Os últimos três anos tornaram ainda mais óbvia a
falta de alternativas na alternância ao centro.
(…)
O memorando da troika e o tratado orçamental são as
marcas de água desse consenso de regime apontado a uma governação para as
próximas décadas. Eles são a constituição material do bloco central.
(…)
Evita-se o bloco central partilhando o Governo com
o PS? A minha resposta é: pode até evitar-se o bloco central mas não se evitará
o centrismo.
As
causas fundamentais dos problemas com que nos debatemos não estão nos gastos
excessivos do comum dos portugueses, mas sim, por exemplo, na podridão do poder
financeiro e económico que nos domina.
(…)
O
sistema financeiro beneficiou, a montante e a jusante, do inflacionamento do
setor da construção e da habitação.
(…)
Qual
será, na carteira dos bancos, o volume dos ativos imobiliários tóxicos
resultantes da especulação que andaram a fazer, de terrenos, prédios e
habitações dados como garantias, que hoje pouco valem?
A
natalidade em Portugal é, de facto, um problema, mas é-o na medida em que as
mulheres portuguesas não podem ter os filhos de acordo com a sua vontade porque
a vida que vivem não o permite.
(…)
Se
o Governo quer falar de natalidade que fale, mas que não atire areia para os
olhos de quem quer ter filhos e não pode.
Marisa
Matias, Diário as beiras (sem link)
O BE é uma parte integrante dessa crise [da
esquerda] e nasceu já dentro de uma dinâmica de procura de soluções e de busca
de caminhos para a esquerda europeia, ainda que numa dimensão nacional.
São José Almeida, Público (sem
link)
[No caso da marcação de exames aos professores]
o Governo faz um truque descarado e sem vergonha para contornar uma lei da
República, que permite o exercício de um direito.
(…)
O que é inaceitável neste acto [da marcação de
exames aos professores] é que o Governo apresente face aos cidadãos um Estado
cuja face é o logro e a habilidade grosseira, sem se preocupar um átomo em
humilhar as pessoas, poucas que sejam, que precisam de um emprego, numa altura
em que ele escasseia.
Pacheco Pereira, Público (sem
link)
Questionar hoje a banca e o seu funcionamento é
um imperativo de cidadania e a única garantia de estabilidade do sistema
democrático.
Gustavo Cardoso, Público (sem link)
Um
pequeno país, sem moeda e sem política monetária, necessita de dispor de um
banco público, para poder intervir no mercado, se tal for necessário.
Nicolau
Santos, Expresso Economia (sem link)
A
decadência da TAP é um espelho dos erros de gestão dos governos de Portugal.
Clara
Ferreira Alves, Revista Expresso (sem link)
A
diminuição da natalidade como consequência da crise combate-se parando de
convidar os portugueses a emigrar, apostando na criação de emprego, aumentando
o salário mínimo, diminuindo a precariedade e insegurança no trabalho.
Joana
Amaral Dias, CM (sem link)
Também
a nível fiscal, os incentivos são concedidos aos que nada fazem, como os
especuladores imobiliários cujos prédios estão isentos de IMI, se titulados por
fundos de investimento.
Paulo Morais, CM (sem
link)
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