domingo, 7 de agosto de 2022

NADA ACONTECE POR ACASO… A PALESTINA É VÍTIMA DE UMA OCUPAÇÃO QUE DURA HÁ MAIS DE SETE DÉCADAS, PERANTE O SILÊNCIO GENERALIZADO DA COMUNIDADE INTERNACIONAL

 

Na Palestina não há fronteiras pelas quais se possa fugir, não há corredores humanitários, nem assembleias extraordinárias das nações unidas que travem o genocídio. Os desportistas, os políticos e os cientistas que tomam partido pela Palestina são castigados, os jornalistas que assumem as dores do ocupado são categorizados como militantes e ostracizados, na economia e na academia poucos aderem ao boicote internacional. Quando os resistentes são da Palestina são todos terroristas, poucos os romantizam, muitos consideram insuperáveis as suas contradições e as ajudas externas são sistematicamente bloqueadas. Retiraram à Palestina todos os direitos, por água, terra e ar, não têm aeroporto internacional, nem portos, nem entradas e saídas legais controladas por si como Estado soberano e independente. Não há forças armadas, nem tão pouco infantaria. Na Palestina todos os bens naturais estão sobre arresto, da água às oliveiras. Na Palestina só se ganha espaço mediático quando as bombas chovem sem aviso nem intervalos, os mortos perdem os nomes e se reduzem aos números, à pérfida contagem dos velórios. A Palestina é vítima de uma ocupação que dura há mais de sete décadas, perante o silêncio generalizado da comunidade e a apatia, condescendência e conivência da diplomacia e da opinião pública. Que a invasão da Rússia à Ucrânia sirva de exemplo para todas as expressões coloniais e que se abra definitivamente o debate para superar um fenómeno que devia ter ficado extinto no século passado. (Cartoon do Carlos Latuff.)

Via Bernardino José Guia

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