosoficamente, sou um anarquista de mercado”.

Milei conquistou o apoio de jovens e de uma classe média argentina desencantada, que se diz cansada da incapacidade das forças políticas tradicionais: https://bbc.in/3QPOubu

(Via “O Esquerdista”)