sábado, 8 de outubro de 2022

MAIS CITAÇÕES (201)

 
Segundo um estudo da Deco, publicado recentemente, o preço de um cabaz de bens alimentares essenciais já subiu quase 15% desde fevereiro passado. 

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O peso no preço dos produtos alimentares no aumento da inflação é deveras significativo, apresentando uma subida de quase 17% em setembro, comparando com o mesmo mês do ano de 2021. Trata-se da taxa mais elevado desde julho de 1990.

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A tendência de subida do custo de vida vai manter-se e a fatura energética, nos próximos tempos, poderá ter um aumento superior a 40 euros.

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Outra situação explosiva tem a ver com o aumento das taxas de juro, levando a que muitas famílias não consigam pagar a prestação das suas habitações num futuro próximo.

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[O Governo de Costa] envereda por manobras propagandísticas e trapaceiras, escondendo-se atrás da maioria absoluta do PS, de forma autista e arrogante. 

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Ainda estamos à espera do anúncio de taxar os que mais têm lucrado com a crise – as empresas da energia, farmacêuticas, banca parasitária e grandes superfícies comerciais. 

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Tal como nas crises anteriores do capitalismo, nesta crise será mais do mesmo – se não houver uma resposta a sério. Serão as classes trabalhadoras e o povo português a arcar com todo o seu peso.

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É chegada a hora de vir para a rua e gritar bem alto que não têm de ser sempre os mesmo a pagar a crise que outros estão a provocar e a beneficiar. 

João Vasconcelos, Esquerda.net

 

A maioria absoluta foi o pior que poderia ter acontecido ao PS.

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Veremos se esta [crise] não transformará Costa no Hollande português — o homem que teve tudo na mão e quase extinguiu o seu partido.

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Tudo mudou nestes sete anos. Nas margens da direita, lastro do desgaste do tempo da troika, cresceram espaços de protesto antidemocrático. 

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A CGTP acompanha o processo de fechamento do PCP, evidente na escolha de uma funcionária sindical para sua coordenadora, e a UGT é um simulacro de central.

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Tirando em alguns sectores da Função Pública, o sindicalismo está no osso. 

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[É preciso que os eleitores de esquerda percebam que] alimentaram as condições para o PS dar a maior guinada à direita da sua história. 

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Condenaram as correntes mais à esquerda do PS à inutilidade.

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O PS governará contra boa parte do seu eleitorado e para Costa isso nem é um problema. O seu futuro político, a existir, não será por cá.

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O apelo de Montenegro ao voto no candidato do Chega a vice-presidente da Assembleia da República deixa claro que, se for aritmeticamente necessário, a direita governará com Ventura.

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A questão é quem lidera [uma aliança entre neoliberais e neofascistas]. Em Itália já é a extrema-direita. 

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A direita moderada será cada vez mais uma coisa do passado.

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Perante isto, a estratégia do centro-esquerda é apresentar-se como a última fronteira do cordão sanitário com a extrema-direita.

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Hoje, um social-democrata tradicional já é um radical.

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Esta crise tem todas as componentes para mudar radicalmente a nossa política.

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Com uma crise social profunda e sem uma oposição combativa à esquerda ou alternativa moderada à direita, talvez venham a ter uma surpresa nas próximas eleições.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

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De novo o país confronta-se com o alarme da falta de água.

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O que está em causa é a forma irresponsável como os Estados aceitam enganar-se e enganar os seus cidadãos quanto à sustentabilidade do uso intensivo e crescente de água na agricultura.

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Agora e no futuro é todo o país que terá falta de água.

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Há muito para fazer na racionalização das águas, mas não gastando-a cada vez mais, tal como aconteceu em plena seca severa.

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O que faz então com que se continuem a entregar subsídios comunitários para novas instalações de explorações agrícolas altamente exigentes em água?

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Em nenhum outro ponto os ministérios do Ambiente e da Agricultura parecem tão alheios um ao outro como na questão da água que a ambos diz nuclearmente respeito.

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Todos os dias são denunciados novos casos de escassez e o licenciamento de novos abusos da água.

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O mais importante aquífero regional — Querença-Silves — está a ser levado a uma crise gravíssima pela instalação rápida de vastas extensões de amendoal e abacateiros num desrespeito insultuoso a tudo e a todos.

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É a partir de dentro do nosso próprio país que uma cadeia assegurada pelo Ministério da Agricultura nos traz os “maus ventos e os maus casamentos”.

Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

 

Em Espanha é esperado um aumento da coleta fiscal de 7,7% obtido à custa de "novas figuras tributárias", isto é, de novos impostos sobre lucros extraordinários da banca, das energéticas e, ainda (…)

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Em Espanha, cumprindo a lei, o Governo já se comprometeu a atualizar as pensões para 2023 de acordo com a taxa de inflação verificada, ou seja, em cerca de 8,5%.

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Portugal e Espanha são igualmente membros da União Europeia e da Zona Euro, estão os dois na Península Ibérica e têm outras semelhanças, designadamente, na cor política base dos seus atuais governos.

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O problema é que a cor ganha ou perde vivacidade em função dos contextos.

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Em Espanha o PSOE não tem maioria e governa em aliança com um partido de Esquerda, com quem partilha pastas ministeriais.

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O PS gosta é de ser solteiro próximo de ricos, ter maioria absoluta que lhe permita ser dono da bola, pôr e dispor do poder, por vezes exercido por elementos de baixa qualidade.

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Outro promotor dos perniciosos namoros do PS com a Direita é o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, mestre na utilização do argumento da média como prova de que, se a um frango foi cortada uma asa, logo esse frango foi partido em dois.

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Ora, a inflação está a comer o valor real dos salários e Centeno ainda está preocupado com o impacto que os diminutos aumentos nominais dos salários poderão ter na inflação,

Carvalho da Silva, JN


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