quarta-feira, 13 de agosto de 2025

CITAÇÕES À QUARTA (167)

 
Vivemos num tempo em que a tecnologia promete tornar tudo mais fácil, rápido e eficiente. 

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A palavra mágica é “eficiência”.

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Mas há um problema silencioso a crescer por trás desta ideia de eficiência constante: quanto mais fazemos, mais se espera que façamos.

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É a chamada armadilha da eficiência tecnológica.

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A lógica parece simples: se uma ferramenta nos permite fazer em meia hora aquilo que antes levava duas, então ficamos com mais tempo livre, certo? Errado.

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O que acontece, na prática, é que esse tempo "ganho" é rapidamente preenchido com mais tarefas, mais expectativas e mais pressão para continuar a produzir.

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Raramente é dedicado a actividades ligadas ao lazer ou repouso.

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Isto faz com que a tecnologia, em vez de nos libertar, nos empurre para uma espécie de “corrida infinita”.

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A pergunta que se impõe é simples: corremos para onde, mesmo?

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O nosso cérebro, essa máquina complexa de lógica, emoções e memórias, não está preparado para esta produtividade contínua.

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O problema? O cérebro não distingue automaticamente entre uma tarefa relevante e uma irrelevante.

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Esta urgência do presente e hiperprodutividade, alimentada por apps e alertas constantes, tem um custo significativo nos nossos cérebros. 

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Estas consequências refletem-se não só a nível individual como institucional e social.

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[A tecnologia] está a gerar uma espécie de stress digital omnipresente que, gradualmente, esbate a linha, já ténue, entre produtividade e tempo de repouso.

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Ou seja, esta promessa de que seremos mais produtivos graças à tecnologia é, na melhor das hipóteses, ingénua. Na pior, uma armadilha bem montada.

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Não será que estamos a sacrificar tempo de qualidade, pensamento crítico, e até saúde mental, em nome de uma produtividade utópica que nunca se completa?

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Talvez o segredo esteja em usar a tecnologia não para acelerar a vida, mas para abrandar onde for possível.

Rui Rodrigues, “Público” (sem link)

 

Cessar-fogo imediato, levantamento total do bloqueio israelita à ajuda humanitária para Gaza e libertação incondicional de todos os reféns: imperativos humanos urgentes.

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Não se pode descrever com palavras o sofrimento constante e implacável do povo de Gaza.

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Que aconteceu aos princípios fundamentais dos direitos humanos?

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De que políticas e conflitos são vítimas as pessoas de Gaza?

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Porque ficou tão desprotegida a vida de crianças, reféns e civis?

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Milhares de perguntas continuam sem resposta. 

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Que papel desempenhou o Governo de Israel na persistente falta de aplicação, durante anos, de numerosas resoluções da ONU (…)?

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Que papel teve o Hamas, não só no dia 7 de outubro como na orientação que a luta palestiniana tomou?

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Que papel representaram o Hezbollah e outras forças afins ao Irão em fazer da Palestina uma peça dos jogos de poder ideológicos da região (…) ?

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E que papel foi o das potências democráticas do mundo com a sua falta de vontade, coerência e consenso para reduzir e pôr fim às hostilidades no Médio Oriente?

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Talvez um dia a História peça contas por tudo isto, mas a responsabilidade de hoje é clara.

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O momento de pôr fim à guerra em Gaza é agora, de forma imediata, decidida, sem condições e sem demora. 

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[É urgente] levantar o bloqueio a Gaza e garantir a entrega rápida e em massa de ajuda humanitária à sua população.

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[O reconhecimento do Estado da Palestina é] um passo essencial para uma paz justa e duradoura, e para a estabilidade regional e mundial.

(…)

[É] um passo essencial para uma paz justa e duradoura, e para a estabilidade regional e mundial. 

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É uma medida crucial para (…) reduzir o papel de forças terroristas na perpetuação do conflito e propiciar a aplicação efetiva das resoluções das Nações Unidas.

(…)

O mundo de hoje e as principais potências regionais e globais não são incapazes de resolver esta crise humanitária cada vez mais grave e angustiante.

(…)

Cada día de atraso, cada gesto de indiferença face ao que acontece em Gaza, afasta-nos mais do caminho da dignidade humana e do progresso. 

Narges Mohammadi, “Expresso” online


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