domingo, 18 de julho de 2021

MAIS CITAÇÕES (139)

 
A viragem imposta por Draghi foi concretizada em 2015 com o programa de compra de emissões de dívida soberana e empresarial, mas a doutrina do Banco não tinha mudado.

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Agora, com a nova fórmula, que supõe que passa a haver uma simetria na resposta aos desvios em relação aos 2% (incluindo da habitação), a margem de manobra do BCE é ampliada. 

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Mesmo reconhecendo que o controlo das taxas de juro é insuficiente, no que Draghi, Lagarde e outras figuras de topo do BCE têm insistido, a referência à política orçamental é omissa.

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O Banco da Nova Zelândia acrescentou há três anos o pleno emprego ao seu menu de objetivos, uma expressão que provoca arrepios aos dirigentes da zona euro, e este ano somou-lhe a meta da estabilidade dos preços da habitação.

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O modelo da gestão monetarista das políticas monetárias faleceu na última década.

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O BCE prometeu ainda considerar os efeitos das alterações climáticas.

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O Banco de Inglaterra passou a definir a transição climática como um dos seus critérios de atuação.

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Aberta esta porta, ninguém sabe o que vem a seguir, até porque as empresas mais responsáveis por emissões continuam a ser financiadas pelos programas europeus.

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A jaula dogmática da inflação a 2% é um risco para as economias do velho continente, que se arriscam a ficar com o pior de dois mundos: economia deprimida com inflação baixa e juros altos.

Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

 

Salvo melhor opinião, parece-me que ter profissionais de saúde e cuidadores vacinados é como ter trabalhadores com coletes refletores e capacetes nas obras. 

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Outro debate é a obrigatoriedade geral da vacina. O corpo é a última fronteira da nossa liberdade. 

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Por isso ninguém pode ser vacinado à força. 

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Todas as escolhas livres têm consequências. 

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Não as impedindo, a vacina reduz as infeções (…) e os internamentos. 

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A liberdade de quem não se quer vacinar não pode retirar a todos a liberdade de regressarem à vida normal. Nem pode rebentar com o SNS, causando vítimas de outras doen­ças.

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A realidade muda quando estamos perante uma emergência pandémica.

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Entre os maiores opositores da vacinação estão os que defendem discursos securitários. 

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Ao contrário do que se pensa, a liberdade perdeu valor político.

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O egoísmo, que é coisa diferente, é que está fortemente inflacionado. 

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O que não tem de ser obrigatório não deve ser obrigatório. Mas este é um debate muito difícil e em aberto se todos os outros se esgotarem.

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Não é fácil dizer a quem recusa a vacina que a sua liberdade individual não está acima de tudo quando o lucro e o mercado continuam a estar.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

Alguns dos momentos em que o Governo enfrentou maiores dificuldades estão relacionados com a relação com o mundo do futebol. 

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Foi assim no ano passado, aquando da realização da fase final da Champions em Lisboa.

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Depois disso, com o laxismo nas celebrações do título do Sporting e, de novo, com a autorização à última hora da final da Champions, desta feita com público, no Porto.

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Foi com justificada estupefação que se assistiu ao apoio de vários responsáveis políticos a Luís Filipe Vieira nas eleições do Benfica.

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A pairar sobre tudo persiste uma reverência para lá do razoável do poder político face a tudo o que envolve a Seleção.

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Em lugar de alguma proatividade para a mudança, os políticos escolheram fazer vénias contínuas aos dirigentes do futebol. 

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Agora que a procissão judicial ainda vai no adro, é oportuno refletir sobre o caráter instrumental do mundo do futebol para a articulação de várias esferas de poder.

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Tudo devidamente oleado por uma cultura de escrutínio débil e por clubes com práticas institucionais frágeis.

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Após o colapso do universo BES este mundo ficou mais exposto e a única forma de ser resgatado era a fuga para a frente.

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Que os políticos não se tenham apercebido disto em tempo útil é um erro de perceção preocupante.

Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

 

Desce-se nos processos e lá aparecem os mesmos bancos, os mesmos agentes, os mesmos suspeitos do costume.

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Se o Apito Dourado foi escandalosamente arquivado, o Football Leaks ao princípio quase ignorado e personagens como Paulo Gonçalves estranhamente isolados das mãos que lhe davam de comer, agora está a ir tudo a eito.

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O comissionista amigo de Vieira que é também amigo da família Pinto da Costa, sendo ambos amigos do agente Jorge Mendes.

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Aqui os amigos são Bruno Macedo, que tanto transaciona jogadores com Luís Filipe Vieira como cobra comissões de 20 milhões à MEO nos negócios com Pinto da Costa. 

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Se [José António dos Santos] é testa de ferro de Vieira, é um César feito bruto. 

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Vieira vive da reforma, está cheio dele fora do país ou atolado em dívidas pós-Salgado em Portugal?

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O futebol é um desporto de clubes falidos com jogadores, agentes e dirigentes ricos.

Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

 

Na semana passada, os deputados do Parlamento Europeu votaram um relatório de iniciativa que expressa a sua posição sobre esta revisão [do Pacto de Estabilidade e Crescimento]

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O relatório começa por aplaudir a ativação da cláusula de escape do PEC, que suspendeu a sua aplicação e permitiu aos países da União Europeia gastar o que fosse necessário na resposta à crise provocada pela pandemia.

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O relatório conclui que “a política orçamental tem de desempenhar um papel mais forte”, sobretudo tendo em conta que a maioria dos países se encontrará em incumprimento do PEC quando a cláusula for desativada em 2023.

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Por esta altura, já não há desculpa para não saber que apertar o cinto é a pior forma de responder a uma crise económica. Essa receita foi tentada na periferia europeia e os resultados foram desastrosos

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Ao estimular a economia por via do investimento ou das políticas de rendimentos, o Estado pode impulsionar o crescimento e permitir que o rácio da dívida diminua de forma mais sustentável.

José Gusmão, “Público” (sem link)


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