sábado, 6 de setembro de 2025

MAIS CITAÇÕES (349)

 
O cardápio do atual Governo para revisão das leis laborais não constou do seu programa eleitoral. 

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Todavia, dá corpo a uma das quatro ofensivas estruturais mais profundas contra o quadro constitucional dos direitos dos trabalhadores e pode ser aquela que maior rombo provoque em direitos fundamentais. 

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A empresarialização geral das atividades humanas, mesmo as de carácter social, e o individualismo exacerbado são duas das armas contra o progresso e a democracia.

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Em 2002/2003, no processo de elaboração do Código Laboral, a Direita convenceu setores democráticos da bondade do ataque à "velha negociação coletiva" que pretensamente favorecia a CGTP-IN. 

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Daí resultaram vieses que enfraqueceram direitos dos trabalhadores e a ação dos sindicatos, desde logo na negociação coletiva.

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Em 2010 e 2011 (nos dois anos a 24 nov.) as duas centrais fizeram conjuntamente greve geral contra a austeridade e o ataque aos direitos dos trabalhadores já em curso, que a troika ampliaria.

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Afirmaram-se argumentos para que o Governo do PS, com apoio parlamentar do PCP e do BE, viesse a repor relevantes amputações feitas pela troika.

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O presente ataque do Governo coloca, de novo, a luta laboral em emergência.

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Compete-lhes decidir como e quando agir.

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Sem perda de identidade, há que superar divergências.

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Os direitos dos trabalhadores e os dos sindicatos são indispensáveis para efetivar, de forma rigorosa e dinâmica, normas, decisões e procedimentos necessários para a organização e a prestação do trabalho.

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[Montenegro] opta pelo neoliberalismo, porque conta com o Chega para encenar discordâncias e apoiar o fundamental.

Carvalho da Silva, JN

 

Cobardia e coragem são duas palavras essenciais para usar no mundo de brutalidade em que já estamos a viver, porque a sua principal característica é o uso do medo como instrumento de poder.

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O exemplo perfeito vem dos EUA de Trump, com consequências devastadoras sobre a democracia americana. 

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Autocrata é obviamente um eufemismo porque Trump comporta-se como ditador, classificação que ele admite o honraria.

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Ele acha que é um elogio que “muitas pessoas” querem que ele seja ditador…

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Mas o medo resulta, faz sempre mais cobardes do que corajosos. 

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Faz exigências a universidades, museus, televisões, escolas, instituições de apoio aos mais pobres, quer nos EUA, quer no âmbito das Nações Unidas.

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Têm que acabar com programas de inclusão, e tudo o que pareça ser “woke”, LGBTI+, feminismo, anti-racismo, falar da escravatura como um “mal”.

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Tenho a tentação de estar sempre a falar de Trump, porque ele, com Putin e Xi, são os maiores perigos para a humanidade.

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O caso de Trump é o que mais riscos traz para o mundo, até porque ele está a atacar os fundamentos da maior e mais poderosa democracia do mundo,  e essa fragilização é a fonte do poder dos outros.

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Trump gosta de Putin e tem medo de Xi, e despreza os europeus, o Canadá, a Austrália, a Coreia e o Japão, todos os países e dirigentes que não lhe prestam vassalagem.

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Ele, que não sabe onde é a Hungria, gosta é de gente como Orbán, e admira com inveja Netanyahu, e só o trava por causa dessa mesma inveja.

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Só há uma resposta, a coragem, cá e lá, porque a força da coragem é mais exemplar do que a da cobardia.

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Os actos de cobardia reforçam o medo, mas um medo que pode transportar revolta.

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O peixe, como se sabe, apodrece pela cabeça e a cabeça do “mundo livre” eram os EUA. Ou a gente a corta, metaforicamente claro, ou o resto do corpo apodrece, já está a apodrecer.

Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

 

Pouco se tem escrito sobre as crianças da educação pré-escolar e do 1.º Ciclo que já ficaram ou que correm o risco de ficar sem professor. Acontece que, enquanto até aqui, estes eram grupos de recrutamento nos quais ainda não havia tanta falta de docentes, as previsões apontam para que, a curto prazo, estes sejam dos grupos mais atingidos.

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Esta previsão torna-se ainda mais preocupante quando sabemos que aos educadores de infância e aos professores do 1.º Ciclo não cabe apenas o desenvolvimento de competências e a lecionação de conteúdos: estes docentes também asseguram a guarda das crianças enquanto os seus pais vão trabalhar.

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Devido a esta dupla responsabilidade, há um problema de ordem prática que se coloca, à cabeça, quando falta um docente destes níveis de educação e ensino.

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Quando a falta é de longa duração, ou quando aumenta o número de docentes não colocados, as escolas deixam de dispor de mecanismos para assegurar a guarda das crianças.

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Resta perguntar o que acontece nestas circunstâncias. 

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Apesar de a resposta ser tudo menos tranquilizadora, infelizmente é realista: os pais correm o risco de ficar com as crianças nos braços.

Elsa de Barros, “Público” (sem link)


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