sábado, 19 de outubro de 2019

CITAÇÕES


Todos os anos, recebemos delegações de vários países para conhecer essa política pública, recomendada como um caminho a seguir.
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[Em Portugal] os consumos estabilizaram e nalguns grupos regrediram claramente, nomeadamente entre os 15 e os 24 anos, sendo menores em Portugal do que nos países com políticas repressivas.
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Portugal passou a ter o menor número de mortes relacionadas com as drogas de toda a Europa ocidental – e uma proporção 50 vezes menor do que os EUA.
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Reduziu-se significativamente (para menos de metade) a população prisional relacionada com as drogas, aumentou-se a segurança e a eficácia policial do combate ao tráfico.

[Estou-me marimbando] para o gigantesco espectáculo de hipocrisia que é a União Europeia, capaz de se mobilizar pelas mais minoritárias causas da moda, mas indiferente ao que se passa na Catalunha.
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[Os muito liberais do lado de cá e do lado de lá da fronteira] não vêem ou admitem é que possa haver uma vontade, uma determinação, uma razão pela independência da maioria dos catalães.
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Na verdade, os nossos anti-catalães, parte do PS e quase toda a direita, acabam por ser muito amigos de uma das mais sinistras tradições do país ao nosso lado, o espanholismo de Castela.
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[O Vox é] o partido que o CDS gostaria de ser quando for grande.
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E em Espanha nesse partido que nem é socialista, nem operário, mas que agora é muito espanhol e que aceitou ser chantageado pelos herdeiros de Francisco Franco e que não teve a coragem de evitar o julgamento político dos independentistas.
Pacheco Pereira, “Público” (sem link)

E é no tempo presente que se constrói o tempo futuro. Os jovens da década de sessenta e setenta construíram o tempo da liberdade e da democracia.
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Somos também o que fomos. Seremos igualmente o que somos.
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Sem a sociabilidade não há humanos. A cultura, o recreio e o desporto são também a nossa humanidade mais humana.
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

As mulheres negras, um grupo identitário sub-representado em várias esferas da sociedade, estão na vanguarda de uma revolução social, política e cultural no mundo ocidental, e já não se fará mais política sem elas.
Cláudia Silva, “Público” (sem link)

Estou profundamente perplexo com a apatia dos portugueses para com o rumo de Portugal e da Europa. Não votar é querer ser cego, surdo e mudo.
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Quem se abstém contribui activamente para a deterioração da democracia porque, apesar de não ajudar a que esta seja aprimorada, continua a beber dos seus subsídios, da sua educação gratuita, dos seus transportes ou das suas estradas.
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Não nos esqueçamos de que muito do que vemos, desde a porta de casa até à fronteira da nossa região, é providenciado pelo Estado.
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Quero explicar a quem não vota que a vossa incúria me afecta enquanto eleitor, que terei de aturar um governo que poderia ter perdido as eleições.
Vicente Lourenço, “Público” (sem link)

Como se esperava, as reacções destemperadas e violentas do governo central tiveram como efeito principal o aumento da simpatia pela causa independentista [catalã].
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A verdade é que, em todo este processo [que se vive na Catalunha], ou pelo menos nas suas fases mais delicadas, a actuação mais sensata e democrática tem partido do povo catalão, que apenas pretende pronunciar-se livremente sobre o seu futuro, declinando as vias mais radicais e propícias à violência.
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Perante este cenário crítico que tem como efeito a judicialização do confronto político e a criminalização da acção política, como responde a União Europeia?
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Da forma a que nos tem habituado: com um silêncio confrangedor que é prova mais do que evidente da sua menoridade política.
Micael Alves, “Público” (sem link)

O neoliberalismo, como todo o mundo sabe hoje, é a versão mais anti-social do capitalismo global, porque estritamente vinculada aos interesses do capital financeiro. 
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[O neoliberalismo] não reconhece outra liberdade que não a liberdade económica e, por isso, é-lhe fácil sacrificar todas as outras.
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O Fundo Monetário Internacional é o agente encarregado de legalizar esta transferência que o povo vê como roubo e que se traduz nas violentas políticas de austeridade impostas pelo capitalismo financeiro.
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O que se passa no Equador representa o paroxismo, o momento de intensidade máxima da vontade destrutiva do neoliberalismo.
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O destino das receitas do FMI é conhecido. Nunca dão outro resultado para além de bons negócios para os seus investidores.
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Que o FMI seja indiferente às consequências sociais desastrosas das suas receitas não surpreende, pois não se pode exigir que o capitalismo faça outra filantropia senão a que redunda em seu interesse.
Boaventura Sousa Santos, Director Emérito do CES, “Público” (sem link)

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