sexta-feira, 4 de agosto de 2023

CITAÇÕES

 
O Papa Francisco veio aqui deixar mais uma mensagem do fim do seu pontificado.

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Tivemos de tudo. Falta ouvir o Papa e saber o que nos diz sobre a sua Igreja.

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[O Papa] é querido por ter aberto as portas aos pobres, por ter condenado a finança “que mata”, por ter dado um passo de aproximação aos homosse­xuais e, sobretudo, por ter condenado a pedofilia praticada, ocultada e porventura cultivada em sectores tão amplos da sua Igreja. 

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Tem vindo a nomear cardeais reformadores e alguns são personalidades culturais vibrantes.

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Meticulosamente, tem procurado mudar a doutrina e virá-la para o povo.

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[S.]Paulo, 10 anos mais novo do que Jesus, que não deve ter conhecido, foi, no entanto, o primeiro contemporâneo a escrever sobre aquela pregação [de Jesus].

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[As primeiras comunidades cristãs] eram assembleias que se reuniam na casa dos crentes.

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Não havia um poder sacerdotal, nenhum dos discípulos de Jesus se chamou sacerdote.

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Algumas assembleias eram dirigidas por mulheres.

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Não se tratava, portanto, de uma nova religião, mas de um movimento de eclésias, ou assembleias.

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Só no século III se definiu uma ordem eclesiástica, consolidada pela intervenção política do imperador Constantino no século seguinte, ao impor o cristianismo como religião oficial de Estado e decidir sobre os seus conflitos internos.  

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Coube ao poder temporal de Roma fazer a Igreja.

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[O poder temporal de Roma] consagrou uma classe sacerdotal e submeteu-a ao interesse político, couraçado por dogmas que Jesus ignorou.

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Ao longo de quase dois mil anos este poder afirmou-se como uma treva.

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Esteve subordinado a imperadores e reis, favoreceu intrigas e guerras, promoveu o colonialismo e foi cúmplice do fascismo. 

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Durante séculos reinaram as conveniências nas nomeações.

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O dogma da infalibilidade papal é uma pantomina trágica.

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 Até à década de 50 as freiras não podiam ler o texto sagrado.

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[A Inquisição foi] o resultado de uma história de poder que impunha a Igreja sobre o povo.

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Houve também neste longo tempo luzes cintilantes, bispos que se opuseram à escravatura, homens e mulheres dedicados ao respeito pelos outros, vozes pela liberdade de culto, padres que morreram nos campos de concentração e na resistência antifascista.

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Francisco é respeitado por querer abalar tantos dos pilares dessa história de poder absoluto.

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Está nele [Vaticano] incrustada uma cultura que, para além da crença religiosa, é uma potência.

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[Francisco] quer mudar os pontos cardeais da sua casa. É o que lhe devemos.

Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

 

Nunca houve, não há nem pode haver “comparação” entre o estatuto do trabalho dos professores e o do trabalho dos profissionais de saúde e o do trabalho dos profissionais de justiça e o do trabalho dos profissionais de segurança pública e o do trabalho dos profissionais de segurança social, etc...

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Mais ainda, não há nem pode haver e nunca houve comparação entre o estatuto dos trabalhadores da AP e os estatutos, também entre si incomparáveis, dos trabalhadores do comércio, da indústria, dos transportes, da construção civil, do turismo, da banca, da limpeza, etc...

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Aliás, rigorosamente, nunca houve, não há nem pode haver “comparação” entre estes estatutos profissionais na acepção de que não “não há nem pode haver” e nunca houve comparação entre qualquer trabalho.

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Claro que, por razões de organização económica e social e, nesta, de reconhecimento e justiça social relativa quanto ao trabalho de cada um, são imprescindíveis, ainda que artificiais (como todas), categorizações e diferenciações.

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Pelo menos na AP, a situação actual dos estatutos profissionais é, mais do que “comparável”, a mesma: o congelamento das carreiras.

João Fraga de Oliveira, “Público” (sem link)

 

Segundo o Relatório Mundial sobre o idadismo, conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), “o idadismo refere-se a estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionados às pessoas, com base na sua idade”.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 1990, o rácio em Portugal era de 66 idosos por cada 100 jovens e estamos nos 182 por cada 100.

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Portugal está a envelhecer a um ritmo mais acelerado do que os 27 Estados-membros da União Europeia, segundo o Eurostat.

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Os censos em Portugal (2021) mostraram que os residentes com +65 anos de idade representam 23,4%. 

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Segundo o INE (2020), o índice de envelhecimento em Portugal só tenderá a estabilizar na proximidade de 2050.

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[O envelhecimento da população] é um dos desafios centrais do século XXI.

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O idadismo é a 3.º causa de discriminação no mundo, a seguir ao racismo e ao sexismo.

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Uma em cada duas pessoas no mundo é idadista, nomeadamente em desfavor dos mais idosos.

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Para a Organização Mundial de Saúde é considerado idoso aquele que tem 60 ou mais anos de idade, um rótulo que acrescenta barreiras e pouco ilustra aquilo que sabemos.

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Parece que em torno da palavra idoso persistem estigmas que esquecem quão uma pessoa acima dos 60 pode ser um poderoso poço de experiência e competências.

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O fator mais importante para favorecer uma vida duradoura e saudável é a integração social: relações pessoais estreitas e interações cara a cara.

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É importante que a sociedade desenvolva políticas e programas que atendam às necessidades de todos os cidadãos e promovam a longevidade e uma visão positiva e inclusiva das pessoas na sociedade, independentemente da sua idade.

Elena Durân, “Público” (sem link)

 

Os tablóides nunca foram conhecidos pela razoabilidade.

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Por exemplo, o mundo “noticioso” em torno da família real britânica é um verdadeiro mundo à parte que inclui um jogo hipócrita de contrapartidas em que monarquia e tablóides beneficiam da simbiose na relação de parasitismo que ambos assumiram como natural.

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Um mundo que não tolera, no entanto, como condição imprescindível para essa simbiose que as ovelhas tresmalhadas ponham em causa a harmonia do rebanho.

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Nos últimos tempos, a grande história para alguns é o iminente divórcio do casal que só a exigência milionária da actriz para assinar os papéis estaria a impedir.

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O diário brasileiro Globo reproduz esta semana a “notícia” tendo como fonte o diário online catalão El Nacional.

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A Elle fala em “rumores” do divórcio e até refere que os mesmos surgiram de páginas de fofocas nas redes sociais, mas não deixa de escrever sobre o assunto.

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A revista Us, segundo a Elle, desmente os rumores com uma fonte próxima do casal.

António Rodrigues, “Público” (sem link)


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