(…)
A "trégua comercial" estabelecida
entre os dirigentes da União Europeia e a Administração dos Estados Unidos da
América (EUA) foi obtida com capitulação vergonhosa dos dirigentes europeus.
(…)
O que o "acordo" nos propõe é maior
dependência económica face aos EUA e compromissos profundos com o belicismo.
(…)
Trump consegue impor, a partir de uma reescrita
da história, o mito de que todo o Mundo tem andado, desde a II Guerra Mundial,
a roubar os EUA.
(…)
O projeto europeu definha enquanto espaço de
paz e harmonização política e social no progresso.
(…)
A pressão para reduzir salários aumentará.
(…)
O pacote laboral surge neste quadro.
(…)
A ministra [do Trabalho] é que tem de ser
denunciada.
(…)
Há serviços e entidades públicas credenciadas
para identificar e fazer prova de violações de direitos.
(…)
Pois, o que [o Presidente da CIP] chama de
tendências novas são as políticas ultraconservadoras e fascistas e "a
economia que mata".
Aos palestinianos desesperados e famintos de
Gaza só lhes faltava mesmo morrerem com ajuda humanitária.
(…)
Governos
como o da Alemanha escolheram despejar auxílio por via aérea, atirado de aviões
em pára-quedas sobre o território devastado.
(…)
Uma forma ineficaz, desaconselhável e até
perigosa de distribuir seja o que for num território densamente povoado.
(…)
É a lei do mais forte que prevalece numa terra
onde manda o desespero. Os bandos armados capturam a ajuda e acabam a
vendê-la a preços exorbitantes
(…)
A ideia da distribuição de ajuda humanitária
por via aérea veio do próprio Netanyahu, como golpe de relações públicas.
(…)
Uma
proposta logo abraçada pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, que não queria
mesmo nada ter de agir contra o Estado judaico.
António Rodrigues, “Público” (sem link)
O
cinismo e a falta de empatia ganharam tal dimensão na política argentina que
nem a morte de mais de 60 pessoas em situação de sem-abrigo no que vai do ano
inocula algum decoro no discurso.
(…)
O
aumento dos indigentes na cidade de Buenos Aires [é tal] que se vêem obrigados
a procurar alguma coisa que comer ou que vender no lixo.
(…)
[O Governo da cidade de Buenos Aires] resolveu
atacar o problema de maneira sui generis: instituiu multas para aqueles que andam no lixo.
(…)
Esta é
a mesma Laura Alonso que, no seu tempo à frente do GA, nada viu de ilegal
quando Jorge Macri perdoou uma dívida de 70 mil milhões de pesos (45,1 milhões
de euros) que a sua família tinha ao Estado.
António Rodrigues, “Público” (sem link)
Os deputados e senadores bolsonaristas bloquearam esta semana durante 30 horas os trabalhos do
Congresso do Brasil.
(…)
Exigem a amnistia para um ex-Presidente que
conspirou uma tentativa de golpe de Estado e atentou contra a democracia.
(…)
O
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que tanto o seu antecessor como o
seu filho Eduardo Bolsonaro, que pediu licença do cargo de deputado para mover
influências a favor do pai nos EUA, deveriam ser investigados por “traição à
pátria”.
(…)
Os apoiantes de Bolsonaro não vêem nenhuma
traição no facto de os Bolsonaro terem influenciado Donald Trump (…) a interferir
nos assuntos internos do Brasil e na sua ordem judicial.
(…)
O filósofo italiano Franco ‘Bifo’ Berardi, em
entrevista recente ao Ípsilon, dizia que a humanidade não sobreviverá a este
século e, se queríamos um exemplo de que esse fim está próximo, basta
olhar para o Brasil.
António Rodrigues, “Público”
(sem link)
Enquanto
não passarmos o slogan fascista
[“Deus Pátria e Família”] para o plural, respeitando a existência de vários
deuses, pátrias e famílias, ele vai ser manter como um tripé que sustenta o
ódio à diferença e a crise das democracias.
Fernanda Hamann, “Público” (sem link)
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