(…)
Tivemos
de tudo. Falta ouvir o Papa e saber o que nos diz sobre a sua Igreja.
(…)
[O
Papa] é querido por ter aberto as portas aos pobres, por ter condenado a
finança “que mata”, por ter dado um passo de aproximação aos homossexuais e,
sobretudo, por ter condenado a pedofilia praticada, ocultada e porventura
cultivada em sectores tão amplos da sua Igreja.
(…)
Tem
vindo a nomear cardeais reformadores e alguns são personalidades culturais
vibrantes.
(…)
Meticulosamente,
tem procurado mudar a doutrina e virá-la para o povo.
(…)
[S.]Paulo,
10 anos mais novo do que Jesus, que não deve ter conhecido, foi, no entanto, o
primeiro contemporâneo a escrever sobre aquela pregação [de Jesus].
(…)
[As
primeiras comunidades cristãs] eram assembleias que se reuniam na casa dos
crentes.
(…)
Não
havia um poder sacerdotal, nenhum dos discípulos de Jesus se chamou sacerdote.
(…)
Algumas
assembleias eram dirigidas por mulheres.
(…)
Não se
tratava, portanto, de uma nova religião, mas de um movimento de eclésias, ou
assembleias.
(..)
Só no
século III se definiu uma ordem eclesiástica, consolidada pela intervenção
política do imperador Constantino no século seguinte, ao impor o cristianismo
como religião oficial de Estado e decidir sobre os seus conflitos internos.
(…)
Coube
ao poder temporal de Roma fazer a Igreja.
(…)
[O
poder temporal de Roma] consagrou uma classe sacerdotal e submeteu-a ao
interesse político, couraçado por dogmas que Jesus ignorou.
(…)
Ao
longo de quase dois mil anos este poder afirmou-se como uma treva.
(…)
Esteve
subordinado a imperadores e reis, favoreceu intrigas e guerras, promoveu o
colonialismo e foi cúmplice do fascismo.
(…)
Durante
séculos reinaram as conveniências nas nomeações.
(…)
O
dogma da infalibilidade papal é uma pantomina trágica.
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Até
à década de 50 as freiras não podiam ler o texto sagrado.
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[A
Inquisição foi] o resultado de uma história de poder que impunha a Igreja sobre
o povo.
(…)
Houve
também neste longo tempo luzes cintilantes, bispos que se opuseram à
escravatura, homens e mulheres dedicados ao respeito pelos outros, vozes pela
liberdade de culto, padres que morreram nos campos de concentração e na
resistência antifascista.
(…)
Francisco
é respeitado por querer abalar tantos dos pilares dessa história de poder
absoluto.
(…)
Está
nele [Vaticano] incrustada uma cultura que, para além da crença religiosa, é
uma potência.
(…)
[Francisco]
quer mudar os pontos cardeais da sua casa. É o que lhe devemos.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)
Nunca
houve, não há nem pode haver “comparação” entre o estatuto do trabalho dos
professores e o do trabalho dos profissionais de saúde e o do trabalho dos
profissionais de justiça e o do trabalho dos profissionais de segurança pública
e o do trabalho dos profissionais de segurança social, etc...
(…)
Mais
ainda, não há nem pode haver e nunca houve comparação entre o estatuto dos
trabalhadores da AP e os estatutos, também entre si incomparáveis, dos
trabalhadores do comércio, da indústria, dos transportes, da construção civil,
do turismo, da banca, da limpeza, etc...
(…)
Aliás,
rigorosamente, nunca houve, não há nem pode haver “comparação” entre estes
estatutos profissionais na acepção de que não “não há nem pode haver” e nunca
houve comparação entre qualquer trabalho.
(…)
Claro
que, por razões de organização económica e social e, nesta, de reconhecimento e
justiça social relativa quanto ao trabalho de cada um, são imprescindíveis,
ainda que artificiais (como todas), categorizações e diferenciações.
(…)
Pelo
menos na AP, a situação actual dos estatutos profissionais é, mais do que
“comparável”, a mesma: o congelamento das carreiras.
João Fraga de Oliveira, “Público” (sem link)
Segundo
o Relatório Mundial sobre o idadismo, conduzido pela Organização Mundial da
Saúde (OMS), “o idadismo refere-se a estereótipos (como pensamos), preconceitos
(como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionados às pessoas, com
base na sua idade”.
(…)
Segundo
o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1990, o rácio em Portugal era de
66 idosos por cada 100 jovens e estamos nos 182 por cada 100.
(…)
Portugal está a envelhecer a um ritmo mais acelerado do que os
27 Estados-membros da União Europeia, segundo o Eurostat.
(…)
Os censos em Portugal (2021) mostraram que os residentes com
+65 anos de idade representam 23,4%.
(…)
Segundo o
INE (2020), o índice de envelhecimento em Portugal só tenderá a estabilizar na
proximidade de 2050.
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[O envelhecimento da população] é um dos desafios centrais do
século XXI.
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O idadismo é a 3.º causa de discriminação no mundo, a seguir
ao racismo e ao sexismo.
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Uma em cada duas pessoas no mundo é idadista, nomeadamente em
desfavor dos mais idosos.
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Para a
Organização Mundial de Saúde é considerado idoso aquele que tem 60 ou mais anos
de idade, um rótulo que acrescenta barreiras e pouco ilustra aquilo que
sabemos.
(…)
Parece
que em torno da palavra idoso persistem estigmas que esquecem quão uma pessoa
acima dos 60 pode ser um poderoso poço de experiência e competências.
(…)
O
fator mais importante para favorecer uma vida duradoura e saudável é a
integração social: relações pessoais estreitas e interações cara a cara.
(…)
É
importante que a sociedade desenvolva políticas e programas que atendam às
necessidades de todos os cidadãos e promovam a longevidade e uma visão positiva
e inclusiva das pessoas na sociedade, independentemente da sua idade.
Elena Durân, “Público” (sem link)
Os tablóides nunca foram conhecidos pela razoabilidade.
(…)
Por
exemplo, o mundo “noticioso” em torno da família real britânica é um verdadeiro
mundo à parte que inclui um jogo hipócrita de contrapartidas em que monarquia e
tablóides beneficiam da simbiose na relação de parasitismo que ambos assumiram
como natural.
(…)
Um
mundo que não tolera, no entanto, como condição imprescindível para essa
simbiose que as ovelhas tresmalhadas ponham em causa a harmonia do rebanho.
(…)
Nos
últimos tempos, a grande história para alguns é o iminente divórcio do casal
que só a exigência milionária da actriz para assinar os papéis estaria a
impedir.
(…)
O diário brasileiro Globo reproduz esta semana a “notícia” tendo como
fonte o diário online catalão El Nacional.
(…)
A Elle
fala em “rumores” do divórcio e até refere que os mesmos surgiram de páginas de
fofocas nas redes sociais, mas não deixa de escrever sobre o assunto.
(…)
A revista Us, segundo a Elle, desmente os rumores com uma fonte próxima do casal.
António Rodrigues, “Público” (sem link)
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