sábado, 31 de outubro de 2020

CITAÇÕES

 
[Há uma] angústia da falta de trabalho desse exército de trabalhadores do espetáculo a quem restou, na melhor das hipóteses, um apoio extraordinário de cerca de duas centenas de euros mensais.

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Leem-se os ecos de uma enorme fragilidade do setor cultural e criativo.

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Como sublinham vários dos textos, muitas dos problemas que a pandemia expôs de forma violenta vêm de longe.

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Na realidade, na cultura, o que vemos hoje é um território devastado pelos efeitos da pandemia e pelas enormes lacunas de proteção desse mar de “trabalhadores independentes”, “freelancers” ou “emprecários”.

José Soeiro, “Expresso”Diário

 

É falso que não venha a haver dinheiro público para o Novo Banco no próximo ano orçamental.

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O Fundo de Resolução está obrigado a injetar dinheiro no Novo Banco sempre que haja necessidadesde capital para imopedir que novos prejuízos ponham em causa os rácios obrigatórios.

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E o Estado está obrigado a financiar até 850 milhões de euros por ano sempre que, para fazer essas injrções, o Fundo não tenha recursos próprios ssuficientes.

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Deve um contrato ser cegamente cumprido quando há indícios mais que fortes de que uma das partes tem um comportamento típico de administração ruinosa?

José Manuel Pureza, “Visão” (sem link)

 

Ao discutirmos serviços públicos e apoios sociais fica à margem quem for incapaz de apresentar qualquer alternativa para o futuro que não seja o regresso a um passado de má memória.

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O Governo, que continua agarrado a metas artificiais de défice, tentou transformar as diferenças numa guerra de números, passando a semana a tentar desmentir as análises que tinham como fonte o Relatório do OE2021.

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As peças jornalísticas que se debruçaram sobre a verdade dos números concluíam a cada análise que os dados do Governo não batiam certo com o que o ministro das Finanças tinha entregue no Parlamento.

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Não sei se há arrependimentos ou algumas consciências pesadas, mas o país sabe que foi a arrogância pós eleitoral do PS que levou à rejeição de qualquer acordo escrito com o Bloco de Esquerda.

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No total, e com base na informação do Governo, teremos, na melhor das hipóteses, apenas 1500 pessoas a entrar no SNS e a maioria só no último trimestre de 2021.

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Depois de ter reconhecido que a atual lei laboral desprotege os trabalhadores, o primeiro-ministro não consegue explicar porque quer enfrentar esta crise com as regras definidas pela troika e PSD/CDS.

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Estamos a assistir a uma enorme onda de despedimentos e o Governo prefere deixar as leis da troika em vigor do que defender o emprego.

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As políticas fortes à esquerda continuam a ter uma maioria no Parlamento, tenha o PS vontade de se juntar a elas e o orçamento não falhará ao país.

Pedro Filipe Soares, “Público” (sem link)

 

Nenhum Orçamento de esquerda assumiria o objetivo de baixar o défice em tempos de crise económica. Este Governo não só o fez como escolheu a consolidação num ano em que não existe qualquer pressão europeia.

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Este Orçamento falha no compromisso político sobre a legislação laboral que ainda impõe as regras da troika e sobre a proteção dos trabalhadores perante uma nova vaga de despedimentos.

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Mesmo sabendo que há milhões de exames, consultas e cirurgias por recuperar, o Governo continua a anunciar contratações que correspondem às necessidades identificadas numa outra vida, pré-covid.

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Uma coisa é certa, se não houver recursos para o SNS, a resposta à pandemia transformar-se-á num negócio de milhões para os privados e no dia seguinte sobrará muito pouco do SNS para responder pelo país.

Joana Mortágua, Jornal i

 

Não é estranho o surgimento de contradições políticas e de medos, ou o aumento de preocupações das pessoas.

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QuantcastEntretanto, sabemos que as audiências de grandes meios de comunicação se alimentam deste lamaçal tão propício à engorda de projetos políticos antidemocráticos.

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Os medos vencem-se quando se assumem e se adotam comportamentos ofensivos que lhes vão fechando portas de entrada.

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Para enfrentar velhos problemas estruturais da economia, da organização e eficácia da Administração Pública e os impactos da pandemia, o Governo precisa de um apoio político que não pactue com políticas de encanar a perna à rã.

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[No SNS] é imprescindível investimento em recursos humanos e técnicos e responsabilizar alguns atores do setor privado.

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[O apoio para aprovação do OE] impõe compromissos para negociações estratégicas com os parceiros e jamais encostá-los à parede.

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As forças políticas à Esquerda do PS têm de fazer cedências, mas não podem fazê-lo abdicando de valores, da capacidade de agir em favor dos desprotegidos e da afirmação do valor e da dignidade do trabalho.

Carvalho da Silva, JN

 

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) usou para o desporto de elite [Fórmula 1] o desleixo inversamente proporcional ao zelo com que cuida de manter os espectadores afastados dos estádios de futebol.

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Com um impacto de 30 milhões de euros na economia, a "DGS dos popós" deu o pior exemplo possível para aqueles que ainda acreditavam que as regras são iguais para todos e para cumprir.

Miguel Guedes, JN

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