(…)
A palavra mágica é “eficiência”.
(…)
Mas há
um problema silencioso a crescer por trás desta ideia de eficiência constante:
quanto mais fazemos, mais se espera que façamos.
(…)
É a chamada armadilha da eficiência tecnológica.
(…)
A
lógica parece simples: se uma ferramenta nos permite fazer em meia hora aquilo
que antes levava duas, então ficamos com mais tempo livre, certo? Errado.
(…)
O que
acontece, na prática, é que esse tempo "ganho" é rapidamente
preenchido com mais tarefas, mais expectativas e mais pressão para continuar a
produzir.
(…)
Raramente é dedicado a actividades ligadas ao
lazer ou repouso.
(…)
Isto faz com que a tecnologia, em vez de nos
libertar, nos empurre para uma espécie de “corrida infinita”.
(…)
A pergunta que se impõe é simples: corremos para onde, mesmo?
(…)
O nosso cérebro, essa máquina complexa de
lógica, emoções e memórias, não está preparado para esta produtividade contínua.
(…)
O problema? O cérebro não distingue
automaticamente entre uma tarefa relevante e uma irrelevante.
(…)
Esta urgência do presente e hiperprodutividade,
alimentada por apps e alertas constantes, tem um custo significativo nos nossos
cérebros.
(…)
Estas consequências refletem-se não só a nível
individual como institucional e social.
(…)
[A
tecnologia] está a gerar uma espécie de stress
digital omnipresente que, gradualmente, esbate a linha, já ténue,
entre produtividade e tempo de repouso.
(…)
Ou
seja, esta promessa de que seremos mais produtivos graças à tecnologia é, na
melhor das hipóteses, ingénua. Na pior, uma armadilha bem montada.
(…)
Não
será que estamos a sacrificar tempo de qualidade, pensamento crítico, e até
saúde mental, em nome de uma produtividade utópica que nunca se completa?
(…)
Talvez o segredo esteja em usar a tecnologia
não para acelerar a vida, mas para abrandar onde for possível.
Rui Rodrigues, “Público”
(sem link)
Cessar-fogo imediato, levantamento total do
bloqueio israelita à ajuda humanitária para Gaza e libertação incondicional de
todos os reféns: imperativos humanos urgentes.
(…)
Não se pode descrever com palavras o sofrimento
constante e implacável do povo de Gaza.
(…)
Que aconteceu aos princípios fundamentais dos
direitos humanos?
(…)
De que políticas e conflitos são vítimas
as pessoas de Gaza?
(…)
Porque ficou tão desprotegida a vida de
crianças, reféns e civis?
(…)
Milhares de perguntas continuam sem resposta.
(…)
Que papel desempenhou o Governo de Israel na
persistente falta de aplicação, durante anos, de numerosas resoluções da ONU
(…)?
(…)
Que papel teve o Hamas, não só no dia 7 de
outubro como na orientação que a luta palestiniana tomou?
(…)
Que papel representaram o Hezbollah e outras
forças afins ao Irão em fazer da Palestina uma peça dos jogos de poder
ideológicos da região (…) ?
(…)
E que papel foi o das potências democráticas do
mundo com a sua falta de vontade, coerência e consenso para reduzir e pôr fim
às hostilidades no Médio Oriente?
(…)
Talvez um dia a História peça contas por tudo
isto, mas a responsabilidade de hoje é clara.
(…)
O momento de pôr fim à guerra em Gaza é agora,
de forma imediata, decidida, sem condições e sem demora.
(…)
[É urgente] levantar o bloqueio a Gaza e
garantir a entrega rápida e em massa de ajuda humanitária à sua população.
(…)
[O reconhecimento do Estado da Palestina
é] um passo essencial para uma paz justa e duradoura, e para a estabilidade
regional e mundial.
(…)
[É] um passo essencial para uma paz justa e
duradoura, e para a estabilidade regional e mundial.
(…)
É uma medida crucial para (…) reduzir o
papel de forças terroristas na perpetuação do conflito e propiciar a aplicação
efetiva das resoluções das Nações Unidas.
(…)
O mundo de hoje e as principais potências
regionais e globais não são incapazes de resolver esta crise humanitária cada
vez mais grave e angustiante.
(…)
Cada día de atraso, cada gesto de indiferença
face ao que acontece em Gaza, afasta-nos mais do caminho da dignidade humana e
do progresso.
Narges Mohammadi, “Expresso” online
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