domingo, 29 de março de 2020

MAIS CITAÇÕES (75)


A vaga autoritária que [Trump e Bolsonaro] lideram é a principal ameaça à democracia e estavam a ganhar.
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O que lhes dava a vitória: era simplesmente a capacidade de corporizarem uma sociedade de medo.
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Em todo o mundo, os neoliberais fazem fila para pedir a intervenção do Estado que salve vidas.
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É mesmo (est)a resposta do mercado que demonstra que a segurança só existe no depauperado e corajoso Serviço Nacional de Saúde.
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Se queremos discutir segurança, comecemos pelo essencial, a vida e a saúde.
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Tempos excecionais, medidas excecionais: garantir os salários protege o emprego e mostra que, quando sairmos da emergência, não é aceitável o regresso a uma austeridade de que já tivemos experiência.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia (sem link)

Os líderes políticos que preferiram ignorar os factos científicos sobre o novo coronavírus e apoiar-se em fake news sobre o problema colocaram as suas populações a pagar bem caro a fatura de tamanha negligência.
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[O Bloco já propôs ao Governo a ideia da] mobilização de todos os laboratórios do Sistema Científico e Tecnológico Nacional para reforçar a resposta pública à pandemia.
Luís Monteiro, “Público” (sem link)

O que se passou recentemente no hospital do SAMS é de uma gravidade extrema.
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A administração deste hospital privado decidiu encerrar todas as unidades de saúde depois de ter contribuído (…) para um surto de covid-19 que infetou vários profissionais de saúde e poderá também ter infetado vários doentes.
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Depois disto, decide enviar para lay-off cerca de 1500 profissionais e transferir para o SNS todos os doentes que tinha em internamento, assim como os seus 95 mil utentes.
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Encerram todos os serviços e sobrecarregam o SNS numa altura em que o mesmo SNS se confronta com uma epidemia que levará ao limite a sua capacidade de resposta.
Moisés Ferreira, “Público” (mais aqui)

[Por proposta do PSD e CDS, a AR devia suspender os trabalhos o que] na prática, a Assembleia da República desertava num dos mais difíceis momentos da nossa democracia. Parece que é do sofá que o PSD quer acompanhar a situação do país.
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Como a realidade demonstrou, o funcionamento do Parlamento é necessário neste momento de crise para aprovar as respostas essenciais.
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A nossa batalha segue em duas frentes, a da saúde e a da economia, não podemos descurar nenhuma. É isso que a direita não está a compreender.
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É agora que se tomam as decisões que poderão salvar postos de trabalho e capacidade produtiva.
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As escolhas do Governo português ficam aquém da urgência que enfrentamos.
Pedro Filipe Soares, “Público” (mais aqui)

A globalização do individualismo narcísico está a dar o passo ao espetáculo da morte dos infetados.
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De repente, eis o que o tempo, desde não se sabe quando até aos seus confins, nos mostra a fragilidade de que são feitos os humanos.
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Eis, nestas semanas de chumbo, o valor do esforço dos que arregaçaram as mangas, enquanto as bolsas de valores oscilam, mostrando a sua verdadeira face.
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Os charlatães continuam a discorrer sobre tudo o que a sua ignorância não os envergonha.
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Este é um tempo que nos obriga a pensar, tal como o fazem os prisioneiros, ou os confinados em defesa de todos.
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Todos estes mortos que nos batem às janelas da alma impõem que reflitamos sobre a nossa condição humana, devendo ser mais íntegros, mais solidários e que ultrapassemos o império do dinheiro, das desigualdades e da hipocrisia.
Domingos Lopes, “Público” (sem link)

É garantindo o rendimento de quem trabalha e não isentando-o da despesa que se socorre a economia.
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Aos oportunistas empresariais juntam-se os oportunistas políticos.
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Com o medo os ateus descobrem Deus e os neoliberais o Estado. Só não pensem que se converteram.
Daniel Oliveira, “Expresso” (sem link)

À medida que a pandemia avance, a erosão dos serviços nacionais de saúde criará contestação social e portanto política.
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À medida que se percam empregos e rendimentos acelerarão as desigualdades e a insegurança.
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A União Europeia está, por enquanto, a mostrar o que verdadeiramente sempre foi e não o que quis (e quer?) ser.
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Ainda estamos no princípio do que não conhecemos o meio, quanto mais o fim.
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A seiva do descontrolo social está alojado na planta que cresce.
Pedro Santos Guerreiro, “Expresso” (sem link)

Sem condições políticas para uma resposta europeia, os países que mais vão precisar de recuperar a economia serão também aqueles que menos condições financeiras terão para o fazer.
Pedro Adão e Silva, “Expresso” (sem link)

A mesma coisa em ambos os lados da crise global está em causa: a sobrevivência do ser humano e de valores tão básicos como a justiça, o conhecimento científico, a democracia e o reconhecimento de pertencermos todos a todos.
Luísa Schmidt, “Expresso” (sem link)

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