sábado, 8 de janeiro de 2022

12 ANOS DA APROVAÇÃO DO CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO

 

Foram precisos vários anos de luta, de avanços e retrocessos para serem inscritos na lei direitos que deveriam ter sido garantidos desde sempre. De certeza que já ouviste a frase Nem menos, nem mais direitos iguais!. É isso mesmo que defendemos: igualdade.

Só em 1982 é que a homossexualidade deixou de ser considerada crime no Código Penal. No entanto, a discriminação continuou e os direitos iguais continuaram ausentes.

Em 2000 aconteceu em Portugal a primeira Marcha LGBT, mas só passados 4 anos é que a Constituição Portuguesa passou a incluir a orientação sexual como critério de não discriminação.

Em 2010, finalmente, e após muitos anos de luta, é que a possibilidade de casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornou legal, mas sem igualdade plena: a proposta do Bloco sobre direitos de parentalidade e adoção foi reprovada. Mas a luta continuou e originou muitos frutos:

17 de fevereiro de 2011 - aprovação da lei da identidade de género permite a alteração de nome no registo civil;

17 de maio de 2013 - aprovada a lei da co-adoção, para que homossexuais possam co-adotar os filhos adotivos ou biológicos dos parceiros;

19 de fevereiro de 2016 – a lei da adoção é finalmente promulgada e encerra esse capítulo de discriminação na lei portuguesa.

Com todas estas conquistas, há quem questione o porquê de continuarmos a assinalar datas e a organizar as marchas. A resposta é simples: nenhum direito é eternamente garantido. Comemoramos as vitórias mas continuamos em luta, na rua, nas escolas, na sociedade, para que os direitos - reconhecidos pela lei - sejam uma realidade quotidiana, na vida de cada pessoa.


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