sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

CITAÇÕES

 
A substituição de Temido por Pizarro terá sido o resultado do desgaste de um período difícil, mas não pode haver dúvida de que constituiu um reconhecimento de fracasso e, finalmente, da pressão de uma parte do PS que a queria ver pelas costas.

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Mesmo durante a pandemia, a ministra nunca teve os meios exigíveis para travar a saída de profissionais (…), para resolver o problema das várias carreiras ou para recuperar os cuidados primários. 

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Pizarro, próximo de Campos Ferreira, o ministro que fora trocado por Temido, ocupou o lugar e o seu setor do PS festejou a vitória.

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[O “CEO” do SNS, apesar de ainda não estar em funções] já terá feito nomear uma nova administração para o Hospital de Santa Maria, num misterioso passe mágico.

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A gestão está ao ataque, mas as filas de ambulâncias aumentam ao primeiro escolho. 

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Assim, a promessa é que o SNS ficará na mesma.

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Tem dito Correia de Campos, ex-ministro (…), que isto de gestão é conversa.

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E explicou como: há um orçamento, mas os hospitais recebem 70% e o resto fica adiado, pode ou não vir a ser entregue no final do ano.

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Acrescente-se que as Finanças têm o poder de atrasar ou recusar a contratação de cada técnico em cada unidade de saúde.

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Um cordato ministro da Saúde é o que justifica este poder das Finanças.

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Diz ainda Correia de Campos (desta vez à Antena 1, no mês passado) que o orçamento é insuficiente. 

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O orçamento real é mais pequeno, quando os custos da saúde sobem sempre.

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As carreiras médicas e de outros profissionais da saúde tornaram-se um enterro e, na falta de pessoal, o fecho de urgências já deixou de ser um acontecimento anormal.

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Ao longo deste ano e desde o concurso que permitiu a entrada em janeiro no internato médico, já saíram do SNS 1229 médicos (dados de outubro).

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Entretanto, a promessa de médico de família para todas as pessoas foi naufragando sem remédio.

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Um milhão de pessoas está sem médico de família só na zona da capital.

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Como dizia Costa num debate eleitoral e pouca gente deu conta disso, “o que queriam é que eu fizesse concorrência aos privados”, isso nunca.

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Carreira em exclusividade, a velha ideia de Arnaut, não passará.

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Haverá um CEO, urgências fechadas e o PS continuará a desmantelar o SNS com juras de fidelidade e boa “gestão”.

Francisco Louçã, “Expresso” Economia

 

A despenalização da morte medicamente assistida já viveu, sem morrer, três vezes.

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O achincalhamento político abraçado pelo PSD, ao propor um referendo à última da hora, depois de nunca o ter apresentado, é mais uma triste notícia para o tempo da política e para a justa equação da sua vida útil.

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A fiabilidade do centro-direita está pela hora da morte, rendida ao calculismo político.

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Luís Montenegro, que procura tirar dividendos políticos de um requerimento metido, sem vergonha e ao arrepio da História.

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[O plenário da AR] decidirá, também, pelo avanço civilizacional, permitindo que alguém que não consegue viver sem sofrimento intenso possa decidir colocar-lhe um fim, em segurança e sem mais dor.

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A demagogia sobre a "liberalização da morte" e a diabolização da eutanásia é uma manobra de dissimulação daqueles que querem impor as suas falsas virtudes às escolhas individuais do outro em liberdade.

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Ousam até falar da obrigação societária de reflectir e cuidar até ao último sopro de sofrimento, quando sempre menosprezaram o estatuto dos cuidadores informais e o reforço dos cuidados paliativos.

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Hoje, será um dia histórico para a justiça dos Homens, aquela que a justiça divina não pode substituir.

Miguel Guedes, JN

 

Os impactos associados às alterações climáticas e à perda de biodiversidade evidenciam a necessidade de um modelo de desenvolvimento diferente do que se tem vindo a seguir nas últimas décadas.

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Ao contrário de uma molécula de dióxido de carbono que é igual esteja onde estiver, cada espécie é única e irrepetível, uma perda irreparável e não compensável.

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Conservar a natureza e a biodiversidade não pode continuar a ser visto como um luxo, capricho ou “apenas” um imperativo ético ou moral.

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A natureza é fundamental para o desenvolvimento.

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A biodiversidade é um pilar do desenvolvimento e do crescimento económico.

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Há mais de cinquenta anos que as Reservas da Biosfera da UNESCO têm vindo a apelar à necessidade de integrar a conservação da natureza e biodiversidade nos modelos de desenvolvimento à escala local.

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Actualmente, integram na rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, 738 territórios em 134 países, incluindo 22 Reservas da Biosfera transfronteiriças.

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Mais de 270 milhões de pessoas vivem em Reservas da Biosfera da UNESCO.

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Estes locais estão sob jurisdição nacional, mas cooperam entre si na partilha de ideias, experiências, projectos e acções, a nível regional, nacional e internacional.

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Os sucessos e fracassos são partilhados entre Reservas da Biosfera, no seio das redes geográficas e temáticas.

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Em Portugal, 12 Reservas da Biosfera da UNESCO dão expressão a este compromisso que se estende a outas 12 reservas espalhadas por diferentes países da CPLP

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As Reservas da Biosfera da UNESCO assumem-se como faróis de uma navegação colectiva rumo a um mundo mais digno das gerações vindouras e da própria história maravilhosa da espécie humana.

António Abreu, “Público” (sem link)

 

Quase 140 anos passados desde que o sindicalista inglês Tom Mann reinventou a jornada de trabalho que isto não há maneira de melhorar.

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Chegámos a este século XXI com a maioria ainda a praticar jornadas laborais de oito horas ou mais.

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As 35 horas semanais em França ainda são mal vistas, mesmo agora que já se começam a dar os primeiros passos para a semana das 32 horas em alguns países.

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[O capitalismo] vem paulatinamente diminuindo o valor do trabalho e multiplicando fortunas dos que mandam trabalhar.

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E a pandemia, que acentuou o teletrabalho, não veio ajudar em nada, ao diluir as fronteiras entre a casa e o trabalho e o trabalho é como o eucalipto, seca tudo à sua volta e potencia a (auto)combustão

António Rodrigues, “Público” (sem link)


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