(…)
Mesmo
durante a pandemia, a ministra nunca teve os meios exigíveis para travar a
saída de profissionais (…), para resolver o problema das várias carreiras ou
para recuperar os cuidados primários.
(…)
Pizarro,
próximo de Campos Ferreira, o ministro que fora trocado por Temido, ocupou o
lugar e o seu setor do PS festejou a vitória.
(…)
[O “CEO”
do SNS, apesar de ainda não estar em funções] já terá feito nomear uma nova
administração para o Hospital de Santa Maria, num misterioso passe mágico.
(…)
A gestão
está ao ataque, mas as filas de ambulâncias aumentam ao primeiro escolho.
(…)
Assim,
a promessa é que o SNS ficará na mesma.
(…)
Tem
dito Correia de Campos, ex-ministro (…), que isto de gestão é conversa.
(…)
E
explicou como: há um orçamento, mas os hospitais recebem 70% e o resto fica
adiado, pode ou não vir a ser entregue no final do ano.
(…)
Acrescente-se
que as Finanças têm o poder de atrasar ou recusar a contratação de cada técnico
em cada unidade de saúde.
(…)
Um
cordato ministro da Saúde é o que justifica este poder das Finanças.
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Diz
ainda Correia de Campos (desta vez à Antena 1, no mês passado) que o orçamento
é insuficiente.
(…)
O
orçamento real é mais pequeno, quando os custos da saúde sobem sempre.
(…)
As
carreiras médicas e de outros profissionais da saúde tornaram-se um enterro e,
na falta de pessoal, o fecho de urgências já deixou de ser um acontecimento
anormal.
(…)
Ao
longo deste ano e desde o concurso que permitiu a entrada em janeiro no
internato médico, já saíram do SNS 1229 médicos (dados de outubro).
(…)
Entretanto,
a promessa de médico de família para todas as pessoas foi naufragando sem
remédio.
(…)
Um
milhão de pessoas está sem médico de família só na zona da capital.
(…)
Como
dizia Costa num debate eleitoral e pouca gente deu conta disso, “o que queriam
é que eu fizesse concorrência aos privados”, isso nunca.
(…)
Carreira
em exclusividade, a velha ideia de Arnaut, não passará.
(…)
Haverá
um CEO, urgências fechadas e o PS continuará a desmantelar o SNS com juras de
fidelidade e boa “gestão”.
Francisco Louçã, “Expresso” Economia
A despenalização da morte medicamente assistida já viveu, sem morrer,
três vezes.
(…)
O achincalhamento político abraçado pelo
PSD, ao propor um referendo à última da hora, depois de nunca o ter
apresentado, é mais uma triste notícia para o tempo da política e para a justa
equação da sua vida útil.
(…)
A fiabilidade do centro-direita está pela
hora da morte, rendida ao calculismo político.
(…)
Luís Montenegro, que procura tirar
dividendos políticos de um requerimento metido, sem vergonha e ao arrepio da
História.
(…)
[O plenário da AR] decidirá, também, pelo
avanço civilizacional, permitindo que alguém que não consegue viver sem
sofrimento intenso possa decidir colocar-lhe um fim, em segurança e sem mais
dor.
(…)
A demagogia sobre a "liberalização
da morte" e a diabolização da eutanásia é uma manobra de dissimulação
daqueles que querem impor as suas falsas virtudes às escolhas individuais do
outro em liberdade.
(…)
Ousam até falar da obrigação societária
de reflectir e cuidar até ao último sopro de sofrimento, quando sempre
menosprezaram o estatuto dos cuidadores informais e o reforço dos cuidados
paliativos.
(…)
Hoje, será um dia histórico para a
justiça dos Homens, aquela que a justiça divina não pode substituir.
Os
impactos associados às alterações climáticas
e à perda de biodiversidade evidenciam a
necessidade de um modelo de desenvolvimento diferente do que se tem vindo a
seguir nas últimas décadas.
(…)
Ao
contrário de uma molécula de dióxido de carbono
que é igual esteja onde estiver, cada espécie é única e irrepetível, uma perda
irreparável e não compensável.
(…)
Conservar
a natureza e a biodiversidade não pode continuar a ser visto como um luxo,
capricho ou “apenas” um imperativo ético ou moral.
(…)
A natureza é fundamental para o desenvolvimento.
(…)
A biodiversidade é um pilar do desenvolvimento e do
crescimento económico.
(…)
Há
mais de cinquenta anos que as Reservas da Biosfera
da UNESCO têm vindo a apelar à necessidade de integrar a conservação
da natureza e biodiversidade nos modelos de desenvolvimento à escala local.
(…)
Actualmente,
integram na rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, 738 territórios em
134 países, incluindo 22 Reservas da Biosfera transfronteiriças.
(…)
Mais de 270 milhões de pessoas vivem em Reservas da Biosfera
da UNESCO.
(…)
Estes
locais estão sob jurisdição nacional, mas cooperam entre si na partilha de
ideias, experiências, projectos e acções, a nível regional, nacional e
internacional.
(…)
Os sucessos e fracassos são partilhados entre Reservas da
Biosfera, no seio das redes geográficas e temáticas.
(…)
Em
Portugal, 12 Reservas da Biosfera da UNESCO dão expressão a este compromisso
que se estende a outas 12 reservas espalhadas por diferentes países da CPLP
(…)
As
Reservas da Biosfera da UNESCO assumem-se como faróis de uma navegação
colectiva rumo a um mundo mais digno das gerações vindouras e da própria
história maravilhosa da espécie humana.
António Abreu, “Público” (sem link)
Quase
140 anos passados desde que o sindicalista inglês Tom Mann reinventou a jornada
de trabalho que isto não há maneira de melhorar.
(…)
Chegámos a este século XXI com a maioria ainda a praticar jornadas
laborais de oito horas ou mais.
(…)
As 35
horas semanais em França ainda são mal vistas, mesmo agora que já se começam a
dar os primeiros passos para a semana das 32 horas em alguns países.
(…)
[O capitalismo] vem paulatinamente diminuindo o valor do
trabalho e multiplicando fortunas dos que mandam trabalhar.
(…)
E a
pandemia, que acentuou o teletrabalho, não veio ajudar em nada, ao diluir as
fronteiras entre a casa e o trabalho e o trabalho é como o eucalipto, seca tudo
à sua volta e potencia a (auto)combustão
António Rodrigues, “Público” (sem link)
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