sexta-feira, 8 de abril de 2022

CITAÇÕES

 

A decisão europeia desta semana, bloqueando o carvão russo, é uma encenação que pouco afeta o invasor. 

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Nenhum dos lados da guerra tem recuo possível, pelo que a paz se tornou uma quimera.

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Os efeitos da guerra ucraniana serão uma cisão planetária, necessaria­mente longa, dado que a Alemanha não pode cortar agora o fornecimento de gás russo.

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Como mais de metade das exportações russas não têm por destino a Europa e mesmo sem elas o país continua a ter um superávite comercial.

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A guerra continuará de todas as formas. A globalização que conhecemos desvaneceu-se.

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A guerra secular acelera o fracasso da globalização, o que cria um mundo mais imprevisível.

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As sanções determinam mudanças estruturais no mapa dos poderes mundiais, ainda mais do que soluções emergenciais.

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O que elas atingem é a financeirização, o coração da globalização.

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A estratégia das sanções é criar dois planetas financeiros separados.

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A rede financeira mundial fragmenta-se, com o risco suplementar do bloqueio da oferta de energia e alimentos. 

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Haverá duas internets, dois sistemas de pagamentos e de comércio, duas economias que chocarão entre si.

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Haverá duas internets, dois sistemas de pagamentos e de comércio, duas economias que chocarão entre si.

Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

 

A inflação é um monstro suspeito, atemoriza as economias que já não se lembram dele.

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A medida [aumento das taxas de juro] só tem uma justificação: reforçar a disciplina social protegendo os lucros, mesmo que em prejuízo da economia no seu todo.

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Aumentar os juros para reduzir a procura agregada e o poder de compra da população, mesmo que provocando uma recessão.

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No caso da região europeia os preços não são empurrados pelos salários, (…), mas pela alta do custo da energia. 

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[Em Portugal] vai haver de novo uma compressão salarial na Administração Pública em 2022.

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Porque é que os governantes haviam de fazer o que está certo [limitar os preços da energia] e beneficiar a população se podem optar pelo que favorece uma clientela?

Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

 

Esta primeira moção de rejeição pela extrema-direita dos "portugueses de bem" está mal para o debate e óptima para a celebração de coisa nenhuma. 

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Que as outras forças partidárias sejam capazes de estar à altura do primado da política e não da sua absoluta negação.

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A inadequação do PG e do OE ao novo contexto da guerra na Ucrânia que condiciona toda e qualquer perspectiva que hoje se tome como certa é gritante. 

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O combate à pobreza terá mais a cara da distribuição de dividendos do que a da luta pela dignidade do trabalho e da manutenção de um patamar mínimo de poder de compra pelos mais desfavorecidos trabalhadores e pensionistas.

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O massacre em Bucha poderia ter servido para calar aqueles que se arrumam na duplicidade de razões. 

Miguel Guedes, JN

 

Esta guerra é contra o clima. Não existe nenhuma informação pública sobre as emissões dos exércitos.

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Não há documentação sobre as emissões do fabrico de armas nem das que se produzem nas manobras e manutenção dos exércitos.

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Temos, todavia, um dado: os EUA emitiram 1200 milhões de toneladas de gases efeito de estufa nas guerras desde 2001 o equivalente a 257 millhões de automóveis/ano.

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O mundo, segundo o SIPRI (Instituto para a Paz de Estocolmo), gastou mais 2 mil milhões de milhões (2.000.000.000) de dólares em armas e sem que uma única voz tenha rompido o tenebroso silêncio do politicamente correcto.

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Nem uma voz se ouviu a contestar o aumento de quase 100% das despesas militares, nos nossos países, para 2%. Vergonhoso.

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Esta guerra é, nenhum dos nossos especialistas o diz, uma guerra climática, por combustíveis fósseis.

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Esta guerra (…) também é o desmascarar final da nuclear, civil e militar.

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Não há nenhum nuclear seguro.

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São igualmente os direitos humanos pisoteados em nome de ideias que ao longo da história têm conduzido às maiores vilezas, massacres, holocausto sob qualquer das suas diversas formas.

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Os apelos permanentes a um escalar do conflito são totalmente contraproducentes. Só se acaba com a guerra lutando contra a guerra.

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Parar já esta loucura, caminhar para um cessar-fogo, e a construção de novas relações que excluam o ódio e promovam a fraternidade entre os povos.

António Eloy, “Público” (sem link)

 

A medida que o Bloco impôs no anterior mandato da Câmara Municipal de Lisboa – suspender novas licenças de alojamento local em zonas muito pressionadas – reduziu em 9% o preço das rendas naquelas zonas e reduziu em 20% a compra e venda de casas.

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Quem diria que resulta termos políticas públicas que regulem a forma como organizamos as nossas cidades?

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O direito à habitação tem de ser o primeiro critério de qualquer política que possa interferir com ele.

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A limitação introduzida pelo Bloco foi mais um ato de emergência do que uma política de fundo, mas obteve efeitos relevantes.

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Todas estas possibilidades estão agora em cima da mesa e serão realidade se se construírem maiorias sociais e políticas que as defendam.

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Será, portanto, tempo de juntar forças, pensar a cidade e as alterações legislativas (municipais e nacionais) que tragam gente para o centro e que baixem o preço das rendas.

Vasco Barata, “Público” (sem link)

 

Faz sentido condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia e admitir que existem factores que a motivaram.

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Faz sentido reconhecer que esses factores existem e considerar que não servem como justificação ou legitimação da invasão.

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Faz sentido apoiar a Ucrânia e questionar as ligações do governo ucraniano a milícias neonazis.

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Faz sentido reconhecer que Putin está ligado à extrema-direita e que Zelenskii também está.

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Faz sentido concordar com uma intervenção de Zelenskii no nosso Parlamento e exigir que não se faça acompanhar de combatentes de extrema-direita.

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Faz sentido não concordar com a posição do PCP, relativamente a esta guerra, e reconhecer a sua importância na vida democrática e a sua essencialidade nas lutas fundamentais.

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Reconhecer ao outro o direito a ter uma opinião, ouvi-la e não lhe atribuir à força conotações que o próprio rejeita.

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Por cada vez que alguém compara o BE e o PCP à extrema-direita morre um passarinho silvestre, seca uma flor campestre.

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São partidos que dão contributos de verdadeira social-democracia à política portuguesa.

Carmo Afonso, “Público” (sem link)


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