sexta-feira, 5 de setembro de 2025

CITAÇÕES

 
Trump liderou, na prática, uma tentativa de golpe contra a democracia, recusando os resultados eleitorais, espalhando a descrença sobre a sua verdade, intimidando delegados e incentivando a ocupação do Senado para impedir a sua confirmação. 

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Porque foi, depois do que aconteceu no 6 de janeiro, reeleito? Porque, sem punição, as pessoas podem negar o crime. Porque, sem punição, as pessoas podem negar o crime. 

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A batota passa a fazer parte do jogo.

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O Brasil está a apontar caminho. Durante a última campanha presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou bloquear contas que espalhavam desinformação nas redes.

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O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, bloquear a rede X até que a empresa voltasse a nomear um representante legal.

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Em setembro, Musk cedeu, entregou todos os documentos solicitados, baniu as contas envolvidas na investigação e pagou multa. 

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Bolsonaro também não teve direito à impunidade que Trump conquistou.

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Pretendia-se impedir a tomada de posse de Lula,

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[O plano] terá abortado pela recusa do Exército.

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Num sistema judicial cheio de entorses, em que o mesmo juiz pode inquirir e julgar, é uma evolução em relação à Lava Jato.

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[O plano incluía] no limite, o assassinato de Lula, do seu vice e do então presidente do TSE.

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O Brasil pisa gelo fino. O mesmo que pisam quase todas as democracias. Mas não se deu por derrotado.

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Os norte-americanos brancos nunca tiveram de lutar pela sua [democracia], pelo menos em casa.

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Com o aplauso dos “patriotas”, Trump tentou coagir o Supremo, impondo tarifas de 50% ao Brasil e sanções a Alexandre de Morais.

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[O efeito é] o reforço de Lula nas sondagens.

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Hoje, 61% dos brasileiros recusam votar num candidato que prometa a amnistia aos autores do 8 de janeiro e só 10% questionam que tenha havido tentativa de golpe. 

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A forma como as instituições lidam com os factos determina a forma como o povo os encara.

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A democracia não se defende só com pedagogia e argumentos. Defende-se com regras e consequências. 

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A impunidade das bestas não as amansa, torna-as mais perigosas.

Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

 

Quando dava aulas de Criação e Gestão de Associações e ONG, alertava sempre as turmas para a figura nefasta do vampiro de energia.

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O vampiro de energia é aquela pessoa que não faz grande coisa na associação, para não dizer nada, e que chega só no momento das reuniões de decisão, imbuído de muita autoridade, para destabilizar o grupo e se alimentar da sua energia.

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Por vezes, acumula a improficiência com a maledicência.

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Enfim, o vampiro não serve para nada, mas tenta comer tudo.

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O vampiro não vive só nas associações, está presente no trabalho, nas relações familiares, afetivas, na política, nos media, nas redes sociais.

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Neste momento, a Global Sumud Flotilla que se dirige para Gaza, e que conta com a participação corajosa de Mariana Mortágua, Miguel Duarte e Sofia Aparício, também é atacada (de forma previsível) por vampiros de energia.

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Regozijam-se de forma aparatosa com o mínimo contratempo que a flotilha possa sofrer.

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Não sei como será relembrado no futuro o genocídio na Palestina perpetrado pelo Estado de Israel, mas espero que estas vozes não fiquem esquecidas.

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E é isto que os vampiros de energia fazem: barulho, agitando as suas asinhas em vão, com gritinhos estridentes. 

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Esquecem-se que os direitos de que hoje usufruem se devem a ações “inúteis”, “loucas”, “descabidas”.

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As pessoas que fazem parte desta flotilha merecem toda a nossa admiração e reconhecimento.

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Vão, sozinhas, acabar com o genocídio? Não. Mas qualquer ativista tem consciência do seu pequenino lugar numa grande luta, e sabe também que a vitória final é feita de inúmeras pequenas conquistas.

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É indispensável fazer parar o massacre por todos os meios possíveis. 

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Estão a conseguir fazer chegar ao povo palestiniano a mensagem de que não está sozinho, apesar da inação ou cumplicidade vergonhosa dos nossos governantes

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À Mariana, Miguel, Sofia, Greta e a todas as pessoas que participaram nas anteriores, atual e futuras flotilhas: obrigada e toda a força.

Luísa Semedo, “Público” (sem link)

 

O que me choca não são os despedimentos. Posso comover-me e até recordar na pele os meus momentos difíceis.

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O que me abala é ver mulheres e homens à porta de lugares onde trabalharam uma vida, por quem se sacrificaram no melhor que tinham para dar, gente que facilitou nos turnos, que festejou os sucessos da empresa, que acreditou ser aquela a sua segunda casa

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Seres humanos para quem aquele lugar era parte de si, gente que viu os seus próprios pais e avós a sacrificarem-se por migalhas e pelo orgulho que tinham à empresa.

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Vi-os a chegarem das férias e a não poderem entrar por causa dos cadeados, como se fossem ladrões ou indigentes.

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Terrível a falta de empatia. Reduzir os outros ao nada, ao menos que nada. Nojo.

Luís Osório, JN

 

Todas as tentativas de envelopar o conflito [na Ucrânia] nas chamadas normas morais liberais do Ocidente esbarram na História e sobretudo no atualíssimo genocídio em Gaza com o apoio do Ocidente.

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A moralidade moraria no eventual resort de Trump em Gaza, a construir sobre os esqueletos dos palestinianos.

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Agora, em Gaz,a Netanyahu e Trump encarregam os aviões, os tanques e a fome de matar os palestinianos sobre os quais se Trump poderia mandar construir as estâncias e receber o prémio Nobel da Paz.

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A mudança no mundo tornou-se inevitável e possível.

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[Trump pretende] diminuir as possibilidades da sua concretização ou e atenuar os efeitos.

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O grande adversário da potência em perda da hegemonia é a China.

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[A Rússia] fez gorar as sanções de um Ocidente incapaz de ver o mundo como ele é, sobretudo a elite dirigente da UE que se bate pelos seus privilégios, de costas voltadas para os povos e países que a integram.

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Trump quer evitar a derrota na Ucrânia, pois de contrário teria de escalar para um outro patamar incontrolável e incerto.

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Uma vitória da Rússia deixaria os EUA de rastos interna e externamente, e daí a negociação com a Rússia.

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[Marcelo] e os líderes da UE são na verdade um ativo da distopia europeia, incapazes por anquilose de sair da derrota estratégica da Rússia e perseguir essa ilusão antiga e falida.

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Neste confronto entre titãs, há um anão que se põe em bicos de pés para ser visto: as lideranças da UE. Vivem entre privilégios e temem perdê-los.

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E, no entanto, o mundo dirige-se inexoravelmente para a multipolaridade.

Domingos Lopes, “Público” (sem link)


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