sexta-feira, 8 de agosto de 2025

CITAÇÕES

 
É mau sinal quando as instituições do sector são surpreendidas por uma reforma. 

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O Governo acredita que a inovação tem retorno económico imediato.

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Com este raciocínio nunca teriam existido vacinas contra a covid e boa parte das inovações tecnológicas. 

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A investigação fundamental arrisca e inova e, por isso, precisa do Estado.

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A investigação dependente das empresas é tendencialmente conservadora, só apostando no que já conhece. 

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A ciência é necessária para desenvolver políticas públicas, sem retorno financeiro.

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Também foi o automatismo ideológico que levou ao descalabro nas políticas da habitação. 

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A Comissão Europeia criticou o baixo controlo dos preços e a pressão do AL. Até os bancos já assumem o erro.

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Mas nada foi tão longe como a contrarreforma laboral.

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Será, afinal, um recuo na grande evolução da última década — a redução do trabalho precário — e na vida familiar.

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Quanto à precariedade, alimentam-se os falsos recibos verdes, os trabalhadores das plataformas digitais perdem o que conseguiram, desaparece a criminalização do trabalho não declarado.

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Incentiva-se o trabalho temporário fraudulento. 

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Propõem-se perdas nos direitos de parentalidade.

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A ministra garante que há “muitas práticas” abusivas, mas nem sabe quantas mães pedem redução de horário, quanto mais as que abusam.

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Para o Governo, a família é o núcleo central da sociedade até pôr o lucro em causa.

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A CAP exige 60 horas semanais de trabalho.

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A CIP quer despedimentos livres e faltas justificadas não remuneradas.

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É provável que, depois do chumbo constitucional de algumas propostas, até comece a ganhar fôlego uma revisão e uma radicalização da composição do TC.

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O Governo mais extremista da nossa democracia constitucional não se explica apenas com os dois terços de direita. Também se explica com o outro terço.

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[O problema é] haver um lado que se calou, levando a este perigoso desequilíbrio.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

Como escutar as palavras de Benjamin Netanyahu sem ficar assoberbado pela dimensão do cinismo e ainda acreditar na humanidade?

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Este é o primeiro-ministro de um Estado que cometeu todos os crimes de guerra possíveis e imaginários contra uma população encurralada numa armadilha mortal.

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Ensaia, com o apoio dos Estados Unidos, uma limpeza étnica e uma ocupação definitiva da Faixa de Gaza.

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O líder de um Estado que usa a fome como arma de guerra quer-nos fazer crer que o preocupa a forma como são tratados dois reféns que, ao fim de 671 dias, o seu poderoso Exército não pôde (ou não quis) libertar?

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Como haveriam de estar gordos e saudáveis os reféns israelitas se morrem à fome os civis palestinianos?

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Como é que a bendita tradição judaico-cristã, hoje tão em voga como forma de afirmação cultural e política da extrema-direita, se conjuga com o extermínio de um povo?

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[Netanyahu] nem pestaneja quando os próprios israelitas apelidam a operação militar israelita em Gaza de “genocídio”.

António Rodrigues, “Público” (sem link)

 

As intenções que estão subjacentes ao desprezo e ao desrespeito pelo pacto social, que tem de regular e mediar as relações entre trabalhadores e empresas, não podem ser promovidas pelo Estado. 

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As declarações da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Ramalho, se revelam incompreensíveis e denotam uma insensibilidade e ligeireza que não se compadece com o argumento da impreparação.

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Onde estão os abusos que justifiquem a redução dos horários de trabalho para as mães em fase de amamentação? 

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Nos últimos cinco anos, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) multou dez empresas e advertiu outras 13 por questões relacionadas com o direito à amamentação. 

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Segundo a ACT, há casos em 23 empresas que infringiram a lei e nenhum caso de infracção por parte dos trabalhadores.

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O Ministério do Trabalho admitiu que não tem dados concretos sobre o número de mães que cometeram as alegadas irregularidades, nem sequer sobre o número de mães a amamentar.

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Há responsáveis no Ministério do Trabalho que parecem precisar de uma dose de realidade ou de terapia ocupacional.

Miguel Guedes, JN

 

Quando se fala em ativismo, imaginamos figuras como Greta Thunberg: valente, sozinha, sentada no chão com o seu cartaz nas mãos a fazer greve “pelo futuro”.

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Pensamos em nomes que marcaram a história ao sacrificarem a sua liberdade ou a vida em nome dos seus combates.

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[Ativismo] é uma forma de ver, de estar e de agir no mundo.

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Não se faz ativismo, é-se ativista.

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É ter lucidez suficiente para ver o que “está mal”, indignar-se e transformar essa indignação em ação.

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É ver um caminho. É suportar a frustração. 

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É aceitar ter a utopia como horizonte.

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A pessoa ativista, em geral, quer viver para continuar o combate, mas aceita o risco e o seu lugar de pequena pedra do edifício.

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O ativismo é normalmente assimilado a causas importantes, em prol do bem coletivo, a partir de princípios e valores humanistas, como a igualdade, justiça ou liberdade.

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O mundo precisa de mais ativistas e é possível educar para o ativismo.

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Mais do que ensinar civismo ou cidadania abstrata, trata-se de educar para a ação consciente.

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É ensinar que o nosso poder em democracia não se esgota no voto, inclui manifestações, greves, boicotes, ocupações, artivismo, petições.

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[O ativismo] é um trabalho pessoal sem fim. Por isso, acredito que todas as formas de ativismo são válidas, da pequena à grande pedra, todas são importantes na construção do caminho.

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A amplitude de hashtags como #metoo ou #blacklivesmatter funcionou também graças à partilha de ativistas de sofá. 

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Nos países em que é possível assinar petições ou iniciativas legislativas cidadãs para levar propostas de lei a serem discutidas nos parlamentos, o clique funciona.

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O digital e o real são mundos complementares.

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Aliás, hoje é quase impossível não passar por um ativismo híbrido.

Luísa Semedo, “Público” (sem link)


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