Neste dia 9 de abril de 1942 nascia, no Porto, Adriano Correia de Oliveira.
Músico português, dotado de um timbre único, intérprete da canção de Coimbra e
cantor de intervenção, nunca se desmarcou dos seus ideias antifascistas. Cantou
para o povo, para os trabalhadores, pela liberdade e pela democracia.
Aos 17 anos ingressou no curso de Direito, em Coimbra, que não terminou, no
mesmo ano que se deparou com uma intensa atividade estudantil e cultural que o
fizeram enveredar pelo teatro e pela música. Em 1960 gravou o seu primeiro
disco, "Noite de Coimbra" e aderiu ao Partido Comunista Português,
envolvendo-se depois nas greves académicas de 62. Foi guitarrista, privou com
vários músicos, entre eles, José Afonso, António Portugal ou José Niza e compôs
também a partir de obras como as de Urbano Tavares Rodrigues, Luís Andrade ou
Manuel Alegre.
Entre 1970 e 1974, viveu em Lisboa, onde trabalhava no gabinete de imprensa
da FIL, ao mesmo tempo que conciliava os seus trabalhos de produção musical.
Após a Revolução de Abril, esteve entre os fundadores da Cooperativa Cantabril
e participou em centenas de iniciativas do PCP pelo país, integrando o Comité
Organizador da Festa do Avante!, desde a primeira edição. Com mais de noventa
temas, percorreu o mundo e com a música levou esperança ao povo e, em 1980,
lançaria o seu último álbum “Cantigas Portuguesas”.
Faleceu em outubro de 1982, em Avintes, aos 40 anos. “Foste sempre o cantar
que não se agarra” escreveu em «Memória de Adriano», Ary dos Santos, em
homenagem ao seu amigo e camarada.
A título póstumo, em 1983, foi condecorado Comendador da Ordem da Liberdade
e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1994. (via Museu do Aljube Resistência e
Liberdade)

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