domingo, 27 de janeiro de 2019

MAIS CITAÇÕES (14)


[O racismo] existe e é abafado e escondido para que se possa continuar a dizer que não existe, que tudo se resume a uns episódios pontuais.
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Perguntem às pessoas que se levantaram para defender o direito à liberdade de expressão de um dirigente da extrema-direita num canal de televisão, mas que não se deram ao trabalho de gastar um segundo para ouvir as razões dos jovens que quiseram manifestar-se pacificamente e sair da invisibilidade forçada.
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A violência racista existe e, como tem sido denunciado por organizações internacionais, as forças de segurança não lhe estão imunes.
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Defender as forças de segurança é defender também a sua integridade, é saber que são compostas por homens e mulheres de bem que merecem a nossa consideração e defesa.

O problema do SNS é que, de há muitos anos, os governos escolheram não pagar e fingir que pagam.
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Os privados não hesitam na escolha de classe: se quem chega à urgência é pobre, vai recambiado para o hospital público; se chega o teto do seguro, porta fora.
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O Estado vai usando o pouco [dinheiro] que tem para financiar o [setor] privado [da saúde], que em 2019 já absorverá 38% da despesa corrente.
Francisco Louçã, Expresso Economia (sem link)

Está ali [no despedimento de Cristina Tavares] a expressão do velho "quero, posso e mando" dos séculos XVIII e XIX, que associava à posse da empresa o "poder legítimo" de o patrão dispor, como muito bem entendesse, de tudo o que nela estava, inclusive os trabalhadores.
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Numa atitude ignóbil e fascista, afrontando a sentença do Tribunal e visando enxovalhar, humilhar e vergar a trabalhadora, aquela entidade patronal colocou a Cristina num "trabalho" absolutamente improdutivo.
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Qualquer sindicato, independentemente da orientação sociopolítica que o inspira, tem a obrigação de agir na sua denúncia, de ser solidário com a Cristina Tavares e com o Sindicato que a apoia.

A dependência política [da CGD] mostrou-se na cedência a pressões para financiar projetos de interesse público.
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Se queremos a Caixa pública, e queremos, ela tem de ser gerida com competência e lisura.
Pedro Santos Guerreiro, Expresso (sem link)

Não nos indignamos com a miséria do bairro da Jamaica, mas indignamo-nos com a violência dos habitantes do bairro da Jamaica.
Bruno Vieira Amaral, Expresso (sem link)

Uma Lei de Bases feita para suportar este negócio perverso [dos privados com o SNS] seria continuar a fraude de ter maus serviços públicos para garantir bons negócios.
Francisco Louçã, Expresso (sem link)

Sim, as imparidades na banca chocam e num banco público ainda mais.
Pedro Adão e Silva, Expresso (sem link)

Que me lembre, nunca foram usadas [balas de borracha] contra uma manifestação [como aconteceu agora com os manifestantes do bairro da Jamaica na Av. da Liberdade].
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Basta irmos a Paris, a Los Angeles ou ao Rio para percebermos com quantas jamaicas se faz um barril de pólvora.
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Vivemos uma falsa sensação de segurança. Ela não nos é dada por uma sociedade justa e equilibrada, mas pela invisibilidade de parte do país.
Daniel Oliveira, Expresso (sem link)

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