sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PS ABSTÉM-SE...

Já se tornou um lugar-comum afirmar que a Europa não tem líderes à altura das circunstâncias que agora vivemos. Em Portugal sente-se a mesma realidade, de forma agravada. As ideias que brotam, quer do Governo, quer do principal partido da oposição são confrangedoras. Uns limitam-se a fazer eco do que chega do eixo Paris-Berlim, os outros dizem ámen. Perante as malfeitorias e falta de cumprimento das promessas eleitorais dos partidos do Governo, o PS responde “nim”. É deveras aflitivo que, apenas, os partidos parlamentares à esquerda do PS façam verdadeira oposição. O artigo de opinião de José Manuel Pureza, que hoje vem inserido no DN, faz um claro repositório de todas as implícitas anuências que a liderança “socialista” vem dando ao programado agravamento – muito para além do exigido pela troika – das condições de vida da maioria esmagadora dos portugueses.
Começa assim:
“Um milhão de reformados vai perder um ou dois meses de pensão - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. 460 mil funcionários públicos vão perder um ou dois meses de salário - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. Quem trabalha trabalhará mais vinte dias por ano sem receber nada por isso - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. As pensões de 274 euros, auferidas por quem trabalhou vinte e mais anos, serão congeladas - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se. Quem descontou trinta anos do seu salário para ter agora uma pensão de 303 ou de 379 euros vê-la-á congelada - Passos Coelho diz que é pouco; o PS absteve-se.”
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