sábado, 8 de janeiro de 2022

COMBATE AO CRIME ECONÓMICO E À CORRUPÇÃO

 

De privatizações de empresas estratégicas às parcerias público-privadas, dos concursos feitos “à medida” aos “donos disto tudo” cujos buracos financeiros são sempre salvos com dinheiros públicos, são demasiadas as vezes em que o interesse público fica refém de interesses privados.

Defendemos que quem decide no país tem de declarar o seu património e essa informação tem de ser pública!

A riqueza sem origem clara e acumulada abusivamente deve ser taxada a 100%.

O Bloco propõe:

- Criminalizar o enriquecimento injustificado, com confisco dos bens obtidos por esse meio;

- Alargar a lista de responsáveis públicos obrigados a declarar o seu património;

- Alargar para 6 anos o período em que o/as ex-governantes não podem ser contratados/as por empresas do setor que tutelaram;

Fim dos vistos gold.

Estima-se que Portugal tenha anualmente uma perda fiscal para offshores na ordem dos 880 milhões. Do BPN ao BCP, do BES à fuga de Rendeiro: em Portugal as offshores estão ligadas a todos os grandes escândalos financeiros.

O Bloco propõe:

- Revisão da lista de offshores;

- Criminalizar o recurso a entidades situadas em territórios offshore;

- Excluir do acesso a apoios públicos e negócios com o Estado empresas com ligações diretas ou indiretas a entidades offshore;

- Defesa da criação de um registo internacional dos beneficiários efetivos das sociedades offshore.

As criptomoedas vieram facilitar o crime económico e financiamento de atividades criminosas. O seu anonimato ajuda à especulação financeira, está ligado a branqueamento de capitais, financiamento de terrorismo e outras atividades criminosas.

O Bloco propõe:

- Criar um sistema de reporte obrigatório dos montantes detidos em criptomoedas e de todas as transações efetuadas;

- Tributação das operações com criptoativos, nomeadamente das suas mais-valias.


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